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Lei que proíbe celulares é avanço para popularizar leitura – 23/01/2025 – Papo de Responsa
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A lei que restringe o uso de dispositivos eletrônicos pessoais durante aulas, recreios e intervalos na educação básica surge como um marco importante para redirecionar a atenção de crianças e jovens.
Mais do que afastá-los das telas, a iniciativa busca abrir portas para a imaginação, criatividade e uma vida mais saudável por meio da leitura de livros físicos. É essencial aproveitar essa oportunidade para cultivar o amor pelos livros e promover o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.
Em 1997, fundei a Associação Viva e Deixe Viver, uma organização que, desde então, tem desempenhado papel crucial na promoção da leitura em hospitais e escolas.
Por meio da dedicação dos voluntários contadores de histórias, a ONG enriquece a vida de crianças ao destacar a cultura brasileira, celebrando autores nacionais e o valor do lúdico na educação.
Anualmente, são lidos mais de 11 mil livros, transformando ambientes hospitalares e escolares em espaços de encantamento e aprendizado, especialmente para crianças que enfrentam desafios de saúde.
Pesquisas conduzidas pela associação revelam que 75% dos pais não leem para seus filhos, um dado alarmante que evidencia retrocesso na formação de leitores. Essa realidade contrasta com o interesse natural das crianças por histórias, frequentemente descoberto durante períodos de internação hospitalar.
A experiência ressalta a importância da participação ativa dos pais na introdução dos livros desde os primeiros anos, estimulando o hábito da leitura como parte do cotidiano familiar.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 17º, enfatiza a preservação da integridade física, psíquica e moral dos jovens. Nesse contexto, a leitura de livros físicos emerge como atividade que nutre a imaginação, promove a empatia e desenvolve habilidades cognitivas e emocionais indispensáveis para um crescimento saudável.
A nova legislação educativa também destaca a necessidade de um uso equilibrado e pedagógico das tecnologias. Embora ferramentas digitais possam complementar a aprendizagem, a leitura de livros físicos deve permanecer no centro das estratégias educacionais, servindo como base para a reflexão crítica e o aprendizado.
Cabe aos educadores criar metodologias que integrem a leitura de maneira significativa, incentivando o engajamento e o desenvolvimento intelectual dos estudantes.
Além disso, escolas devem ser ambientes de interação social, onde a leitura pode servir como elo entre alunos. Atividades como clubes do livro, feiras literárias e leituras compartilhadas têm o potencial de transformar a escola em espaço vibrante de trocas culturais e crescimento coletivo.
O envolvimento das famílias é igualmente indispensável. Pais, tios e avós desempenham papel fundamental ao incentivar hábitos de leitura, criando um ambiente propício para a descoberta literária.
Ler juntos, contar histórias e compartilhar reflexões sobre livros não apenas fortalece os vínculos familiares, mas também oferece alternativa enriquecedora ao uso excessivo de dispositivos digitais.
Aspecto central da nova lei é a atenção à saúde mental dos estudantes. O uso exagerado de celulares tem sido associado a problemas como ansiedade e déficit de atenção. Em contrapartida, a leitura promove relaxamento, reduz o estresse e estimula a liberação de hormônios relacionados ao bem-estar, como endorfina e ocitocina.
Pesquisa realizada pela Associação Viva e Deixe Viver em parceria com a Rede D’Or e a Universidade do ABC comprovaram esses benefícios, reforçando a importância de ambientes que favoreçam práticas literárias e suporte emocional.
A implementação da nova legislação exige colaboração entre estados, municípios e comunidades escolares. O apoio técnico e material do Ministério da Educação será fundamental para assegurar uma transição eficiente.
Adotar abordagens flexíveis e adaptadas às necessidades locais é imprescindível para garantir o acesso de todos os estudantes às oportunidades de enriquecimento literário.
A pesquisa “O Brasil que Lê”, realizada pela PUC-Rio em parceria com o Itaú Cultural e outras instituições, ressalta a leitura como ferramenta essencial para ampliar o conhecimento, fomentar o pensamento crítico e promover a inclusão.
Com 79% dos projetos de leitura utilizando mídias sociais para alcançar o público, a pesquisa também evidencia a importância das tecnologias digitais como aliadas na democratização do acesso à cultura.
A lei em questão simboliza avanço significativo na valorização da leitura e no combate ao uso excessivo de tecnologias por jovens. Ao posicionar o livro físico como instrumento central para a criatividade e o aprendizado, investimos no futuro de crianças e adolescentes, preparando-os para uma vida mais equilibrada e enriquecida por experiências literárias.
Com a união de esforços entre educadores, famílias e governos, podemos construir uma cultura de leitura que inspire gerações a explorar o mundo através das páginas de um livro.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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11 minutos atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre
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25 de setembro de 2026A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.
O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.
A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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