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Kamala Harris concorda que Donald Trump é fascista: ‘Sim, podemos dizer isso’ | Eleições dos EUA 2024
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2 anos atrásem
Robert Tait in Washington
Kamala Harris concordou que Donald Trump é uma fascista na sua declaração mais franca ao classificar o seu oponente presidencial como um potencial autocrata que abriga visões autoritárias caso regresse à Casa Branca.
O vice-presidente dos EUA e candidato democrata ultrapassou uma fronteira psicologicamente importante ao abordar a questão do fascismo numa entrevista com Charlamagne Tha God, um influente apresentador de rádio cuja audiência atinge uma audiência predominantemente negra de 8 milhões de ouvintes mensais. A conversa aconteceu durante uma parada de campanha em Detroit, centro de uma batalha entre os dois candidatos ao campo de batalha do estado de Michigan.
Definir as opções eleitorais no entrevista por telefone de uma horaHarris foi inicialmente cautelosa, dizendo ao seu anfitrião que os eleitores nas eleições de 5 de Novembro “têm duas escolhas… e são duas visões muito diferentes para a nossa nação” antes de dar uma definição vaga da sua visão.
Charlamagne então, na verdade, incitou-a a dar um salto, dizendo: “A outra é sobre o fascismo. Por que não podemos simplesmente dizer isso?
Harris respondeu imediatamente: “Sim, podemos dizer isso”.
É a primeira vez que Harris endossa publicamente a utilização da palavra fascista para descrever Trump e o seu plano de governação, embora esta questão tenha sido levantada repetidamente por alguns observadores à medida que a retórica da sua campanha e as ameaças de prisão dos seus opositores políticos se tornaram mais ameaçadoras.
A sua aprovação explícita da palavra para descrever Trump abre novos caminhos numa campanha presidencial em que ela já criticou a sua relação calorosa com o líder russo, Vladimir Putin, e declarou admiração por outros autocratas estrangeiros.
Os comentários de Harris foram significativamente além o ataque do dia anterior na retórica cada vez mais autoritária de Trump, quando ela o chamou de “instável e desequilibrado” e “perigoso” em resposta a sua classificação dos oponentes democratas como “o inimigo interno”. Trump também defendeu o uso dos militares contra oponentes que acusou de tramarem o “caos” no dia das eleições, embora – como candidato da oposição – não tenha poder para o fazer.
Um livro recentemente publicado pelo jornalista Bob Woodward cita o presidente reformado do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Gen Mark Milley, a chamar Trump de “fascista total” e “um fascista até à medula”.
A campanha de Trump denunciou imediatamente os comentários de Harris como incitando os críticos mais virulentos de Trump a tentar matá-lo – uma afirmação que os apoiantes do ex-presidente têm frequentemente feito. Democratas por enquadrá-lo como uma ameaça à democracia.
“Este é o tipo de retórica repugnante que levou a duas tentativas de assassinato contra o presidente Trump”, disse a campanha do ex-presidente. postado em X.
A condenação ignorou o facto de Trump ter rotulado repetidamente Harris como fascista – bem como comunista e marxista.
Num comício em Michigan em 29 de agosto por exemploTrump disse: “Ela é marxista”. Ele também a rotulou de “camarada”, um prefixo destinado a denotar suas afiliações supostamente comunistas. Ele também chamou os democratas de “escória” e “lixo absoluto”.
Há muito que circulam especulações sobre as suspeitas simpatias fascistas de Trump. John Kelly, que serviu como chefe de gabinete da Casa Branca durante sua presidência, disse em entrevista promovendo seu livro de memórias de que Trump disse que Hitler “fez algumas coisas boas”, creditando-lhe a reconstrução da economia alemã.
Kelly disse que respondeu: “’Senhor, você nunca pode dizer nada de bom sobre o cara. Nada. Quero dizer, Mussolini era um cara legal em comparação.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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21 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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