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Mais de 3 milhões de pensionistas em risco de pobreza – DW – 16/11/2024

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Sahra Wagenknechto líder da nova esquerda BSW partido que leva seu nome, lamentou um “aumento dramático da pobreza na velhice” em uma entrevista à agência de notícias alemã dpa publicada no sábado.

Dados do Eurostat sobre pensionistas em risco de pobreza

O BSW emitiu um pedido formal de informação à agência estatística da União Europeia, Eurostat, que concluiu que cerca de 3,2 milhões de pessoas com 65 anos ou mais na Alemanha estavam em risco de pobreza.

Os dados do Eurostat sugerem que cerca de um em cada seis pensionistas do país se enquadra nesta categoria.

O número aumentou ligeiramente em 2023, para 3,245 milhões, de 3,157 milhões no ano anterior. Mas em 2021, no meio da pressão inflacionista que se seguiu à pandemia da COVID, era de 3,3 milhões.

Em 2013, apenas 2,4 milhões estavam em risco de pobreza, sendo a definição do Eurostat se o rendimento total de um pensionista, incluindo benefícios, for inferior a 60% do rendimento mediano nacional.

No entanto, as mudanças demográficas na Alemanha e o envelhecimento da sua população desempenham um papel significativo neste aumento, com a população pensionista a aumentar mais de 50% desde 1991, passando de 12 milhões para 18,7 milhões em 2022.

País rico, reformados pobres: pobreza na velhice na Alemanha

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Problema comum de campanha para BSW, à medida que a votação instantânea se aproxima

“Entretanto, a pobreza dos reformados afecta até a classe média”, disse Wagenknecht, que se separou formalmente do Partido da Esquerda socialista e formou o novo partido em Janeiro, à dpa no sábado.

Ela alegou que nem o Chanceler Olaf Scholztambém ex-ministro das Finanças, nem o seu adversário da CDU Friedrich Merz tinha uma resposta para o problema.

Com vista à realização de eleições antecipadas em Fevereiro na Alemanha, Wagenknecht disse que boas pensões eram um “ponto focal” para o seu BSW.

A líder do partido BSW, Sahra Wagenknecht, fala durante um protesto contra a militarização, a entrega de armas à Ucrânia, Israel ou outros países, o estacionamento de armas de médio alcance dos EUA na Alemanha e em apoio às negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, e Israel e o Hamas, em Berlim, Alemanha, 3 de outubro de 2024.
O partido dissidente de Wagenknecht tenta casar propostas internas de grandes gastos com apelos para reduzir a migração e também para repensar a política externa em lugares como a Ucrânia e o Médio OrienteImagem: Christian Mang/REUTERS

Seu partido aborda frequentemente essas questões. No mês passado, solicitou dados ao serviço de estatística alemão sobre o número de indivíduos com 65 anos ou mais que necessitavam de pagamentos de segurança social para complementar as suas pensões na Alemanha.

Quase 730.000 pessoas fizeram-no no segundo trimestre de 2024, descobriu o Destatis, novamente com um aumento bastante acentuado ao longo dos últimos 10 anos, num contexto de expansão da população reformada.

Novo partido com lacuna de financiamento

Wagenknecht também apareceu nas publicações do grupo jornalístico alemão RND no sábado, novamente defendendo ações para reduzir o custo de vida.

Neste caso, ela pedia mais legislação no Bundestag antes das eleições de Fevereiro, mas desta vez não por parte do governo minoritário remanescente, mas sim liderado pela oposição.

Os fabricantes de bombas de calor da Alemanha pretendem expandir-se no país e no estrangeiro

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Ela disse que haveria uma maioria parlamentar para revogar as novas leis controversas sobre os preços do aquecimento implementadas no início do mandato do governo.

Ela classificou a legislação sobre aquecimento como uma das “mais ilógicas e, a longo prazo, caras para os cidadãos” dos últimos três anos.

“Não protege o clima, mas sim representa a imposição do Estado, querendo governar até às caves de aquecimento dos nossos cidadãos”, disse ela aos jornais.

Wagenknecht e o BSW também precisam de dinheiro, especialmente agora que a data das eleições foi antecipada.

Embora o novo partido se qualifique, em teoria, agora para assistência de financiamento de campanha estadual para as próximas eleições federais, tendo representação garantida no Parlamento Europeu e alguns parlamentos estaduais desde a sua formação em Janeiro, os responsáveis ​​do partido dizem que os fundos não estarão praticamente disponíveis até 2025 e, portanto, não fluirão a tempo.

O tesoureiro do partido, Ralph Suikat, disse na sexta-feira que o BSW estava buscando doações de apoiadores, que afirma reembolsar em 2025, ou, se necessário, mais empréstimos formais. Wagenknecht também disse que a questão do financiamento da campanha apresenta “certos desafios”.

msh/lo (dpa, AFP, epd)



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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