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Kate Bush se junta à campanha contra a IA usando trabalhos de artistas sem permissão | Inteligência artificial (IA)
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Guardian staff
Kate Bush apelou aos ministros para protegerem os artistas da IA que utilizam as suas obras protegidas por direitos de autor, no meio de preocupações crescentes de criativos de alto nível e da contínua incerteza política sobre como lidar com a questão.
O recluso cantor e compositor juntou-se aos atores Julianne Moore, Kevin Bacon, Rosario Dawson, Stephen Fry e Hugh Bonneville para assinar um petiçãoagora apoiado por mais de 36.000 criativos, que afirma que “o uso não licenciado de trabalhos criativos para treinar IA generativa é uma ameaça importante e injusta aos meios de subsistência das pessoas por trás desses trabalhos e não deve ser permitido”.
A sua intervenção surgiu depois Sir Paul McCartney se tornou a última estrela a atender ligações por leis que impeçam o roubo em massa de direitos autorais por empresas de IA generativa, alertando que a tecnologia “poderia simplesmente assumir o controle”.
Bush, que alcançou a fama com Wuthering Heights em 1978, mas cujo último álbum foi lançado em 2011, concedeu uma rara entrevista este ano na qual disse estar “muito interessada” em fazer um novo álbum, dizendo: “Tenho muitos de ideias… já faz muito tempo.”
O homem de 66 anos disse à BBC: “Estou realmente ansioso para voltar a esse espaço criativo… Particularmente (no) ano passado, me senti realmente pronto para começar a fazer algo novo”.
Em meio à crescente fome das empresas de tecnologia por conteúdo para treinar seus algoritmos de inteligência artificial, Peter Kyle, secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, foi deverá lançar uma consulta no mês passado, em um sistema que exigiria que os detentores de direitos autorais optassem por não ter seu trabalho explorado para treinar algoritmos de IA. Kyle acredita que a IA pode ser um motor de crescimento na economia do Reino Unido.
Os ministros não conseguiram dizer esta semana se o programa seria lançado antes do Natal.
A Tech UK, um grupo de lobby da indústria, apelou a um mercado “mais aberto” para permitir às empresas utilizar dados protegidos por direitos de autor e efetuar pagamentos. Ele quer um sistema de exclusão legalmente aplicável, que dê aos seus membros a liberdade de extrair dados de detentores de direitos autorais que não os recusem ativamente.
As empresas de IA firmariam então acordos com os detentores de direitos autorais em que seus dados fossem claramente referenciados nos pontos em que seu modelo cria um produto acabado – por exemplo, um relatório de texto ou vídeo derivado de IA.
Mas esta abordagem tem sido fortemente contestada pelos criativos, que afirmam que é demasiado complicado optar pela exclusão e alertam que as cópias de obras que existem noutros locais online não seriam abrangidas. Eles querem acordos de adesão que lhes permitam ser pagos para permitir que algoritmos sejam treinados em seus trabalhos.
Thom Yorke, vocalista das bandas Radiohead e The Smile, e Björn Ulvaeus do Abba, também assinaram a mesma petição que Bush. Ulvaeus tem disse: “Não sei se é tarde demais, mas certamente temos que lutar pelos escritores de… música para que possam ser remunerados de uma forma ou de outra.”
Ed Newton-Rex, um ex-executivo de uma empresa de IA que pediu demissão devido a preocupações sobre o tratamento dos direitos autorais pela indústria, disse na quarta-feira aos parlamentares que investigam a questão: “Os criadores estão se organizando, há uma reação grande e crescente ao roubo de propriedade intelectual em larga escala, isso está acontecendo na indústria de IA generativa.”
Newton-Rex, que organizou a petição, acrescentou: “Acho que a IA generativa pode ser uma ferramenta poderosa para a criatividade, mas, infelizmente, neste momento, como é comumente conhecido, a maioria das empresas de IA genérica estão explorando injustamente o trabalho da vida das pessoas do mundo. criadores. Eles estão usando isso para treinar modelos que competem com esses criadores…
“Mudar a lei para permitir a formação em trabalhos protegidos por direitos de autor sem licença… seria, penso eu, totalmente inaceitável para os criadores britânicos incrivelmente importantes e devidamente respeitados.”
Na terça-feira, Lisa Nandy, secretária da cultura do Reino Unido, também manifestou preocupações sobre a forma como funcionaria um sistema de opt-out, embora se entenda que uma versão desse sistema continua a ser a abordagem preferida do governo.
Ela disse: “Analisamos as limitações de legislação semelhante nos EUA e na UE, por isso temos reservas sobre esta ideia de que você pode simplesmente dizer que quero cancelar e então descobrir que foi completamente apagado da Internet .”
Os editores têm reclamou que qualquer decisão de não permitir que o Google extraia seu conteúdo para seus serviços de IA significa que eles se tornarão invisíveis nas pesquisas.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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