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Jurado pelo PCC delatou policiais de três unidades de SP – 11/11/2024 – Cotidiano

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Rogério Pagnan

Na lista de policiais a serem delatados pelo empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, 38, morto na última sexta (8) no aeroporto internacional em Guarulhos (SP), estavam ao menos um delegado e dois investigadores da Polícia Civil de São Paulo.

Os nomes desses policiais estão em documentos encaminhados pela defesa de Gritzbach ao Ministério Público durante negociações para o acordo de delação premiada, que acabou firmado neste ano.

Na lista, conforme documentos obtidos Folha, o empresário se comprometeu a apresentar áudios que comprovariam “ilicitudes e arbitrariedades” do delegado Fábio Baena e de “toda sua equipe”, como “Rogerinho, Eduardo Monteiro e outros”. A informação está em um item discriminado pelos advogados do delator como “Corrupção Policial”.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública não informou a situação desses policiais até a conclusão desta reportagem. Em nota, disse ter sido aberta uma força-tarefa para apurar o crime.

Durante entrevista na tarde desta segunda (11), o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, confirmou que policiais civis foram delatados por Gritzbach e, tão logo a polícia tomou ciência do fato, convocou o colaborador para tomar depoimento dele.

Segundo Derrite, a menção aos policiais foi feita em 31 de outubro, última vez em que o empresário foi ouvido pelo Ministério Público. “Tudo isso será analisado”, declarou o secretário.

Entre as linhas de investigação da Polícia Civil para a morte do empresário na ação de Guarulhos está uma ação de criminosos ligados ao PCC, cujos integrantes haviam jurado o delator de morte, e também a participação de policiais paulistas, implicados em delações.

A Folha não teve acesso ao teor da delação, que está em segredo de Justiça, mas é certo que policiais foram mencionados já que no documento de homologação de acordo a Promotoria indica que as declarações do colaborador levantavam suspeitas contra policiais de três unidades da Polícia Civil.

O documento cita policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e 24º DP (Ponte Rasa), na zona sul da capital paulista. “Cujas condutas apuradas configuram, em tese, os crimes dos artigos 316 do Código Penal (concussão), artigo 317 do Código Penal (corrupção passiva), artigo 288 do Código Penal (associação criminosa), dentre outros”, diz trecho de documento da Promotoria.

Conforme a reportagem apurou, Fábio Baena e equipe teriam sido responsáveis pela investigação da morte de Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, assassinado em dezembro de 2021. Gritzbach era o principal suspeito de mando. O colaborador assassinado negava a participação nesses casos.

A forma como a investigação foi conduzida, ainda conforme apuração da Folha, teria desagradado a integrantes da cúpula da polícia, o que levou à transferência de toda a equipe de Baena do DHPP. Na época, não havia ainda a expectativa da delação do empresário.

Em uma parte da proposta de delação, à qual a Folha teve acesso, Gritzbach diz que conhecia Rafael Maeda Pires, vulgo Japa, que teria participado do descarte do corpo de Django, Claudio Marcos de Almeida, assassinado em guerra interna do PCC.

Maeda seria vendedor de carros e agenciava atletas de futebol. O vendedor fazia repasses “irregulares para Anselmo”, segundo o delator, e teria participado do sequestro do próprio Gritzbach. O colaborador disse ainda, conforme documentos, que estava “no local de desova do corpo de Django” e “foi forçado pela polícia para não reconhecê-lo nas imagens”, diz trecho de documento.

A morte de Django ainda não foi esclarecida pela polícia.

O próprio Maeda também teria morrido de “forma suspeita no prédio de Ademir Pereira de Andrade”. Pires foi encontrado morto dentro de um carro blindado, no subsolo de um edifício comercial no Tatuapé.

No mesmo documento de tratativas de colaboração premiada, os advogados de Gritzbach afirmam que Ahmed Hassan, vulgo Mudi, ligado ao PCC, teria oferecido R$ 3 milhões pela cabeça do delator.

No documento de negociação com o Ministério Público, o empresário admitiu participação em esquema de lavagem de dinheiro para criminosos e se comprometia a pagamento de R$ 15 milhões à Fazenda Pública, a título de prestação pecuniária e multa penal, valor a ser pago em 12 meses.

Procurada, a defesa de Gritzbach não atendeu aos telefonemas e não retornou aos recados deixados. A Folha também tentou contato com os policiais citados no documento, mas não conseguiu localizá-los até a publicação.

A Secretaria da Segurança Pública disse, em nota, que foi montada uma força-tarefa entre as forças de segurança para investigar o crime. “Testemunhas e partes envolvidas já prestaram depoimento, e os policiais militares que faziam a segurança de uma das vítimas foram afastados de suas atividades operacionais até o fim das investigações”, diz trecho da nota.

“As corregedorias das polícias Civil e Militar acompanham as investigações para que todas as medidas pertinentes sejam adotadas, se necessário, reiterando o compromisso e respeito às leis, à transparência e à imparcialidade.”



Leia Mais: Folha

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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