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Libaneses veem esperança e beleza no frágil cessar-fogo | Israel ataca o Líbano Notícias
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Beirute, Líbano – Nos últimos dois meses, a Igreja de São Francisco em Hamra acolheu famílias deslocadas do sul do Líbano e de Dahiyeh, uma constelação de subúrbios de Beirute.
Tem sido um momento difícil para muitas das famílias que fugiram dos bombardeamentos israelitas e de uma ofensiva terrestre no sul, mas desde quarta-feira, quando o cessar-fogo entrou em vigor, tem havido uma energia diferente no ar.
Parado junto à porta do parque de estacionamento da igreja, onde os deslocados armaram tendas, Ibrahim Termos, 25 anos, irradiou alegria quando questionado sobre o cessar-fogo na quarta-feira.
Ao seu redor, as pessoas arrumavam suas tendas e pertences enquanto se preparavam para a viagem de volta para casa.
“Não se trata apenas de um cessar-fogo, mas de termos conseguido um cessar-fogo”, disse Termos, sorrindo. Ele perdeu sua casa nesta guerra, mas o fato de o pesadelo dos últimos dois meses ter acabado faz com que ele se concentre no positivo.
“Nosso apartamento foi destruído, mas o prédio ainda está de pé”, disse Termos.
Um clima comemorativo
Após quase 14 meses de combates, o grupo armado libanês Hezbollah e Israel concordaram com um cessar-fogo.
Estipula que Israel deve retirar-se do Líbano e o Hezbollah deve recuar para norte do rio Litani. Os militares libaneses deverão ser mobilizados para preencher esse espaço ao longo da fronteira com Israel dentro de 60 dias.
Embora algumas pessoas estivessem céticas quanto ao compromisso total de Israel com o cessar-fogo – dúvidas que ressurgiram na quinta-feira, quando Israel disparou contra vários locais no Líbano – o clima geral era de euforia.
Um quarto da população do Líbano foi deslocada na guerra, e vídeos e fotos de estradas lotadas circularam nas redes sociais enquanto as pessoas voltavam para casa antes mesmo do amanhecer de quarta-feira.
Beirute estava em clima de comemoração naquela manhã, enquanto carros cheios de colchões e outros pertences partiam de hotéis e abrigos.
Cartazes do falecido líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, adornavam muitos carros, e alguns agitavam bandeiras do Hezbollah em suas janelas.
Algumas imagens também mostravam o falecido Hachem Safieddine, que era considerado o provável sucessor de Nasrallah antes de seu assassinato, poucos dias depois do de Nasrallah.
Em Zkak el-Blat, um comboio de motocicletas agitando bandeiras vermelhas e verdes do Harakat Amal, o partido do presidente do Parlamento, Nabih Berri, que negociou o cessar-fogo em nome do Hezbollah, acelerou por uma rua, buzinando em comemoração.
‘Espero …’
Na Igreja de São Francisco, muitos dos deslocados que tinham casas para onde regressar partiram de manhã cedo.
Alguns cujas casas ficam no extremo sul, em lugares como Khiam, onde a devastação foi brutal e onde soldados israelenses ainda podem estar presentes, disseram que ficariam mais um dia.
As pessoas no abrigo viveram alguns momentos difíceis, mas muitos estão optimistas de que esta paz frágil se manterá e que o país prosperará mais uma vez.
“Espero que tenhamos um belo futuro sem violência”, disse Mohsen Sleiman, 48 anos. “E que no futuro dos nossos filhos eles não vejam guerra e destruição.”
Apesar de ter perdido a sua casa em Dahiyeh e a sua casa na sua aldeia de al-Bayyaada no sul do Líbano, Sleiman é desafiador, sublinhando que a coisa mais importante é a segurança da sua família.
“Estamos acostumados com isso”, disse ele. “É uma vitória para todo o Líbano, não apenas para uma única seita.”
Hussein Ismail, 38 anos, estava por perto, observando seu filho quicar uma bola de futebol nas mãos.
Nascido durante a Guerra Civil Libanesa, ele também passou pela guerra de 2006 entre o Hezbollah e Israel.
Levantando as mãos, ele exclamou: “Vivemos neste tipo de ambiente desde a infância.
“Agora, queremos viver de forma independente.”
“Vou para casa, se Deus quiser”, disse ele. “Não sei se minha casa em Choueifat (um bairro de Dahiyeh) ainda está de pé, mas tudo ficará bem.”
‘Há beleza no que está por vir’
O Padre Abdallah, vestindo uma túnica marrom e óculos, conversa com pessoas deslocadas que estão fazendo as malas e se preparando para voltar para casa.
“Estou feliz que as pessoas possam voltar para casa”, disse ele.
“Há alegria e sentimentos de vitória. Eles estão todos felizes. Eles veem que há beleza no que está por vir.”
A sua igreja católica romana, disse Abdallah, abriu as suas portas a todos os necessitados, independentemente da seita ou religião.
“Nós os acolhemos. No final, o importante é a dignidade da vida. A dignidade é o mínimo.”
Muitos no Líbano duvidavam que um cessar-fogo funcionasse, mas assim que entrou em vigor, a onda de alegria foi omnipresente.
Por sua vez, Abdallah falou com otimismo cauteloso.
“Pessoalmente, eu digo, se Deus quiser, isso se mantém”, disse ele. “Depende, mas a esperança é que se mantenha 100 por cento.”
Uma paz frágil, mas que provavelmente persistirá
À medida que o dia passava, surgiram relatos de violência israelita, quando os seus soldados feriram dois jornalistas em Khiam e dispararam contra carros. Mesmo assim, o cessar-fogo parecia ser válido.
Por enquanto, quebrar o cessar-fogo seria altamente desfavorável para qualquer um dos lados, uma vez que as consequências políticas e militares superariam quaisquer ganhos potenciais.
Numa livraria em Hamra, intelectuais grisalhos estavam sentados entre pilhas de livros, discutindo os últimos acontecimentos.

“A questão toda nunca foi sobre o Líbano”, disse Sleiman Bakhti, o dono da loja. “As negociações (com Israel) deveriam ter sido diretamente com (os principais apoiadores do Hezbollah) o Irã.”
Bakhti acredita que está a emergir um novo capítulo para o Líbano, menos definido pelo Irão e mais por Israel e seus aliados – e o cessar-fogo pode ser o primeiro parágrafo desse novo capítulo.
Também sentado na livraria está o correspondente de rádio de longa data Bassem Elmoualem, especialista nos Estados Unidos e na América Central.
Enquanto muitos olhavam para as implicações a curto prazo do cessar-fogo, as décadas de Elmoualem como observador político ensinaram-no a olhar para o panorama geral.
As ações de Israel, disse ele, levaram ao colapso da sua imagem global.
“7 de outubro (2003) foi o começo do fim”, disse ele. “(O primeiro-ministro Benjamin) Netanyahu está morto.”

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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