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Klopp guarda rancor de Sergio Ramos 6 anos depois de final – 01/11/2024 – O Mundo É uma Bola

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Luís Curro

Eu me lembro bem porque estava lá, no Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia, acompanhando por esta Folha a final da Champions League, Liverpool x Real Madrid.

Ainda no primeiro tempo de uma partida bastante equilibrada, o zagueiro Sergio Ramos, capitão do time espanhol, engalfinhou-se em uma jogada com o ótimo Mohamed Salah, principal atacante da equipe inglesa, e os dois caíram.

O egípcio levou a pior. Lesionado no ombro, teve de ser substituído com meia hora de jogo por Adam Lallana, um meia razoável.

O Liverpool perdeu muito ali, e viria a perder aquela decisão por 3 a 1, com brilho do galês Bale (dois gols, um deles de bicicleta) e duas falhas grotescas, memoráveis, do goleiro alemão Karius –para a temporada seguinte, os Reds contrataram o brasileiro Alisson.

O treinador do Liverpool era Jürgen Klopp. Que continuou no clube até este ano, tendo conquistado a Champions em 2019 e o Campeonato Inglês (Premier League) em 2020.

Klopp deixou, como celebridade do clube e ídolo dos torcedores, os Reds há poucos meses, decidindo interromper, ao menos temporariamente, a carreira de técnico.

Aceitou recentemente cargo na Red Bull, que controla alguns times (como o Leipzig na Alemanha, o Salzburg na Áustria, o Nova York nos EUA e o Bragantino no Brasil), para ser diretor global de futebol. Na prática, atuará como “conselheiro” dos treinadores desses times.

O alemão de 57 anos tem dado algumas entrevistas, em especial para falar da nova função, e esteve nesta semana no podcast comandado pelo compatriota Toni Kroos, campeão mundial na Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

O meia Kroos, 34, um dos grandes nomes do Real Madrid nos últimos dez anos, pendurou as chuteiras depois da Eurocopa, em julho, e decidiu se aventurar como entrevistador ao lado do irmão Felix, também ex-jogador.

Titular naquela final em Kiev, Kroos tocou no assunto com Klopp, que demonstrou ainda sentir rancor de Sergio Ramos devido à jogada com Salah.

Ao ver o lance, é possível interpretar que o espanhol aplicou propositalmente um “golpe” no egípcio –parecia judô–, sendo maldoso.

Klopp tem certeza disso. “Sergio Ramos é um cara legal? Ele não está entre meus jogadores favoritos. A ação [contra Salah] foi brutal e sabemos que ele ficou feliz.”

“Nunca consegui entender essa mentalidade”, prosseguiu. “Nunca mantive jogadores assim. Quando tive, fiz com que eles saíssem [da equipe]. Sempre considerei meus zagueiros bons o suficiente para não se envolverem em atos [desleais] como esse.”

O zagueiro mais famoso dirigido por Klopp no Liverpool foi o holandês Van Dijk, que na decisão de 2018 contra o Real formou dupla com o croata Lovren e continua titular dos Reds, capitaneando o time.

A lesão de Salah provocada por Sergio Ramos ameaçou a ida à Copa de 2018, na Rússia, e comprometeu parcialmente sua participação. Ele ficou fora da estreia. Atuou nos dois jogos seguintes, longe da melhor forma, e até fez um gol em cada um, insuficientes –o Egito perdeu as três partidas.

Considerado um dos melhores zagueiros da história, campeão (como lateral direito) pela Espanha na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, Sergio Ramos, que criou fama de durão (e era mesmo) e fazia gols com frequência (batia pênaltis), ganhou quatro Champions League com o Real.

“Xerifão”, defendeu o clube madrilenho de 2005 a 2021. Depois, esteve no Paris Saint-Germain e jogou uma temporada no Sevilla, clube que o revelou. Atualmente, aos 38 anos, está desempregado.


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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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