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Lidia Thorpe desafiadora após o Senado censurar seu protesto contra o rei Charles: ‘Farei de novo’ | Política australiana

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Josh Butler

Lidia Thorpe rasgou uma cópia impressa da moção do Senado censurando o seu protesto contra o rei Carlos, prometendo “farei isso de novo” e que não estava preocupada com a repreensão parlamentar.

O senador independente foi censurado pelo Trabalhismo e pela Coalizão na segunda-feira, assim como Festa da Austrália Unida senador Ralph Babet depois de postar um tweet contendo vários insultos ofensivos.

Ambos os senadores culparam os atrasos nos voos de Melbourne por não estarem na Câmara ou por não terem falado em sua defesa no momento das inesperadas moções de censura, que Thorpe disse terem sido apresentadas sem aviso prévio. Ela alegou que só recebeu a notificação da moção contra ela na manhã de segunda-feira, quando embarcava em um avião para Canberra.

“Se o rei colonizador vier ao meu país novamente, ao nosso país, então farei isso de novo”, disse Thorpe.

“Foi-me negado o meu direito de estar naquela câmara enquanto todos os outros votavam para me encerrar.”

O Senado aprovou uma moção de censura por 46-12 contra Thorpe por sua interrupção de uma recepção para o rei Charlesonde ela gritou “você cometeu genocídio contra nosso povo” e “você não é nosso rei”.

‘Você não é meu rei’: político australiano incomoda o rei Charles no Parlamento – vídeo

Babet comemorou na semana passada a vitória eleitoral de Trump nos EUA com uma postagem nas redes sociais usando termos racistas e ofensivos.

O líder do governo no Senado e ministro das Relações Exteriores, Penny Wongdisse que o governo moveu “relutantemente” ambas as moções de censura, acusando Thorpe e Babet de buscar atenção com “ações e manobras destinadas a criar tempestades nas redes sociais”.

“Estas são ações que procuram incitar a indignação e o descontentamento, na verdade para melhorar os seus próprios perfis, e isto faz parte de uma tendência que vemos internacionalmente, mas, francamente, não precisamos aqui na Austrália”, disse Wong.

Ela disse que ambas as moções tratavam dos “padrões de respeito” esperados dos senadores.

O texto das moções de censura criticava o “protesto desrespeitoso e perturbador de Thorpe, e apelava a que Babet fosse censurado “pelo seu uso inflamatório do discurso de ódio, concebido para gerar divisão em seu próprio benefício político”.

Senador do partido da Austrália Unida, Ralph Babet. Fotografia: Mike Bowers/The Guardian

A moção de censura de Thorpe também dizia que o Senado “não considera apropriado que o Senador Thorpe represente o Senado como membro de qualquer delegação durante a vida deste parlamento”.

O Coalizão O líder do Senado, Simon Birmingham, disse que a oposição apoiou ambas as moções. Mas o senador nacional Matt Canavan, que chamou Babet de “companheiro”, disse que se opôs a ambas as moções porque nenhum dos senadores teve oportunidade de falar, chamando-o de “tribunal canguru”.

pular a promoção do boletim informativo

Thorpe chegou depois que sua moção de censura foi aprovada, interrompendo o debate sobre a censura de Babet.

“Por que não tive permissão para estar aqui?” Thorpe podia ser ouvido gritando.

Numa conferência de imprensa, Thorpe afirmou que só foi informada da censura iminente na manhã de segunda-feira, a caminho de Canberra. Ela alegou que pediu que a moção fosse adiada até que ela pudesse chegar.

Wong, abordando as preocupações de Canavan anteriormente, disse que a maioria dos senadores conseguiu chegar à câmara a tempo para a abertura do parlamento na manhã de segunda-feira, e disse que Thorpe e Babet teriam a oportunidade de falar no final do dia.

“Eles não se importam com o que eu disse, é como eu disse. Eles precisam se verificar”, disse Thorpe.

“Eu não sou de ser fechado… você ainda tem três anos e meio de mim.”

Thorpe rasgou uma cópia impressa da moção de censura contra ela, dizendo que ela “a usaria para acender”.

Em uma declaração ao Guardian Australia, Babet também criticou a moção contra ele.

“A esquerda autoritária radical ficou ofendida por um tweet que não mencionou, direcionou ou fez referência a qualquer indivíduo. Talvez eles devessem ter considerado censurar meus colegas que, regular e consistentemente, direcionam abusos e críticas a outras pessoas e à nossa grande nação”, disse Babet.

“A indignação seletiva e a hipocrisia da extrema esquerda são muito mais ofensivas para o público em geral do que o meu simples tweet.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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