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Marles diz que os submarinos Aukus estão dentro do cronograma, apesar do alerta do almirante dos EUA sobre a indústria ‘excepcionalmente frágil’ | Aukus

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Karen Middleton Political editor

O almirante que dirige o programa de construção de submarinos dos EUA confirmou que a construção está atrasada e nem perto da taxa necessária para fornecer Submarinos nucleares Aukus da Austrália dentro do cronograma.

O almirante Jon Rucker disse no simpósio anual da Liga de Submarinos Navais em Arlington, Virgínia, na semana passada, que os EUA tinham “uma base de construção naval militar excepcionalmente frágil” e não poderiam cumprir as taxas de construção de seus próprios navios este ano.

Em comentários relatado pela mídia da indústria de defesaRucker disse que a escassez de materiais afetou a ordem sequencial de fabricação e desacelerou a taxa de produção. Ele pareceu lançar dúvidas sobre seu próprio cronograma.

“Serei franco – existem alguns riscos para atingir esses objetivos”, teria dito Rucker. “Fizemos grandes coisas e progredimos, mas é necessário mais. Esta é a nossa estrela do norte… Este é o desafio do nosso tempo.”

A Marinha dos EUA deveria atingir uma taxa de produção de dois submarinos por ano em 2028 e deve atingir 2,33 para cumprir o seu compromisso de entregar três submarinos de ataque com propulsão nuclear da classe Virgínia à Austrália na década de 2030, ao mesmo tempo que cumpre os seus compromissos internos.

Mas Rucker, que é diretor executivo do programa de submarinos de ataque dos EUA, revelou que não alcançaria o seu objetivo mais imediato de 1,5 até ao final de 2024.

“Continuamos oscilando em torno de uma taxa de produção de 1,1 a 1,2 barcos por ano”, disse Rucker na conferência. “Nossa meta no final deste ano civil era estar em 1,5. Tínhamos um limite de 1,3. No momento, estamos rastreando o valor limite. Não faremos o valor da meta. Será mais próximo de 1,3.”

Apesar disso, Rucker insistiu que o programa poderia exceder a sua ambição para 2028 e atingir uma taxa de produção de três até então – dois submarinos da classe Virginia mais um dos novos e maiores navios da classe Columbia – juntamente com as suas obrigações de sustentação para com a Austrália.

Rucker disse que construir seus próprios barcos planejados da classe Columbia era sua “prioridade número um”.

Discursando na mesma conferência, o director dos reactores da Marinha dos EUA, almirante Bill Houston, disse que a natureza das ameaças globais significa que “pode haver necessidade de mais Columbias” – parecendo sinalizar que as pressões de produção só podem aumentar.

“Não estamos em uma produção de baixa taxa”, teria dito Houston. “Estamos no ritmo de produção mais elevado de sempre, como nação com uma base industrial que é menos de metade do tamanho (do que na Guerra Fria). É uma base industrial excepcionalmente frágil. Tem uma base industrial que é muito, muito desafiada.”

Questionado sobre o cronograma durante uma coletiva de imprensa ao lado do ministro da defesa da Austrália, Ricardo Marlesapós negociações em Darwin no domingo, o secretário de defesa dos EUA, Lloyd Austin, disse estar “confiante” de que os submarinos seriam fornecidos.

“Agora, reconhecemos que existem desafios na base industrial e estamos a fazer coisas para enfrentar esses desafios”, disse ele.

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Austin disse que conheceu os líderes das empresas envolvidas e ficou encorajado pelo “foco deles em fazer isso, e eles vão conseguir”.

“Gostaria de salientar que atingimos todos os padrões de referência que estabelecemos para nós mesmos com Vítimas até este ponto.”

Solicitado a responder aos comentários de Rucker, um porta-voz de Marles apontou seu endosso aos comentários de Austin no domingo.

“Temos uma sensação de confiança quanto ao cumprimento dos prazos que articulamos quando anunciámos o caminho ideal em março do ano passado”, disse Marles aos jornalistas no domingo. “Aukus está profundamente enraizado? Acho que a resposta para isso é ‘sim’.”

Marles sugeriu que a próxima administração Trump honraria o acordo do submarino Aukus, apontando para o seu apoio bipartidário no Congresso dos EUA.

“Estamos vendo Aukus sobreviver à mudança de governo na Austrália, no Reino Unido, e isso acontecerá na América também.

O porta-voz da defesa dos Verdes – e crítico de Aukus – senador David Shoebridge, disse que os comentários de Rucker provaram que o acordo era “uma bagunça”.

“O chefe do programa de submarinos da Marinha dos EUA na Virgínia acaba de lançar uma bomba da verdade sobre Aukus”, disse Shoebridge.

“Mesmo depois de a Austrália ter concordado em oferecer-lhes 5 mil milhões de dólares de dinheiro público australiano para expandir a sua base industrial submarina, os EUA mal produzem metade do número de submarinos de que necessitam. A menos que os EUA tenham o suficiente para as suas próprias necessidades, alguém pensa seriamente que o Presidente Trump ou quem o segue concordará abnegadamente em entregar quaisquer submarinos à Austrália?”

Na terça-feira, os departamentos de defesa das três nações parceiras do Aukus anunciaram que assinaram um acordo para usar as instalações de teste uns dos outros para veículos e sistemas hipersônicos.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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