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Lucy Letby recusou permissão para apelar contra a condenação por tentativa de homicídio | Lucy Letby
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2 anos atrásem
Josh Halliday North of England editor
Foi recusada permissão a Lucy Letby para recorrer de uma condenação por tentativa de homicídio de uma menina no hospital onde trabalhava.
A ex-enfermeira, que cumpre 12 penas de prisão perpétua, tentou anular a condenação com base no facto de não ter conseguido um julgamento justo devido ao “ataque não adulterado” da cobertura mediática.
Mas os juízes seniores rejeitaram a sua contestação legal após uma audiência de duas horas no tribunal de recurso de Londres, na quinta-feira.
Letby, agora com 34 anos, não reagiu à decisão dos juízes, ouvindo impassivelmente através de videoconferência a partir da única prisão exclusivamente feminina do Reino Unido, a HMP Bronzefield, em Surrey.
Letby foi originalmente condenado de assassinar sete bebês e tentar assassinar seis na unidade neonatal do hospital Condessa de Chester, no noroeste da Inglaterra.
Ela foi considerada culpada após um novo julgamento em junho de tentativa de assassinar uma sétima criançaconhecido como Bebê K.
Letby, que sempre manteve sua inocência, foi recusou permissão para apelar contra as condenações do ano passado.
A ex-enfermeira pediu na quinta-feira ao Lord Justice William Davis, ao Lord Justice Jeremy Baker e à Sra. Justice McGowan que lhe permitissem apelar contra sua condenação por tentar matar Baby K.
Benjamin Myers KC, de Letby, disse aos três juízes que era “sem precedentes” que um comentário tão “altamente prejudicial e emotivo” tivesse sido feito sobre um réu antes de um julgamento criminal.
Ele disse que os detetives da polícia descreveram a enfermeira como “má, cruel e desprovida de emoção”, enquanto um promotor sênior a rotulou de “desonesta, de sangue frio, calculada (e) manipuladora” após seu primeiro julgamento no ano passado.
Myers, em nome de Letby, disse que o juiz de primeira instância, o juiz James Goss, errou ao permitir que o novo julgamento prosseguisse, dados os comentários públicos “esmagadores e irremediáveis” que se seguiram às suas convicções originais.
O advogado disse que o recurso se concentrou apenas neste argumento “muito restrito” de abuso de processo e não no preocupações abrangentes que foram levantadas sobre as evidências nos últimos meses. Ele disse que a mídia estava “saturada com vitríolo não adulterado” em relação à ex-enfermeira antes do novo julgamento, citando 62 exemplos de cobertura hostil, incluindo um debate no programa Loose Women da ITV intitulado: “Lucy Letby nasceu má?”
Myers disse que foi “sem precedentes” que uma força policial, neste caso a polícia de Cheshire, lançasse “ataques violentos” contra um réu num momento em que um novo julgamento estava sendo considerado.
Ele disse aos juízes: “Quando a polícia iniciou uma campanha mediática que sem dúvida foi… em circunstâncias tão emotivamente carregadas num contexto de múltiplas condenações pelos crimes mais graves e onde sabiam que um novo julgamento estava a ser considerado – dizemos que é injusto e deve ofender o senso de justiça e propriedade do tribunal”.
Nick Johnson KC, o promotor, disse que esta não era uma caracterização “razoável ou precisa” da cobertura da mídia.
Ele disse aos juízes que a maior parte dos comentários públicos de desaprovação foram dirigidos à administração do hospital por permitir que Letby permanecesse na unidade neonatal, apesar das preocupações levantadas pelos médicos seniores.
Johnson também disse que a grande maioria do material mediático citado por Letby apareceu imediatamente após as condenações em agosto de 2023, 10 meses antes do novo julgamento, pelo que teria “desaparecido” da memória de qualquer jurado.
Ele citou o exemplo de um artigo “muito, muito pró-Lucy Letby” da New Yorker, publicado nas semanas anteriores ao novo julgamento, que ele disse ter recebido “tração significativa” quando foi mencionado no parlamento por Sir David Davis.
Johnson disse: “Se algum dia este tribunal quiser provas de que a publicidade não teve efeito sobre este júri, é isso. Porque este era um material muito pró-Letby e anti-acusação que circulou com força significativa na Internet nas semanas e dias anteriores ao julgamento.
Ele acrescentou: “Nesse contexto, lembramos o antigo epíteto de que a primeira página de hoje são as embalagens de peixe e batatas fritas de amanhã”.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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