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Médicos palestinos esperam que o cessar-fogo reanime o setor de saúde de Gaza | Notícias do conflito Israel-Palestina

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Khan Younis, Faixa de Gaza, Palestina – Nos corredores mal iluminados do Hospital al-Amal, no oeste de Khan Younis, um dos 17 hospitais parcialmente operacionais instalações de saúde em Gazauma rara sensação de esperança toma conta da equipe e dos pacientes.

Os mediadores anunciaram um cessar-fogo entre o Hamas e Israel para pôr fim à guerra de 15 meses em Gaza e, embora o gabinete israelita ainda não tenha aprovado o acordo, o optimismo é contagiante.

Pela primeira vez em meses, o consultor ortopédico Dr. Khaled Ayyad fala com confiança enquanto tranquiliza os pacientes de que receberão em breve os medicamentos e procedimentos de que necessitam urgentemente e que os hospitais não têm conseguido fornecer devido às restrições israelitas ao fornecimento de ajuda a Gaza.

“Fizemos o impossível. Tivemos que improvisar maneiras de lidar com casos tão graves e tão grandes em número e por um período de tempo mais longo para chegar até aqui”, explica Ayyad.

Junto com outra equipe médica e pacientes, ele foi forçado pelo exército israelense a deixar seu posto no Hospital al-Quds, administrado pelo Crescente Vermelho Palestino, na cidade de Gaza, um mês após o início da guerra, em 7 de outubro de 2023. O homem de 53 anos- Desde então, o velho cirurgião operava em al-Amal, confiando no que ele descreve como “capacidades mínimas”.

Durante a guerra de Israel em Gaza, “cada centro médico ou sistema de entrega humanitária foi ou está a ser destruído”, de acordo com um relatório de 7 de Janeiro do grupo de ajuda médica Médicos Sem Fronteiras, conhecido pelo seu acrónimo francês, MSF.

Ayyad teve que suportar dois ataques israelenses ao Hospital al-Amal em fevereiro e março e teve que navegar pelo deslocamento na área árida de al-Mawasi, no sudoeste de Gaza, junto com sua família, incluindo seus seis filhos. Ele diz que tem sorte por ter sobrevivido: mais de 1.000 profissionais de saúde foram mortos e muitos foram detidos pelas forças israelitas.

“O número de casos que examinei aumentou para 70 pacientes e feridos por dia, além dos casos hospitalizados nos departamentos, que são nada menos que oito casos”, disse Ayyad à Al Jazeera. Enquanto ele fala, inúmeros pacientes e visitantes lotam as enfermarias do hospital enquanto as clínicas externas e os corredores ficam lotados de pessoas em busca de atendimento.

O Hospital Al-Amal em Khan Younis ainda está parcialmente operacional, mas os seus fornecimentos são severamente limitados (Mohamed Solaimane/Al Jazeera)

Paciência

Ayyad explica como muitas vezes recorreu a medidas temporárias para tratar fraturas até que as placas de fixação necessárias para as operações estivessem disponíveis. “Em breve estarão”, diz ele com um grande sorriso, tranquilizando Hani al-Shaqra, um paciente cuja clavícula foi fraturada na segunda-feira num ataque israelense perto da casa de Deir el-Balah onde ele se refugiou.

Incapaz de retribuir o entusiasmo de Ayyad devido à sua dor, al-Shaqra diz que não pode esperar que um cessar-fogo entre em vigor para que possa submeter-se à cirurgia de que necessita.

“Em meio a esse genocídio, o cuidado que recebi é de se esperar, principalmente porque todos enfrentam grandes dificuldades para obter tratamento ou mesmo chegar aos hospitais. Estou optimista… que o tratamento seja possível após o cessar-fogo”, diz ele, falando com cautela, tomando cuidado para não mover o braço ou a tipoia que está a ajudar a tirar o peso do seu ombro.

“Só espero que isso aconteça logo, antes que minha condição piore”, acrescenta.

Negociações para chegar a um cessar-fogo e acabar com uma guerra que já matou mais de 46.700 palestinos tive vacilou repetidamente durante o ano passado, até que os mediadores anunciaram na quarta-feira que um acordo havia sido alcançado.

A tomada de posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, na segunda-feira, serviu como um prazo de facto, e o cessar-fogo deverá entrar em vigor no dia anterior. Com isso, maiores fornecimentos de ajuda humanitária, tão necessária, poderão entrar no enclave após uma enorme escassez de entregas de ajuda, que foi exacerbada pelo encerramento, em Maio, da passagem de Rafah com o Egipto, através da qual a maior parte dos fornecimentos chegou.

‘Muito mais trabalho a ser feito’

Embora Ayyad espere que o influxo de suprimentos humanitários proporcione alguma trégua aos palestinos em Gaza, ele sabe que ele e outras equipes médicas terão muito trabalho a fazer.

“Muitos dos feridos que mandamos embora com tratamento temporário precisarão ser reoperados de maneira adequada, assim que os suprimentos estiverem disponíveis”, diz ele.

O Dr. Adnan al-Zatma, cirurgião geral que trabalha ao lado de Ayyad, enfatiza a enormidade dos desafios.

Deixando de lado a óbvia escassez de medicamentos e suprimentos, ele lista a devastação observada em todo o hospital: desde as máquinas de raios X e geradores de eletricidade destruídos durante a invasão israelense até as enfermarias incendiadas, paredes crivadas de balas e entradas e estradas demolidas. levando ao hospital.

“Um cessar-fogo seria uma trégua, mas não será mágico”, diz al-Zatma.

De acordo com o Dr. Haidar al-Qudra, director executivo da Sociedade do Crescente Vermelho Palestiniano em Gaza, o sector da saúde está a funcionar com menos de 10 por cento da sua capacidade pré-guerra. A condição do sistema de saúde pré-guerra já estava abaixo do necessário, segundo MSF, devido ao bloqueio de 17 anos de Israel a Gaza. Agora está em frangalhos.

“Dezenas de milhares de pacientes sofreram por causa do colapso dos cuidados de saúde”, diz al-Qudra.

“Isto inclui mortes, incapacidades e complicações graves para aqueles que não tiveram acesso a cuidados adequados durante a guerra”, acrescenta, destacando que instalações como o Hospital al-Amal e o Hospital al-Wafaa não funcionaram durante a maior parte da guerra.

“Para muitos pacientes, a reabilitação era o único caminho para recuperar a mobilidade ou funções básicas. A perda desses serviços foi catastrófica”, diz ele.

Grandes hospitais como al-Quds e al-Shifa foram fortemente danificados e instalações como o Hospital al-Amal sofreram danos infraestruturais significativos.

Apesar destes desafios, os hospitais do Crescente Vermelho trataram mais de 500 mil casos e receberam mais 900 mil pacientes nos seus centros de cuidados primários durante o conflito. Só o Hospital Al-Amal tem tratado 1.500 casos diariamente, juntamente com dois hospitais de campanha e 10 centros de cuidados primários no norte de Gaza.

‘Recuperação gradual’

“Um cessar-fogo traria uma recuperação gradual do sistema de saúde, apoiada pela ajuda internacional”, afirma al-Qudra. “O Crescente Vermelho planeia estabelecer cinco hospitais de campanha em Gaza e 30 centros de cuidados primários, incluindo um centro principal em cada uma das cinco províncias” assim que os suprimentos estiverem disponíveis.

A coordenação com organizações internacionais como a Cruz Vermelha e a Organização Mundial da Saúde visa facilitar a entrada de suprimentos médicos provenientes da Cisjordânia ocupada, onde os armazéns do Crescente Vermelho mantêm estoques críticos, diz ele.

“Estes fornecimentos, juntamente com a chegada de equipas médicas árabes e internacionais, darão vida ao sistema de saúde de Gaza”, acrescenta al-Qudra. “A reabertura dos hospitais, mesmo que gradualmente, e a melhoria da mobilidade em Gaza irão restaurar algum sentido de normalidade. A capacidade de trabalhar sem medo de ser alvo também melhorará as condições das equipes médicas.”

“O cessar-fogo oferece um vislumbre de esperança para todos. Como todo mundo, a equipe médica está esgotada. O sistema de saúde, atingido por uma guerra implacável, precisa de uma oportunidade para recuperar e está preparado para o longo caminho até à recuperação”, conclui.

Esta peça foi publicada em colaboração com por exemplo.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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