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Menos comida fora: o raio-X da queda do poder de compra – 06/03/2025 – Mercado
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12 meses atrásem
Camilla Veras Mota
O brasileiro começou 2024 enchendo o carrinho no supermercado. Não só comprou mais, como também teve acesso a mais categorias de produtos, como revelam os dados compilados pela empresa de pesquisa e consultoria Kantar com base nos gastos mensais de milhares de lares no país.
O ritmo predominante foi de ampliação do consumo, inclusive fora de casa, com uma frequência a bares, restaurantes e cafeterias 9% maior do que em 2023.
Boa notícia, não fosse pela sinalização que veio do último trimestre do ano.
Nos últimos meses, o brasileiro passou a fazer menos refeições fora de casa e a buscar cada vez mais economizar no supermercado, especialmente os mais pobres, sinalizam os números adiantados pela Kantar à BBC News Brasil.
“É por isso que a gente está chamando esse consumidor de equilibrista, porque entende que ele está fazendo escolhas com o objetivo de balancear os gastos”, avalia Pedro Soares, diretor de contas da divisão Worldpanel da Kantar.
A pesquisa Consumer Insights acompanha os hábitos de consumo de 11,3 mil domicílios de todas as regiões e classes sociais do país, uma amostra que representa 60 milhões de lares.
Os dados são fruto da leitura das notas fiscais de tudo o que é comprado pelas famílias em canais que vão do supermercado e atacarejo a mercadinhos de bairro, passando por bares, restaurantes e lanchonetes.
O panorama de desaceleração registrado pelo levantamento em 2024 coincide com a trajetória de avanço da inflação de alimentos e bebidas no período.
Os preços nesse grupo cresceram em média 7,69% no ano passado, quase o dobro do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechado, que avançou 4,83%.
A refeição dentro do domicílio foi a que ficou mais cara, 8,23% em média. O custo da alimentação fora de casa avançou um pouco menos, mas também cresceu mais que a inflação geral, 6,29%, conforme o indicador do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em um ano de aceleração dos preços, à medida que o custo de vida ficou mais caro, o brasileiro foi reavaliando sua capacidade de compra e colocando o pé no freio do consumo, principalmente as classes D e E.
O cenário traçado pelo levantamento da Kantar dialoga com a piora na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrada por diferentes pesquisas no último mês.
Especialistas têm citado uma série de razões para a perda de popularidade da gestão do petista, da dificuldade de comunicação com o eleitorado a crises como o 1.
A economia, contudo, e mais especificamente o aumento dos preços de alimentos, têm sido centrais na maior parte dos diagnósticos.
“É o calcanhar de aquiles de Lula“, escreveu Christopher Garman, diretor para as Américas da consultoria de análise política Eurasia Group, em relatório enviado a clientes em meados de fevereiro.
Folha Mercado
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A análise se debruçava sobre a mais recente enquete realizada pelo Datafolha, de fevereiro, que apontou uma redução de 35% para 24% entre aqueles que avaliam a gestão como “excelente” e “boa” e um aumento de 34% para 41% entre os que a julgam como “ruim” e “péssimo”.
Os percentuais anteriores haviam sido aferidos em dezembro de 2024, ou seja, essa piora ocorreu em apenas dois meses.
O quadro foi reforçado na semana passada com os dados da pesquisa Genial/Quaest, que apontaram que o índice de desaprovação do presidente supera a aprovação em todos os oito Estados pesquisados. Em seis deles, a desaprovação seria maior que 60%.
ANATOMIA DE UMA QUEDA
No decorrer de 2024, o brasileiro não apenas comprou mais, mas também teve acesso a uma maior variedade de produtos.
Sua cesta de consumo incluiu desde itens básicos de alimentação, limpeza e higiene até aqueles que não são considerados de extrema necessidade pela pesquisa, como tratamentos capilares, isotônicos e bebidas esportivas e chocolates.
Em cada trimestre (a periodicidade acompanhada pelo levantamento), foram mais de 50 categorias acessadas em média, o primeiro ano que esse patamar foi ultrapassado.
A expansão se deu entre todas as classes sociais, com alta de 5,1% em unidades em relação ao ano anterior.
“Do ponto de vista de consumo de bens não duráveis, 2024 foi um ano positivo”, observa Soares.
Os sinais de que a tendência se esgotava começaram a aparecer no último trimestre.
A desaceleração no ritmo de crescimento das refeições fora de casa foi a primeira indicação de que os brasileiros vinham se preocupando em controlar mais os gastos. No último trimestre, a frequência com que as famílias faziam esses programas aumentou 4,1%, menos da metade dos 9% observados no ano cheio.
Depois, chamaram atenção as mudanças nos hábitos de consumo dentro do supermercado.
À medida que o fim do ano se aproximava, os carrinhos foram ficando menos cheios e os consumidores passaram a fazer mais visitas aos pontos de venda, um indicativo de que intensificaram a busca por preços mais baixos e por promoções.
A frequência das visitas aos pontos de venda aumentou em 8% no último trimestre, em comparação com o mesmo período de 2023, enquanto o valor gasto por visita (tíquete médio) recuou 0,4%.
A composição da cesta de consumo no quarto trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, também reitera a percepção de desaceleração, com crescimento de categorias como a de empanados, por exemplo, em detrimento de frangos e avanço do café solúvel ante queda no consumo de café torrado.
Os brasileiros também compraram menos sorvete nos três últimos meses de 2024, passando a levar mais biscoitos, e colocaram menos cerveja no carrinho, e mais água e refrigerante.
O aumento do número de visitas aos pontos de venda foi puxado especialmente pelo atacarejo, que cresce na preferência não só dos consumidores que precisam fazer compras maiores, mas também entre aqueles que decidem passar no supermercado para levar apenas alguns itens para casa.
“Acho que o consumidor já enxerga essa equação de valor dentro do atacarejo de forma tão clara que, mesmo nas compras menores, por conta dessa busca por preço, ele procura esse canal para compra”, acrescenta Soares.
Esse movimento acabou impulsionando a demanda por todas as categorias de preço dentro do atacarejo, tanto as marcas mais baratas quanto as “premium”.
Além de um número maior de visitas às lojas, os consumidores brasileiros também recorreram mais ao e-commerce, mais um sinal de que estão buscando economia.
As compras de itens como bebidas, produtos de higiene e ração para animais de estimação aumentaram nos canais digitais.
“O consumidor também está variando os meios de acesso, ‘mixando’ aplicativos com compras que faz no WhatsApp e no site dos varejistas.”
Apesar da perda de fôlego, de forma geral o consumo medido pela pesquisa da Kantar não chegou a contrair entre os brasileiros, reitera Soares.
Essa, ele acrescenta, também é a tendência para 2025. A projeção da consultoria para este ano é de estabilidade na despesa com a cesta de consumo —o que não necessariamente sinaliza um alívio para o governo, especialmente diante da deterioração da aprovação da gestão entre os mais pobres.
CLASSES D E E MAIS AFETADAS
O detalhamento dos dados da pesquisa Consumer Insights por classe social mostra que as que mais sentiram no bolso a mudança de cenário no fim de 2024 foram a D e E.
Quando se trata dos programas fora de casa, esse foi o único grupo em que a frequência de consumo fora do lar recuou no último trimestre de 2024, expressivos 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, contra alta de 8% nas classes A e B e de 6% na classe C.
No supermercado, foi o único grupo que chegou a reduzir o total de unidades que colocou no carrinho (-0,6%) e ampliou o gasto médio por domicílio em ritmo significativamente menor, 4,3%, quase metade do registrado entre os demais (8,6% classes A e B, 8,5% classe C).
A queda na aprovação do governo sinalizada pelas pesquisas de opinião foi especialmente pronunciada nessa fatia da população. Conforme o Datafolha, entre os brasileiros com renda inferior a dois salários mínimos a avaliação da gestão como excelente/boa recuou de 49% para 29% de dezembro para fevereiro.
Como destaca a Eurásia em relatório, ao lado das mulheres (em que a avaliação positiva da gestão retraiu de 38% para 24%), esse grupo é justamente aquele mais sensível à aceleração na inflação de alimentos, já que tradicionalmente vê uma fatia maior da renda comprometida com gêneros básicos.
Um estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas) apontou que, em janeiro de 2025, 22,61% do orçamento das famílias com renda entre 1 e 1,5 salário mínimo era direcionada para a compra de alimentos, ante 18,44% no mesmo mês de 2018.
Texto publicado originalmente aqui
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II Semana Acadêmica de Sistemas de Informação — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
14 de fevereiro de 2026Estão abertas as inscrições para o evento que vai reunir estudantes e profissionais para conectar ideias, debater o futuro da computação e fortalecer nossa rede acadêmica.
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Programa insere novos servidores no exercício de suas funções — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
12 de fevereiro de 2026A Diretoria de Desempenho e Desenvolvimento, da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, realizou a abertura do programa Integra Ufac, voltado aos novos servidores técnico-administrativos. Durante o evento, foi feita a apresentação das pró-reitorias, com explanações sobre as atribuições e o funcionamento de cada setor da gestão universitária. O lançamento ocorreu nessa quarta-feira, 11, na sala de reuniões da Pró-Reitoria de Graduação, campus-sede.
A finalidade do programa é integrar e preparar os novos servidores técnico-administrativos para o exercício de suas funções, reforçando sua atuação na estrutura organizacional da universidade. A iniciativa está alinhada à portaria n.º 475, do Ministério da Educação, que determina a realização de formação introdutória para os ingressantes nas instituições federais de ensino.
“Receber novos servidores é um dos momentos mais importantes de estar à frente da Ufac”, disse a reitora Guida Aquino. “Esse programa é fundamental para apresentar como a universidade funciona e qual o papel de cada setor.”
A pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Oliveira da Cruz, enfatizou o compromisso coletivo com o fortalecimento institucional. “O sucesso individual de cada servidor reflete diretamente no sucesso da instituição.”
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Atlética do Curso de Engenharia Civil — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
10 de fevereiro de 2026NOME DA ATLÉTICA
A. A. A. DE ENGENHARIA CIVIL – DEVASTADORA
Data de fundação: 04 de novembro de 2014
MEMBROS DA GESTÃO ATUAL
Anderson Campos Lins
Presidente
Beatriz Rocha Evangelista
Vice-Presidente
Kamila Luany Araújo Caldera
Secretária
Nicolas Maia Assad Félix
Vice-Secretário
Déborah Chaves
Tesoureira
Jayane Vitória Furtado da Silva
Vice-Tesoureira
Mateus Souza dos Santos
Diretor de Patrimônio
Kawane Ferreira de Menezes
Vice-Diretora de Patrimônio
Ney Max Gomes Dantas
Diretor de Marketing
Ana Clésia Almeida Borges
Diretora de Marketing
Layana da Silva Dantas
Vice-Diretora de Marketing
Lucas Assis de Souza
Vice-Diretor de Marketing
Sara Emily Mesquita de Oliveira
Diretora de Esportes
Davi Silva Abejdid
Vice-Diretor de Esportes
Dâmares Peres Carneiro
Estagiária da Diretoria de Esportes
Marco Antonio dos Santos Silva
Diretor de Eventos
Cauã Pontes Mendonça
Vice-Diretor de Eventos
Kaemily de Freitas Ferreira
Diretora de Cheerleaders
Cristiele Rafaella Moura Figueiredo
Vice-Diretora Chreerleaders
Bruno Hadad Melo Dinelly
Diretor de Bateria
Maria Clara Mendonça Staff
Vice-Diretora de Bateria
CONTATO
Instagram: @devastadoraufac / @cheers.devasta
Twitter: @DevastadoraUfac
E-mail: devastaufac@gmail.com
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