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Mãe é indiciada por duplo homicídio de gêmeas no RS – 12/12/2024 – Cotidiano

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu o inquérito que apurava a morte das irmãs gêmeas Manuela e Antônia Pereira em Igrejinha (RS) e pediu o indiciamento da mãe delas, Gisele Beatriz Dias, por suspeita de duplo homicídio.

O inquérito foi encaminhado na terça-feira (10) ao MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul), que autorizou a conversão da prisão temporária de Gisele para preventiva (sem prazo). Em nota, a defesa disse ter sido surpreendida com a decisão e que não há provas materiais que justifiquem a prisão.

O caso ocorreu em outubro e chocou a cidade na região do vale do Paranhana, a 90 km de Porto Alegre. Manuela morreu no dia 7 e a Antônia no dia 15, ambas por parada cardiorrespiratória. No dia seguinte à morte de Antônia, a mãe das meninas foi presa temporariamente por suspeita de envolvimento com as mortes. Ela segue detida na penitenciária estadual de Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre.

A polícia suspeita que Gisele tenha envenenado as filhas, e aguarda a conclusão dos testes toxicológicos. A hipótese já havia sido levantada por médicos que prestaram atendimento às duas no hospital Bom Pastor, em Igrejinha.

Não foram constatados sinais de agressão física, mas as duas espumavam pela boca e apresentaram sangramentos. O IGP (Instituto Geral de Perícias) exumou o corpo de uma das irmãs no dia 12 de novembro para identificar possíveis traços de veneno no estômago.

Em nota, a defesa de Gisele disse que a polícia não apresentou provas de que houve de fato houve um assassinato por envenenamento, mas que mesmo assim o inquérito foi entregue e acolhido pelo Ministério Público. Por isso, o advogado chamou a prisão de ilegal.

“Para a defesa, a investigação comete excessos desde o início do inquérito: o espancamento da acusada nas dependências da instituição por agentes públicos, as conversas informais com o delegado sem a presença da defesa e agora o pedido de prisão temporária sem a prova material da acusação”, diz a nota do advogado José Paulo Schneider.

“Por esses e outros motivos, a defesa considera o pedido ilegal, justamente pela ausência de prova da materialidade delitiva, requisito básico para a prisão preventiva”, continua o texto.

A defesa também diz que solicitou por mais de 60 dias o acesso integral ao inquérito e recebeu negativas da polícia civil. Procurada, a corporação ainda não comentou a acusação de agressão e outras afirmações do advogado.


As duas meninas foram encontradas desacordadas pelo pai, Michel Persival Pereira, 43, que acionou o socorro. Manuela chegou a ser levada ao hospital, onde chegou sem vida. Oito dias depois, Antônia foi encontrada sem resposta em seu quarto, e teve o óbito constatado pelo Corpo de Bombeiros. Michel não é investigado pelas mortes.

Em outubro, o delegado Cléber Lima disse à Folha que Gisele passou aproximadamente 40 dias internada semanas antes das mortes devido a problemas psiquiátricos por apresentar ideações suicidas e um quadro de delírio. Ela manifestava o desejo de querer reencontrar o filho assassinado em 2020 aos 20 anos, suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas.

Segundo Cléber, ela não demonstrava afeto pelos outros filhos. Em depoimento, a filha mais velha de Gisele disse que a mãe tinha um histórico de conflitos com o pai das meninas, e teria envenenado as filhas como vingança.



Leia Mais: Folha

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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