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Líder do Sri Lanka renomeia Amarasuriya como primeiro-ministro, mantém finanças e defesa | Notícias Eleitorais

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O presidente Anura Kumara Dissanayake escolhe um gabinete de 21 membros enquanto planeia reformas abrangentes, incluindo uma promessa de campanha de uma nova constituição.

O presidente de tendência marxista do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, renomeou o educador Harini Amarasuriya como primeiro-ministro do país depois de vencer as eleições parlamentares antecipadas na semana passada.

Dissanayake escolheu na segunda-feira um gabinete de 21 membros, mantendo as principais pastas de defesa e finanças conforme planeja reformas abrangentesincluindo uma promessa de campanha de uma nova constituição, e de combater a corrupção numa nação que se recupera da sua pior crise econômica.

Uma nação de 22 milhões de habitantes, o Sri Lanka foi esmagado pela crise desencadeada por uma grave escassez de moeda estrangeira que o empurrou para um incumprimento soberano e fez com que a sua economia encolhesse 7,3% em 2022 e 2,3% no ano passado. O país vem passando por um programa financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) após o incumprimento.

A cerimónia de tomada de posse do novo gabinete, transmitida em directo, teve lugar na Secretaria Presidencial da capital, Colombo.

Amarasuriya, 54 anos, também ocupará os ministérios da educação, ensino superior e formação profissional. Ela foi nomeada primeira-ministra em setembro para servir no governo interino depois que Dissanayake venceu as eleições presidenciais, tornando-a a primeira mulher a chefiar o governo nacional em 24 anos.

O legislador veterano Vijitha Herath foi nomeado ministro das Relações Exteriores. Ananda Wijepala é o novo ministro da segurança pública e assuntos parlamentares, enquanto Bimal Rathnayake foi escolhido como ministro dos transportes, rodovias, portos e aviação civil.

Um estranho político num país dominado por partidos familiares durante décadas, a coligação esquerdista do Poder Popular Nacional (NPP) de Dissanayake tinha apenas três assentos no parlamento, o que o levou a dissolvê-la e a procurar um novo mandato na votação da semana passada.

O NPP ganhou um maioria esmagadora nas eleições parlamentares de quinta-feira, garantindo 159 assentos na Câmara de 225 membros – representando uma confortável maioria de dois terços. A principal oposição, Samagi Jana Balawegaya (SJB), sob o seu líder Sajith Premadasa, conquistou apenas 40 assentos.

Foi a primeira vez desde 1977 – quando o Sri Lanka mudou o seu sistema parlamentar para representação proporcional – que um único partido obteve uma maioria clara. É também a primeira vez que o presidente em exercício tem os números necessários para aprovar legislação no parlamento sem precisar de depender de quaisquer aliados ou parceiros de coligação.

Com uma maioria de dois terços, Dissanayake, 55 anos, pode agora alterar a constituição. O NPP havia prometido um referendo sobre uma nova constituição.

“Devemos garantir que este poder absoluto não nos corrompa totalmente”, disse Dissanayake na cerimónia de tomada de posse.

“Este enorme poder que nos foi dado deve ser exercido com responsabilidade, para cumprir as aspirações das pessoas que foram oprimidas económica e politicamente durante demasiado tempo.”

O novo governo realiza sua primeira sessão parlamentar na quinta-feira. Espera-se que prepare um orçamento para 2025 em linha com o resgate em curso do FMI garantido pelo governo anterior. Uma delegação do FMI está numa viagem de uma semana à nação insular para manter conversações com o novo governo, bem como realizar uma terceira revisão do programa de reforma económica do Sri Lanka de 2,9 mil milhões de dólares.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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