NOSSAS REDES

ACRE

Melhora em estoques externos segura preço de grãos – 04/03/2025 – Vaivém

PUBLICADO

em

Melhora em estoques externos segura preço de grãos - 04/03/2025 - Vaivém

Enquanto as colheitas avançam no país, os preços continuam menos favoráveis para o produtor do que os das safras anteriores. Oferta mundial maior, estoques recompostos e demanda externa com ritmo menos intenso seguram os preços.

Mas há exceções, e o milho é uma delas. A safra mundial de 2024/25 recua para 1,21 bilhão de toneladas; a procura pelo cereal para rações é maior, e os estoques finais deverão cair para 290 milhões de toneladas. Com isso, o cereal atinge os maiores preços em 15 meses no mercado externo, segundo o Amis (Agricultural Market Information System).

As safras do Brasil e da China crescem, mas a dos Estados Unidos recuou para 378 milhões de toneladas, abaixo dos 390 milhões do período anterior. União Europeia e Ucrânia também produzem menos desse cereal.

Outra preocupação, por ora, é com o trigo. Os estoques mundiais caem 4%, para 258 milhões de toneladas, segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), e há uma preocupação com a safra de inverno de várias regiões produtoras importantes.

A safra mundial fica em 794 milhões de toneladas, com queda na Rússia e na Europa. Já Argentina e Austrália, com produção maior, ajudam a abastecer o mercado.

A pressão externa ocorre em um ano em que o Brasil melhora um pouco a produção, conforme dados ainda provisórios, mas mantém importações no patamar de 5,8 milhões de toneladas. O consumo nacional é de 11,8 milhões, e os estoques finais brasileiros para esta safra foram estimados em 1,9 milhão de toneladas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).A soja não tem muito espaço para reação de preço. O Brasil coloca uma grande safra no mercado, avaliada pela Conab em 166 milhões de toneladas, mas há quem estime um volume ainda maior.

Na avaliação do Usda, a produção brasileira atingirá 169 milhões. Mato Grosso, líder nacional e que deverá produzir 47 milhões de toneladas, já está perto de colocar toda a safra nos armazéns, segundo o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

A AgRural estima que 50% da área nacional cultivada com a oleaginosa no Brasil já houvesse sido colhida até o final de fevereiro. Na avaliação da consultoria, a colheita entra na reta final em Mato Grosso e segue sem maiores percalços nos estados com calendário de plantio antecipado.

As atenções, segundo a AgRural, estão concentradas no clima dos estados com semeadura mais tardia, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde as lavouras estão perdendo potencial produtivo.

Com a oferta maior de Brasil, Estados Unidos e Argentina, a produção mundial sobe para 424 milhões de toneladas, e os estoques finais vão para 124 milhões, 10% acima dos do ano anterior.

A liquidez do arroz também aumenta neste ano. Segundo o Amis, países asiáticos, como China e Vietnã, colocam mais produto no mercado e ajudam a elevar a safra para 539 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais sobem para 204 milhões.

O Brasil também tem perspectivas de uma safra maior do que a esperada inicialmente, ficando próxima dos 12 milhões de toneladas. Avanço da colheita no país e perspectivas melhores no mercado externo derrubaram os preços do arroz em 11% no campo no mês passado, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

A produção maior de grãos melhora os estoques mundiais de óleos vegetais e de farelo, permitindo que o preço internacional desse produtos também seja menor do que o dos anos recentes.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS