NOSSAS REDES

ACRE

Maior presídio do Acre tem 20 casos suspeitos de Covid-19 e separa pavilhão para quarenta

PUBLICADO

em

Grupo está isolado no pavilhão Q do presídio Francisco D’ Oliveira Conde, em Rio Branco. Três presos testaram positivo para a doença.

O Complexo Penitenciário Francisco d’Oliveira Conde, em Rio Branco, tem 20 casos suspeitos de Covid-19, segundo boletim divulgado pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC).

Os detentos estão isolados no pavilhão Q, destinado justamente para casos de Covid-19 entre os detentos. Neste mesmo pavilhão também estão os presos que entram no sistema prisional e precisam ficar em quarentena pelo período de 14 dias.

O Iapen informou que nesta sexta-feira (1) o local, que tem capacidade para 250 presos, está com cerca de 100 detentos. Todos são acompanhados pelas equipes de Saúde, tanto da Secretaria Estadual como do sistema penitenciário.

Do total de 20 casos considerados suspeitos de Covid-19, três detentos tiveram diagnóstico positivo para a doença e outros seis foram descartados. Com isso, 11 presos aguardam resultado dos exames e seguem em isolamento, além dos casos confirmados.

Em todo o estado do Acre, 347 presos fazem parte do grupo de risco, de acordo com dados do Iapen. Sendo que somente no maior presídio do estado, em Rio Branco, são 134.

Covid-19 em servidores do sistema

Com relação aos servidores do sistema prisional, a situação é ainda mais preocupante. Até último boletim de quinta-feira (30), o Iapen tinha 83 casos considerados suspeitos para Covid-19. Desses, 27 foram confirmados, sendo 24 policiais penais e 3 servidores administrativos.

Outros 13 casos permanecem em análise. O órgão informou que oito servidores tiveram alta e são considerados curados.

Ao todo são 145 servidores afastados do sistema prisional. Sendo 105 inseridos no grupo de risco, os 27 casos confirmados e os 13 em análise. Desses, 29 são servidores administrativos e 116 são policiais penais.

Comitê de combate à Covid-19

Junto ao plano de contingência, publicado no dia 15 de abril pelo Iapen-AC, foi criado o Comitê Penitenciário de Combate à Covid-19. O objetivo do órgão e evitar o avanço do novo coronavírus nas unidades penitenciárias do estado.

O Ministério Público do estado (MP-AC) chegou a recomendar algumas ações que deveriam ser tomadas pelo Iapen que já tinha adotado medidas, conforme anunciou na época.

Em uma outra recomendação, do dia 28 de abril, o órgão orientou que seja adotado o sistema de triagem dentro das unidades prisionais do estado, com aferição de temperatura e resposta de questionário para apontar possíveis casos suspeitos da doença.

As visitas nas unidades prisionais estão suspensas desde o dia 17 de março. Vale destacar também que presas da unidade feminina de Rio Branco estão confeccionando máscaras para o uso dentro das unidades do estado.

Medidas adotadas

  • Manter os presos em suspeita da doença em alojamento separado até atendimento;
  • Realizar a limpeza e desinfecção das superfícies das celas, alojamentos e de outros ambientes utilizados por servidores e presos;
  • Suspensão de atendimento de advogados suspensas, a menos que seja comprovada a necessidade de urgência ou que envolvam prazos processuais;
  • Suspensão temporária de transferência interestadual de presos.

Além disso, um pavilhão foi separado para receber os presos que derem entrada na unidade de Rio Branco durante o período de emergência, onde serão submetidos a isolamento e triagem. A mesma regra vale para o interior do estado.

As aulas estão suspensas dentro dos presídios e os trabalhos externos também, exceto as que são desenvolvidas na Unidade Penitenciária (UP-4), onde são feitos o trabalho de roçagem e manejo de hortaliças.

ACRE

Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

//www.instagram.com/embed.js



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

PUBLICADO

em

I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

Mais informações

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS