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Lavoro negocia injeção de capital e conversa com fundos e empresas, dizem fontes

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Bloomberg — A Lavoro, empresa varejista de insumos agrícolas que teve expansão alimentada por aquisições em meio a um boom agrícola, busca investidores para uma injeção de capital diante de uma crise mais ampla no setor que envolveu produtores rurais, distribuidores e investidores.

A empresa (LVRO) com sede em São Paulo mantém conversas, inclusive com outras empresas e fundos de investimento, como parte dos esforços para levantar recursos, disseram pessoas familiarizadas com o assunto à Bloomberg News. Essas pessoas pediram para não serem identificadas porque as discussões não são públicas.

Os recursos ajudariam a Lavoro a atender as suas necessidades de capital de giro, já que a empresa enfrenta condições de crédito mais rígidas em meio à turbulência do setor, acrescentaram as pessoas.

Antes um símbolo da próspera indústria agrícola do Brasil, a Lavoro agora luta para evitar o mesmo destino da rival AgroGalaxy, que recentemente pediu recuperação judicial e se tornou um exemplo do declínio do segmento.

Leia mais: AgroGalaxy pede recuperação judicial em novo caso de crise no agronegócio

Fornecedores de fertilizantes e pesticidas têm lutado contra uma onda de inadimplência de agricultores, já que anos de expansão alimentada por dívidas no país que é uma potência agrícola foram seguidos por uma queda nos preços de safras importantes e um aumento nos custos de empréstimos.

A Lavoro, que foi listada na Nasdaq em março de 2023 após a fusão com uma empresa de aquisição de propósito específico (SPAC) liderada por David Friedberg, um investidor em agrotechs da Califórnia, perdeu mais da metade de seu valor de mercado neste ano e atingiu nível recorde de baixa na terça-feira (8). Nesta quarta, as ações subiram 10,19%.

Embora a empresa tenha tentado tranquilizar os investidores e passar a mensagem de que pode superar as atuais condições sombrias, ela enfrentou um escrutínio maior sobre sua capacidade de pagar dívidas depois que concorrentes, incluindo a AgroGalaxy, entraram com pedido de recuperação judicial no mês passado.

“Os participantes do mercado esperam mais falências de empresas”, disse Guillermo Fernandez, analista de Green Markets da Bloomberg. “A gestão de risco e os controles estão falhando, pois os juros mais altos estão dificultando a continuidade das operações de empresas problemáticas.”

A Lavoro foi formada em 2017 pelo Pátria Investimentos, uma das maiores gestoras de ativos alternativos da América Latina, com o objetivo de fazer aquisições e consolidar o setor.

A empresa rapidamente se tornou uma das maiores varejistas de fertilizantes, sementes e pesticidas da América do Sul após “engolir” dezenas de rivais menores no Brasil, Uruguai e Colômbia.

Em fevereiro deste ano, em entrevista à Bloomberg Línea, o CEO da Lavoro, Ruy Cunha, disse que a companhia estudava mais de setenta aquisições, inclusive fora do Brasil, como parte da estratégia de consolidar o mercado de revenda de insumos agrícolas.

Em 2023, ela se combinou com uma SPAC patrocinada pelo The Production Board de Friedberg, que concordou em investir US$ 100 milhões no novo negócio, prosperando conforme os produtores expandiam a área e a colheita agrícola.

A perspectiva para a Lavoro se deteriorou desde então. Em junho, a empresa disse que esperava que os lucros antes de itens como impostos e juros no ano fiscal encerrado naquele mês fossem apenas um terço do que havia projetado inicialmente em novembro de 2023.

A Lavoro deve relatar um prejuízo líquido equivalente a 97 centavos de dólar por ação no período, de acordo com a média de estimativas compiladas pela Bloomberg. A dívida líquida era equivalente a 6 vezes os lucros projetados para 2024, de acordo com um cálculo da Bloomberg.

Leia mais: Lavoro, do Pátria, estuda mais de 70 aquisições e alvos vão além do Brasil

A empresa foi atingida por solicitações de produtores para estender alguns pagamentos de curto prazo, bem como por atrasos em novas compras de insumos agrícolas, disse em junho.

“Os varejistas tiveram que assumir a responsabilidade de fornecer alguns termos de pagamento antecipado para os clientes para tentar fazê-los comprar insumos”, disse Austin Moeller, da Canaccord Genuity, em entrevista à Bloomberg News, citando altas taxas de juros e escassez de financiamento agrícola na América do Sul.

Dos Estados Unidos à Europa e à Austrália, bancos centrais têm reduzido as taxas de juros, enquanto no Brasil um novo ciclo de aperto monetário começou no mês passado: a Selic passou de 10,50% para 10,75% ao ano. Mais aumentos são esperados, a tal ponto que traders apostam que a taxa básica subirá para 13,25% ao ano até julho de 2025.

A Lavoro comunicou aos investidores que pretende cumprir com suas obrigações, incluindo as previstas em um título local de R$ 420 milhões.

Em agosto, a empresa levantou R$ 310 milhões por meio de um fundo de três anos lastreado em recebíveis conhecido como FIDC-Fiagro para atender às suas necessidades de capital de giro.

Em março, a empresa tinha cerca de R$ 1,3 bilhão em empréstimos com vencimento em até 12 meses, de acordo com seu último balanço financeiro.

A Lavoro tem “muito dinheiro” e seu balanço é “relativamente forte”, acrescentou Moeller. “Não estou realmente preocupado que eles tenham um evento de [falta de] liquidez como alguns de seus concorrentes.”

Os credores estão dispostos a ajudar a Lavoro a passar por momentos difíceis e pressionam o Pátria a injetar mais dinheiro na empresa, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

O Pátria, por sua vez, está confiante na capacidade da Lavoro de administrar a turbulência atual e continua otimista quanto às perspectivas de longo prazo da empresa, disseram outras pessoas.

Veja mais em Bloomberg.com

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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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