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Luigi Mangione é o eleitor médio americano | Peter Rothpletz

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Peter Rothpletz

TA grande maioria da população dos EUA raramente – ou nunca – cai em fantasias assassinas em que matam a tiros um pai desavisado de dois filhos. Não é necessário possuir os poderes telepáticos do Professor Charles Xavier para considerar isso um fato. Dito isto, a mistura heterodoxa e ostensivamente incoerente de opiniões políticas expressada pelo alegado assassino do CEO da UnitedHealthcare, Luigi Mangione, é mais representativa do americano médio do que muitas elites gostariam de admitir.

Mangione Conta Twitter/X é um sonho febril caleidoscópico sem um leme ideológico claro. Parece que ele tem um interesse genuíno em saúde e bem-estar. “Despertar” e masculinidade são ocasionalmente discutidos; assim também são mudanças climáticas, psicodélicos e os riscos e recompensas potenciais da inteligência artificial. Pornografiana opinião de Mangione, “deveria ser regulamentado tanto quanto o álcool, os cigarros e as viagens” – e certos brinquedos sexuais deveria ser banido. Ele gosta de Joe Rogan, mas desdenha Jordão Peterson. Ele também parece gostar particularmente de Pokémon elefantes bebês, gorilas e a religião indígena do Japão, Xintoísmo.

Mais interessantes do que as próprias postagens de Mangione são as personalidades que ele segue. Eles percorrem toda a gama política. A “manosfera” de tendência direitista está bem representada por pessoas como Rogan, Patrick Bet-David e Andrew Huberman. O único membro do Congresso na lista é a deputada Alexandria-Ocasio Cortez, uma socialista democrática. RFK Jr serve como canal para os movimentos ambientalistas e Maga. Até mesmo o liberalismo inconstante e de centro-esquerda faz uma participação especial com Ezra Klein.

Alguns expressaram perplexidade quanto à localização do tecido conjuntivo entre todas essas figuras. Estão confusos porque ainda acreditam que a divisão dominante na política dos EUA é o liberalismo versus o conservadorismo. Não é, e já não é há algum tempo. Cada vez maismesmo que não tenham a linguagem exacta para o explicar, os eleitores não se identificam principalmente como democratas ou republicanos, progressistas ou tradicionalistas, ou mesmo de esquerda ou de direita. Eles identificar como pró-sistema ou anti-sistema. Como colocado por Eita Senhor no The Nation: “A política pró-sistema é o consenso bipartidário dos democratas e republicanos do establishment: é a política da OTAN e de outras alianças militares, dos acordos comerciais e da deferência para com os economistas (como quando dizem que a manipulação de preços não é o causa da inflação).” A política anti-sistema, continua ele, é “uma zombaria geral deste consenso”.

A boa-fé antissistema de Rogan, Bet-David e Huberman é manifesta; pode-se argumentar que a AOC também recebeu seu status de aparente herdeira de Bernie Sanders. RFK Jr é descendente de uma dinastia democrata, mas seu reflexões sobre vacinas, trilhas químicas e água da torneira transformar crianças em gays está a quilômetros de distância da janela de Overton. Sim, Ezra Klein, do New York Times, parece uma figura pró-sistema, mas não devemos esquecer o seu discurso de Fevereiro ensaio de áudio pedindo a Joe Biden que passe a tocha. O seu apelo não só caiu como uma bomba, como também proporcionou o impulso inicial para os democratas finalmente forçarem a saída do presidente das eleições, após o seu desempenho desastroso no debate no final de junho. Klein foi o primeiro homem na grande mídia a observar que o imperador está sem roupas. Tal coragem confere credibilidade anti-sistema.

Considerando tudo isto, a dieta de mídia digital de Mangione é indiscutivelmente bastante coerente – e em linha com o que a maioria das pessoas que não pertencem às elites consome. Como explicado por Rachel Kleinfeld, os americanos médios são muito menos ideologicamente polarizado do que pensam – e os equívocos em torno da polarização são maiores entre as pessoas mais politicamente empenhadas. Infelizmente, se você está lendo este ensaio, provavelmente está muito, muito fora de sintonia.

Antes da eleição de Novembro, a Blueprint Polling conduziu uma série de pesquisas em um esforço para definir as opiniões dos eleitores indecisos dos estados indecisos. Eles descobriram que estes americanos, previsivelmente, desafiam a categorização política convencional. Eles acreditam que a imigração deveria diminuir, o aborto deveria ser legal, o sistema de justiça criminal não é suficientemente duro, o governo deveria reprimir a manipulação de preços e o casamento entre pessoas do mesmo sexo é simplesmente fantástico. Praticam políticas confusas e não se incomodam com o que as elites chamariam de inconsistência ideológica.

Mangione é moldado no mesmo molde. Na medida em que Mangione pode ser chamado de “ideólogo”, ele apenas acreditava que o sistema americano era fundamentalmente falho. Ele não é um pinko, embelezado com os trajes revolucionários de Che Guevera; nem é um fetichista do couro da SS. Ele é um moderado altamente educado, heterodoxo e politicamente sem-abrigo – e esse facto deveria aterrorizar-nos a todos. Ao contrário da violência política de antigamente, cometida por radicais tingidos de lã, o assassinato de Brian Thompson foi perpetrado por um jovem sem movimento encorajando seu extremismo. Ele, por si só, chegou à conclusão de que os EUA estão tão quebrados e corruptos que o assassinato é a única solução.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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