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Juiz boliviano ordena prisão do ex-presidente Evo Morales em caso de abuso sexual | Bolívia

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Guardian staff and agencies in La Paz

UM boliviano juiz ordenou a prisão do ex-presidente Evo Morales sobre o suposto abuso de uma adolescente durante o mandato, aumentando os riscos no confronto de meses do estado com o ex-líder.

O juiz da cidade de Tarija, no sul do país, pediu que Morales, 65 anos, fosse preso depois que o primeiro presidente indígena da Bolívia escapou pela segunda vez de uma audiência sobre sua possível prisão preventiva.

A decisão, que foi transmitida pela televisão estatal, também incluiu o congelamento dos bens de Morales e a proibição de ele deixar o país.

“Foi ordenado um mandado de busca e prisão”, disse o juiz Nelson Rocabado após uma audiência em Tarija, onde vive a suposta vítima.

Morales, que saiu da extrema pobreza para se tornar um dos líderes mais antigos da América Latina, levou milhares de pessoas às ruas nos últimos meses para protestar contra a investigação.

Ele é acusado de abusar de uma menina de 15 anos quando era presidente em 2015 e de ter um filho com ela no ano seguinte, o que teria constituído estupro legal segundo a lei boliviana. Ele não confirmou nem negou as acusações.

Os promotores o acusaram de tráfico, acreditando que os pais da menina a inscreveram na guarda juvenil do movimento político de Morales quando ele era presidente “com o único propósito de subir na hierarquia política e obter benefícios… em troca de sua filha menor de idade”. .

As acusações acarretam pena de 10 a 15 anos de prisão, segundo a promotora responsável pelo caso, Sandra Gutiérrez.

O pai da menina está em prisão preventiva desde outubro.

A audiência sobre o pedido da promotoria para que Morales fosse colocado em prisão preventiva estava originalmente marcada para terça-feira, mas o ex-presidente não compareceu, e seus advogados disseram que ele sofria de problemas de saúde.

Na sexta-feira, o juiz rejeitou os relatórios médicos para prosseguir com a audiência na ausência de Morales.

Morales alegou ser uma “vítima” da guerra legal levada a cabo pelo seu aliado que se tornou rival político, o presidente Luis Arce, e recusou-se a comparecer em tribunal.

O líder populista está escondido na região de Chapare, no centro da Bolívia, e mora nas sedes dos sindicatos dos cocaleiros protegido por até três cordões de segurança para evitar sua prisão.

Milhares de seus apoiadores bloquearam estradas que levam ao seu reduto central de Cochabamba entre meados de outubro e início de novembro, paralisando a economia na tentativa de evitar sua ameaça de prisão por estupro legal – a acusação usada para sexo ilegal com um menor – bem como por abuso humano. tráfico.

Do lado de fora do tribunal, na sexta-feira, um grupo de mulheres que se identificaram como mães carregavam faixas que diziam “Abusadora de Evo Morales, meninas não devem ser tocadas”. Eles exigiam justiça.

A recusa de Morales em renunciar ao poder em 2019, após dois mandatos, levou a uma saída tumultuada que lançou uma sombra sobre quase 14 anos de progresso económico e redução da pobreza.

Forçado a renunciar após eleições manchadas por alegações de fraude, exilou-se na Argentina, regressando ao seu país um ano depois.

Apesar de ter sido impedido pelos tribunais bolivianos de concorrer a um terceiro mandato, ele busca a nomeação do partido de esquerda Mas nas eleições presidenciais de agosto de 2025.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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