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Melhores investimentos no exterior de 2024

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O ano de 2024 começou cercado por incertezas sobre a economia global e os investimentos. Parte dos analistas apostava na desaceleração da economia dos Estados Unidos, os bancos centrais mundo afora mantinham uma postura de aperto monetário para lidar com a inflação e a China gerava preocupações. Para completar, o planeta era palco de conflitos geopolíticos, que se arrastam até hoje.

Meses depois, no entanto, o retrovisor aponta para um ano positivo. A expectativa é de que o PIB da Terra do Tio Sam cresça 2,7% no ano, acima do 1,2% projetado no início de 2024. Os BCs também reduziram juros no mundo desenvolvido, em meio à desaceleração da inflação, e a China anunciou um pacote de estímulos que, apesar de ser considerado tímido pelo mercado, trouxe certo alívio.

Para encerrar o ano de 2024, dezembro vem sendo marcado por altas recordes do dólar perante o real. Na quarta-feira (18), se chegou a marca de R$ 6,27 por um dólar.

Todo esse cenário repercutiu nos ativos de renda variável e renda fixa no exterior.

Veja abaixo os melhores desempenhos em diferentes classes de títulos que permitem o investimento no exterior.

S&P 500

Um dos grandes destaques de renda variável do ano foi o S&P 500, segundo William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue. “O S&P mostrou sua excepcionalidade ao longo de 2024. É o segundo ano com o índice acima de 20%. Isso já aconteceu no século XX, mas é a primeira vez que ocorre no século XXI”, disse. O índice caminha para fechar o ano com alta de 28%.

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A diferença marcante de 2024 em relação a 2023 foi a maior abrangência das empresas em destaque, segundo o especialista. No ano passado, o mercado foi essencialmente dominado pelas big techs, com apenas sete grandes companhias puxando o S&P 500. Agora o cenário mudou e um número muito maior de empresas tem apresentado resultados positivos, empurrados por lucros maiores e pelo panorama geral.

Confira as ações do S&P 500 que mais se valorizaram em 2024:

AçãoPerfomancePreço atual
Vistra (VST)315,0%US$ 146,00
Palantir Technologies (PLTR)290,7%US$ 72,87
Texas Pacific Land (TPL)205,3%US$ 1172,16
Nvidia (NVDA)179,2%US$ 137,10
Axon Enterprise (AXON)150,6%US$ 645,00
Fonte: Chad

Dólar

Outro destaque dos últimos 12 meses foi o dólar. No início de 2024, a previsão era que a moeda norte-americana iria terminar o ano na casa dos R$ 4,80. Ledo engano. O dólar disparou 26% frente ao real, rompendo a marca dos R$ 6,00.

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Já o DXY, que mede o desempenho do dólar norte-americano contra uma cesta de seis moedas estrangeiras, avançou 5,40% no mesmo período.

Segundo Castro Alves, da Avenue, a forte valorização da moeda no ano foi resultado de vetores internos, como dúvidas em relação à política fiscal, e externos, como a resiliência da atividade da economia americana.

Leia também: Trump + IA: investir em dólar nos EUA é uma boa pedida para 2025, segundo a XP

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Confira a perfomance do dólar frente ao real em 2024:

Fonte: TradingView

Confira a perfomance do DXY em 2024:

Fonte: TradingView

BDRs

Os investidores que querem comprar ações de empresas americanas diretamente no Brasil, sem precisar comprar dólar para investir nas bolsas do país, podem optar pelos BDRs. Em resumo, esses títulos são certificados que representam ações emitidas por empresas em outras nações, mas que são negociados aqui, na bolsa de valores. O índice de BDRs (BDRX) da B3 acumula alta de 73% no ano, ante um queda de 7,50% do Ibovespa no mesmo período.

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Confira os 5 BDRs que mais se valorizaram em 2024:

BDRPerfomanceValor atual
Microstrategy (M2ST34)653,64%R$ 35,7
Palantir Technologies (P2LT34)439,64%R$ 154,5
Lumen Technologies (L1MN34)320,67%R$ 37,86
Clover Health Investments (CLOV34)297,96%R$ 19,5
Sprouts Farmers Market (S2FM34)267,09%R$ 292,2

Renda fixa americana

Ao longo do ano, a curva de juros nos EUA oscilou entre expectativas de cortes e revisões de alta, principalmente com o impacto do chamado Trump Trade, que puxou as taxas novamente para cima em meio à vitória do republicano nas eleições para a Casa Branca.

Apesar da volatilidade, ao final de 2024 os juros pouco mudaram, mas o impacto sobre os ativos de renda fixa, especialmente nos treasuries (equivalentes aos títulos do Tesouro), foi significativo, segundo Castro Alves. “A maioria das classes de ativos dessa categoria teve retornos positivos.”

Já o mercado de crédito privado foi marcado por estabilidade, sem grandes episódios de default, de acordo com o especialista. Uma característica do ano foi a ampliação do acesso a instrumentos de crédito privado no mercado americano. Segundo Alves, gestoras como BlackRock e JP Morgan começaram a oferecer opções nesta modalidade com tickets mínimos mais acessíveis.

Confira ETFs de títulos de renda fixa americanos que mais se valorizaram:

Nome e tickerPerfomance Preço atual
Direxion Daily 20+ Year Treasury Bear
3x Shares (TVM)
19,65%US$ 34,15
ProShares UltraPro Short 20+ Year
Treasury (TTT)
16,49%US$ 70,57
ProShares UltraPro Short 2-+ Year
Teasury (TBT)
15,28%US$ 33,48
Direxion Daily 7-10 Year Treasury Bear
3x Shares (TYO)
11,57%US$ 14,02
ProShares Short 20+ Year Treasury
(TBF)
11,57%US$ 14,02
Fonte: Chad

Reits

Os Reits são os primos americanos dos FIIs (fundos imobiliários) brasileiros. No geral, o ano foi morno para o setor. O ETF VNQ, que serve como proxy do segmento, entregou desempenho de 6,21% no ano, muito abaixo dos 28% do S&P 500.

Há uma relação direta entre a curva de juros e o desempenho desses produtos. Juros para baixo, REITs para cima; juros para cima, REITs para baixo. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), vale lembrar, cortou a taxa pela primeira vez em quatro anos em setembro de 2024.

Leia também: O que são Reits e como funcionam os fundos imobiliários americanos

Apesar do ano sem tanto movimento para os FIIs gringos, alguns Reits entregaram bons retornos, em parte por conta de algumas possibilidades oferecidas pelos produtos, segundo Felipe Chad, especialista em investimentos, CFP. “Os Reits podem se alavancar, ou seja, têm a possibilidade de pegar dinheiro emprestado para ampliar suas carteiras e realizar mais compras, diferente dos FIIs, que não têm essa flexibilidade, pois são obrigados a operar apenas com o patrimônio próprio”, disse.

Confira os Reits americanos que mais se valorizaram em 2024:

ReitsPerfomancePreço atual
SL Green Realty (SLG)147,61%US$ 73,10
ACRES Commercial Realty
(ACR)
128,23%US$ 17,30
Vornado Realty Trust (VNO)99,55%US$ 44,46
Iron Mountain (IRM)97,12%US$ 113,33
Highwoods Properties (HIW)93,83%US$ 30,92
Fonte: Chad

ETFs gringos

Os ETFs globais atraíram US$ 1,7 trilhão neste ano, atingindo um recorde de US$ 15 trilhões sob gestão, segundo dados recentes divulgados pela consultoria ETFGI. Em termos de perfomance, os destaque foram os fundos gringos com exposição a criptomoedas. As moedas digitais, vale informar, dispararam neste ano e bateram US$ 3,76 trilhões em capitalização, segundo dados da plataforma CoinMarketCap.

“Grande parte desse movimento no mercado de criptomoedas pode ser atribuída ao impulso dado por Donald Trump (um apoiador do setor cripto), e a expectativa é de que ele continue incentivando essa indústria”, disse Chad.

Confira os ETFs que mais se valorizaram em 2024:

ETFPerfomancePreço atual
21Shares Ripple XRP ETP293,65%US$ 60,20
21Shares Stellar ETP197,55%US$ 20,66
VanEck TRON ETN151,72%US$ 29,64
Cryptocurrencies Vinter 21Shares
Crypto Basket Equal Weight
150,57%US$ 38,60
Global X Aave ETP142,64%US$ 35,47
Fonte: Chad

Leia também: ETFs: a ‘solução pronta’ do assessor de investimentos para fidelizar o cliente

O que esperar dos investimentos no exterior em 2025?

No geral, as casas estão otimistas com investimentos no exterior em 2025.

A XP diz que a diversificação internacional permanece relevante. Em renda fixa, segundo os especialistas da casa, quem busca dolarizar parte do patrimônio pode olhar para treasuries e bonds corporativos dos EUA.

Em renda variável, as perspectivas estão abaixo do neutro para a bolsa do país, mas os especialistas veem oportunidades nos setores financeiro e de energia, em índices menos concentrados em tecnologia e em small caps.

Leia mais: Quanto rendem R$ 10 mil em small caps dos EUA e do Brasil – e qual opção é melhor?

O BTG Pactual também segue construtivo com renda fixa americana em meio ao cenário de juros altos, mas em ciclo de queda. As alocações em títulos soberanos nominais, segundo o banco de investimentos, tem um “carrego atrativo, assim como posições em títulos corporativos investment grade e também em high yield”.

Na renda variável, a casa alega que, apesar do preço elevado da bolsa americana, há oportunidades atraentes para 2025.

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel.jpg

Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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