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Linkin Park coroa seu retorno com show em São Paulo – 15/11/2024 – Ilustrada

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Thales Menezes

O Linkin Park recebeu uma calorosa recepção do público paulistano na noite de sexta (15), no primeiro de dois shows em dias seguidos no Allianz Park. Foi uma apresentação consagradora, que mostrou alguns dos grandes hits do rock deste século e as músicas do álbum recém-lançado, “From Zero“.

O Linkin Park passou por um hiato de atividades desde 2017, quando um dos vocalistas, Chester Bennington, cometeu suicídio. O outro cantor, Mike Shinoda, que é fundador e líder da banda, encerrou o longo luto escolhendo para o lugar vago a vocalista Emily Armstrong, que desde 2008 cantava à frente da banda de metal Dead Sara.

“From Zero” teve seu lançamento mundial também na sexta-feira, transformando o primeiro show no Allianz Parque numa espécie de marco oficial da nova fase do grupo. Mas o Linkin Park está de volta à estrada desde 5 de setembro, quando apresentou 14 músicas em um show para convidados nos estúdios da Warner Bros., na Califórnia. De lá até São Paulo, foram realizados mais nove shows.

De três meses para cá, as músicas do disco novo começaram a pipocar. Não foi por acaso que “The Emptiness Machine” foi escolhida para iniciar o processo. Incluída no bloco inicial do show em São Paulo, ela se mostrou totalmente integrada ao clima da abertura da noite, que teve os sucessos “Somewhere I Belong” e “Crawling” começando a festa.

“The Emptiness Machine” segue minuciosamente a cartilha Linkin Park de fazer músicas que batem forte em plateias que podem mesclar seguidores de hip hop e de metal. E uma turma mais pop também. Mike Shinoda entrou cantando a primeira parte, numa levada pop rock que em algumas canções pode ir direto ao rap. Aí há uma quebra no andamento, que introduz um refrão de puro metal no qual Armstrong entra para berrar os versos como se fosse morrer no instante seguinte.

A audição de “From Zero” já induzia uma sensação que o show deixa ainda mais forte. Ter escolhido uma garota para o lugar de Bennington pode ter sido uma grande jogada de Shinoda. Outro vocalista masculino levaria o público a uma comparação mais forte entre os dois, e é difícil imaginar outro cantor com a mesma performance explosiva que Bennington entregava.

Diante de Emily Armstrong no palco, há um tanto de surpresa em escutar uma voz feminina tão forte. Ela parece ter se encaixado bem no registro visual do grupo, adotando o guarda-roupa de tênis, calças cargo com camisetas largas e agasalhos que é quase um uniforme nerd envergado pelos rapazes do Linkin Park.

Além da roupa, a atitude vale muito. Armstrong trouxe ao Allianz Parque uma postura incisiva, projetando o corpo em direção ao público, praticamente desafiando a todos para que cantassem tão alto quanto ela, alternando isso com sorrisos largos, requebradas bem discretas e olhar cúmplice para os fãs enquanto Shinoda canta os versos dele. Foi o suficiente para ouvir muita gente na plateia paulistana comentar “como Emily é foda”.

“The Catalyst”, “Burn It Down” e “Waiting for the End”, tocadas uma seguida da outra no show, formam um trecho de canções um pouco mais melódicas, quase pop rock para tocar em rádios. Como são antigas no repertório, permitem uma comparação do vocal que mostra a cantora com muito mais recursos para essa sonoridade do que Bennington. Este pode exceder os limites dela na hora de berrar, mas é evidente que Armstrong tem uma voz mais educada.

O setlist da apresentação serviu para comprovar que Mike Shinoda sabe muito bem que os dois primeiros álbuns do grupo, “Hybrid Theory”, de 2000, e “Meteora”, de 2003, são realmente aqueles que fornecem material para momentos catárticos nos shows. Entre as 27 músicas da noite, eles tocaram seis do álbum de estreia e mais cinco do disco seguinte.

As canções de “From Zero” se resumiram a quatro. Shinoda já declarou que as novas faixas serão introduzidas aos poucos no repertório da turnê mundial do ano que vem, anunciada na última quinta-feira. Ela será encerrada com a volta da banda ao Brasil, em novembro de 2025, para shows em quatro cidades: Rio, São Paulo, Brasília e Porto Alegre.

Na parte final do show, o Linkin Park recorreu aos maiores hinos da banda, “Numb” e “In the End”, que balançaram a arena do Palmeiras. No bis, antes de fechar a noite com a pesada “Bleed It Out”, o grupo mostrou a nova “Heavy Is the Crown”, uma paulada nos sentidos que já parece pronta para o panteão dos grandes hits da banda.

Não deixa de ser curioso que o novo disco tenha o título “From Zero”, como a indicar que o Linkin Park estaria começando tudo de novo, “do zero”. Nada mais esquivado do que isso. A banda mistura o que tem de novo com o resgate do que já fez de melhor no passado, e tudo isso junto soa muito bem.



Leia Mais: Folha

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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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