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Mercado privado de saneamento é dominado por 4 empresas – 28/12/2024 – Mercado

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Thiago Bethônico

Quando o marco do saneamento foi aprovado em 2020, um dos principais objetivos era incentivar a entrada de novas empresas num setor até então dominado por companhias estaduais e municipais. De lá para cá, uma série de concessões foi feita e, apesar da chegada de grupos privados, o mercado vive outro tipo de concentração.

Hoje, 84% dos serviços privados de água e esgoto estão na mão de quatro companhias: Aegea, BRK, Iguá e Equatorial.

Alguns especialistas enxergam esse processo com naturalidade e atribuem a baixa diversidade de empresas a inseguranças regulatórias que ainda rondam o setor. No entanto, há quem veja características de oligopólio no atual cenário.

O Brasil tem hoje 1.648 municípios atendidos por operadores privados, segundo levantamento da Abcon (Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto). Isso representa um avanço de 466% desde o início do marco do saneamento.

Desse total, mais de 1.400 cidades estão com concessionárias ligadas a alguma das quatro maiores empresas do país.

A maior é a Aegea que, sozinha, detém quase metade do mercado privado de saneamento. Considerando os leilões recentes em que saiu vencedora —mas cuja operação ainda não começou de fato— a empresa está presente em mais de 760 municípios.

Em 2024, o grupo levou o leilão de concessão do Piauí e uma PPP (parceria público-privada) da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Com isso, vai atender 34 milhões de pessoas a partir do próximo ano.

O segundo maior grupo privado do saneamento é a Equatorial, que virou um gigante do setor após se tornar acionista de referência da Sabesp e entrar em 375 municípios paulistas. Antes, a companhia era responsável apenas pela concessão das 16 cidades do Amapá. Agora, detém 23% da fatia de mercado dos serviços de água e esgoto.

Já a Iguá está presente em mais de 120 municípios, o que representa 7%. Em setembro, venceu o leilão para operar em 74 cidades de Sergipe, no que será o maior contrato da companhia.

A BRK, antiga Odebrecht Ambiental, tem em seu portfólio operações em Pernambuco, Pará, Alagoas, Tocantins, Rio de Janeiro e outros estados, respondendo por 6,2% do mercado privado de saneamento.

Christianne Dias, diretora executiva da Abcon, diz achar natural que, no processo de abertura para o setor privado, haja uma concentração em algumas empresas num primeiro momento.

Segundo ela, processo semelhante ocorreu no setor elétrico e é provável que o Brasil veja uma diversidade maior de players nos próximos anos.

Christianne pondera que, embora os grandes leilões tenham um número reduzido de participantes, o mercado tem visto as companhias se revezarem nos contratos. “Cada hora uma leva.”

Sobre a perspectiva de que novas empresas entrem no mercado, a executiva lembra que, recentemente, a Acciona fez sua estreia no setor ao ganhar uma PPP com a Sanepar e que o Pátria Investimentos apresentou proposta no leilão de Sergipe.

“É um indício de que alguns investidores que olhavam para o setor elétrico agora estão olhando também para o saneamento”, afirma.

Na avaliação de Luana Pretto, presidente do Instituto Trata Brasil, um maior número de companhias tornaria o setor mais competitivo, elevando a régua de uma maneira geral.

No entanto, ela afirma que a pouca pluralidade ocorre por motivos como insegurança jurídica recente, pulverização de agências reguladoras e o fato de ser um setor intensivo em capital.

“Não é qualquer um que consegue colocar R$ 4,5 bilhões numa outorga. Isso naturalmente vai eliminar muitas empresas”, diz.

Já para Marcos Montenegro, coordenador do Ondas (Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento), o domínio de poucas empresas num segmento tão importante quanto água e tratamento de esgoto é visto com preocupação.

Ele lembra que defensores das privatizações argumentavam que o serviço era monopolizado em cada estado. A abertura de mercado, porém, não mudou essa configuração. “Há um avanço da oligopolização da prestação do serviço”, diz.

Marcos questiona onde está a competitividade prometida, destacando que mais de 90% da população que recebe serviço de uma empresa privada está nas mãos de uma concessionária ligada a Aegea, Iguá, BRK, Equatorial ou a Águas do Brasil.

“Isso é ruim, pois há muitos ovos na mesma cesta. Se um grupo desses tem algum problema, de financiamento, por exemplo, eventualmente haverá uma repercussão muito grande na prestação do serviço.”



Leia Mais: Folha

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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