NOSSAS REDES

ACRE

Lula padece com mais inflação e mais eleitores de direita – 14/11/2024 – Vinicius Torres Freire

PUBLICADO

em

A maioria dos brasileiros está otimista com a situação de sua vida. Mas fica menos otimista desde fevereiro. Está cada vez mais preocupado com a inflação. Mas, em uma lista de prioridades para o governo, o custo de vida está em apenas quarto lugar.

Além do mais, o aumento da média dos salários bem além da inflação não aparece no prestígio de Luiz Inácio Lula da Silva. Além da hipótese preços, o estrago pode ter sido causado pela disputa política, acirrada pela eleição.

Em outubro, 43% dos brasileiros diziam que sua vida e de sua família era melhor do que no ano anterior; para 36%, estava na mesma. São percepções parecidas com as dos melhores meses sob Lula, em fins de 2023. A perspectiva para o final do ano era de melhora para 62% dos entrevistados; em fevereiro, para 75%.

A pesquisa é do Ipespe, para a Febraban, feita entre os dias 15 e 23 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos.

Mas mais gente reclama dos preços. “Pelo que tem visto no dia a dia e ouvido falar”, 77% dos entrevistados dizem que o preço dos produtos aumentou ou aumentou muito nos últimos seis meses. Em outubro de 2023, eram 53%.

A inflação média, medida pelo IPCA, de fato aumenta um pouco. Foi de 3,7% ao ano em abril para 4,8% em outubro. A inflação da comida, dos alimentos que se levam para casa, aumentou bem mais. Era de 0,7% ao ano em janeiro. Agora está em 7,3%. É notável no arroz, no óleo de soja, no café, no leite, em carnes.

No entanto, quando se definem prioridades para o governo, saúde subiu para o primeiro lugar nas citações, com 33%. Emprego e renda aparecem em segundo, com 21%. Educação, a seguir, com 13%. Inflação/custo de vida, com 10%. Logo depois, meio ambiente e segurança, com 7%.

Em outra pesquisa, da FGV, o índice de confiança do consumidor com a presente situação está no melhor nível em quase uma década, embora ainda em zona de insatisfação. Melhor, mas sem grande animação.

A inflação incomoda cada vez mais, mas ainda não a ponto de subir no ranking de prioridades. Tivemos mesmo momentos piores com preços. Desde o início do regime de metas de inflação (1999), o IPCA anual foi superior ao registrado em outubro passado em mais de 66% dos meses. No caso da carestia da comida, a situação é menos confortável: apenas em 47% dos meses o IPCA anual foi maior que o de outubro. Ainda assim. Já tivemos carestias de alimentos com picos de 31% ao ano (2003), 19% (2021), 16% (2016) ou 15% (2013).

O otimismo com o país é até considerável, mas diminui. Na pesquisa Ipespe/Febraban, para 49%, o país vai melhorar neste resto de ano; para 23%, piora. Em fevereiro, 57% tinham expectativa de melhora; 20%, de piora.

Na pesquisa MDA para a CNT (Confederação Nacional do Transporte), a aprovação de Lula cai lentamente, desde maio de 2023 (57% aprovavam, 35% desaprovavam), para os 50% de aprovação em novembro (46% de desaprovação). A margem de erro é de 2,2 pontos.

Este 2024 foi de eleição, o que pode acirrar humores. Como se lê na pesquisa CNT, em janeiro, 48% dos entrevistados achavam que Lula fazia um governo melhor do que o de Jair Bolsonaro; em novembro, 41%. Mais eleitores passaram a se dizer de direita (de 28% em janeiro para 39,2% em novembro).

O prestígio de Lula está perto de entrar no vermelho. Seria prudente cuidar da inflação, estrago que fica na memória.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS