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Jovem foi morto com 36 facadas ao tentar comprar droga e cair em ‘tocaia’ no interior do AC, diz polícia
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8 anos atrásem
O jovem morto com facadas na manhã de quinta-feira (12) no bairro da Lagoa, em Cruzeiro do Sul, foi identificado por familiares como Aldair da Silva, de 22 anos.
Ele morava no município de Guajará, no Amazonas, e, segundo a polícia no momento em que foi morto tentava comprar droga e acabou caindo em uma “tocaia”. Foram 36 perfurações de faca e facão, segundo o laudo.
“As informações dão conta que ele teria ido ao trapiche da Lagoa comprar entorpecente, pois era usuário. Também soubemos através de familiares que tomava remédio controlado. Quando chegou na Lagoa, procurou os traficantes da área e se identificou como morador de Guajará, os elementos armaram uma ‘tocaia’ para a vítima e o agrediram com vários golpes de faca e terçado pelo corpo”, disse o delegado que investiga o caso, Alexnaldo Batista.
Foto: jovem foi morto com 36 facadas ao tentar comprar droga e cair em ‘tocaia’ no interior do AC, diz polícia (Foto: Arquivo pessoal)
O delegado informou ainda que está checando com a polícia de Guajará se a vítima tinha passagem por algum crime.
“Ainda não temos informações quanto aos autores. Estamos investigando, procurando informações na área e não vamos cessar os trabalhos enquanto não elucidarmos esse crime”, destacou.
Homem é achado morto em bairro de Cruzeiro do Sul com perfurações de faca e sem identificação.
Corpo foi achado na manhã desta quinta-feira (12) e estava sem documentos de identificação. Polícia acredita que vítima era morador de Guajará, no Amazonas.
Instituto Médico Legal resgatou, na manhã desta quinta-feira (12), um corpo encontrado com perfurações de faca no bairro da Lagoa, em Cruzeiro do Sul. De acordo com a polícia, a vítima apresentava vários ferimentos possivelmente de facão no peito e costas e não portava nenhum documento de identificação.
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Homem é achado morto em bairro de Cruzeiro do Sul com perfurações de faca e sem identificação (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
“Não temos informações quanto a identidade da vítima. A única coisa que levantamos é que reside no município de Guajará (AM). Tentamos informações com populares, mas ninguém quis falar sobre o ocorrido. O IML esteve no local e recolheu o corpo que foi levado para os procedimentos no necrotério”, informou o tenente da PM Olavo Teles.
Segundo Teles vítima deve ter sido morta com golpes de faca e terçado. “Recebemos informações da localização do corpo. Nos deslocamos e encontramos o corpo num matagal, no bairro da Lagoa, cheio de perfurações de faca no peito e nas costas. Tem um trapiche no meio do bairro, desceram uma escada e abandonaram o cadáver no matagal, próximo do igarapé São Salvador”, disse o militar.
Até o fechamento da publicação, o corpo estava na sede do IML a espera de identificação dos familiares. G1Ac.
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ACRE
Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário