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Mahama mira reformas econômicas em meio a crises – DW – 17/12/2024
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O presidente eleito do Gana, John Dramani Mahama, disse que está ansioso por levar a cabo reformas importantes depois de as más condições económicas terem contribuído para a instabilidade e até para golpes de estado nos países vizinhos.
“Estamos em risco”, disse Mahama numa entrevista à DW, referindo-se à instabilidade e às tomadas militares que assolaram outras nações da África Ocidental, como Burkina FasoNíger e Mali.
O Congresso Nacional Democrático (NDC) de Mahama acaba de obteve uma vitória eleitoral retumbante depois de sete anos na oposição.
E embora Mahama saiba bem que Gana tem um histórico de transição democrática pacífica, tendo já sido presidente de 2012 a 2017, alertou que não dá como certo que o que está a acontecer nos países vizinhos não possa repercutir-se.
“Se você olhar para todas as avaliações de risco, sim… é bastante terrível. Portanto, precisamos trabalhar o mais rápido possível” para garantir a estabilidade, disse ele.
John Mahama ganha a presidência enquanto Gana busca a recuperação econômica
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Mahama disse que os golpes de estado ocorridos em três países do Sahel nos últimos anos poderão alastrar-se ainda mais se as coisas não mudarem.
“Há um provérbio africano que diz que quando o seu vizinho tem uma casa que está pegando fogo, você o ajuda a apagá-la. Caso contrário, quando a casa dele pegar fogo, ela se espalhará para a sua casa. E por isso precisamos dar ao Burkina Faso, O Mali e o Níger têm todo o apoio de que necessitam para lidar com esta crise”, disse Mahama.
“Caso contrário, definitivamente se espalharia. Já existem incursões no norte do Togo. Tenho certeza de que você já ouviu falar delas. E então é apenas uma questão de tempo. E por isso precisamos ser muito proativos.”
Planos de reforma ambiciosos
O presidente cessante do Gana, Nana Afuko-Addo, foi amplamente condenado pelos eleitores por má gestão das finanças públicas. Nos últimos anos do seu mandato, a inflação disparou para 40%, provocando a pior crise financeira numa geração.
Portanto, Mahama é sob pressão para produzir resultados económicos para uma população que luta com o aumento vertiginoso do custo de vida.
Um dos seus primeiros planos é reformar a indústria do cacau. O Gana é o segundo maior exportador mundial de grãos de cacau, matéria-prima necessária para fazer chocolate, depois da Costa do Marfim.
Apesar de aumentos massivos nos preços do chocolate devido ao aumento dos custos das matérias-primas, produção e logística, a procura de cacau em todo o mundo quase não abrandou.
Contudo, no Gana, os preços são fixados pelo conselho de comercialização do cacau (COCOBOD), que acaba por competindo com os agricultores por lucros.
“Veremos como reestruturar” o COCOBOD, disse Mahama à agência de notícias Reuters. É um projecto ambicioso, uma vez que todas as tentativas anteriores de desmantelar a organização – que controla todos os aspectos da indústria, desde as mudas até às embalagens para envio – falharam todas.
Produção de cacau caindo
Embora seja um dos principais exportadores mundiais, a produção de cacau atingiu, na verdade, o seu nível mais baixo em décadas em 2023, como resultado das alterações climáticas, da mineração ilegal, das doenças das árvores e do aumento dos custos administrativos do COCOBOD, que mais do que triplicaram desde 2018.
As reformas propostas por Mahama apelam a uma maior eficiência em todos os níveis de produção e a que o aumento dos lucros vá directamente para os agricultores e não para a burocracia.
“Estamos dispostos a trabalhar com qualquer pessoa se isso tornar o setor do cacau mais eficiente e trazer de volta a nossa produção de cacau ao que era antes”, disse Mahama à DW.
O Gana está actualmente a receber ajuda organizada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que depende da realização de grandes reformas para transformar a sua economia.
Mahama disse anteriormente que queria renegociar os termos do acordo com o FMI, mas não desistir totalmente.
Editado por: Zac Crellin
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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