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Mês de doações: Os sírios na Etiópia mantêm a tradição do Ramadã Iftar viva | Religião
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Adis Abeba, Etiópia – Imagens de Old Damasco e Aleppo adornam as paredes de um restaurante modesto escondido em Bole Michael, um bairro da classe trabalhadora perto do Aeroporto Internacional de Addis Abeba.
A conversa em árabe e amárica enche o ar, misturando -se com o chiamento de uma grelha assando um espeto gigante de shawarma e o óleo estalando em torno de kebeiba crocante (bolas de carne de bulgur e moídas).
Na cozinha, o chef sírio Ahmed Ibrahim e seus dois assistentes se preparam para a corrida da noite. Quando o sol começa sua descida, eles enchem cuidadosamente pequenas tigelas com hummus e datas para os hóspedes no restaurante e embalam refeições para aqueles que param buscando uma refeição grátis.
No Espírito do mês sagrado muçulmano do Ramadã, Ibrahim diz que está feliz em retribuir.
“Quando cheguei à Etiópia em 2020, não tinha um centavo em meu nome. Trabalhei em restaurantes até poder abrir o meu. Casei -me com uma mulher etíope e agora sou pai de duas filhas”, diz Ibrahim à Al Jazeera. “Este país se tornou um lar para mim.”
Mais de 5,5 milhões de sírios fugiram de sua terra natal desde 2011, quando a guerra eclodiu depois que o governo reprimiu uma revolta popular. A maioria dos sírios que deixou procurou refúgio em países vizinhos como Líbano, Turkiye e Egito.
Mas alguns se aventuraram ainda mais, para países como a Etiópia, onde menos de 1.500 sírios vivem.
A Al Jazeera abordou os serviços de imigração e cidadania da Etiópia para uma estimativa oficial, mas a agência se recusou a responder. Segundo a mídia local, muitos sírios permanecem não registrados e vivem no limbo.
Apesar desses desafios, Bole Michael ficou conhecido como um bairro sírio. Mais refugiados sírios encontraram seu caminho para lá, criando um ritmo familiar.
Suas ruas, em grande parte não pavimentadas e cheias de seixos e poeira, são o lar de refugiados somalis, sudaneses e iemenitas – alguns dos mais de um milhão de refugiados que vivem na Etiópia.
Nos últimos anos, as empresas sírias começaram a adicionar seus sotaques e sabores à área movimentada.
O restaurante de Ibrahim, chamado Síria, é um desses negócios. O homem de 34 anos chegou à Etiópia há cinco anos, depois que uma estadia de três anos no Sudão foi interrompida por agitações políticas lá. Abrir o restaurante, ele diz, era uma maneira de recriar uma fatia de casa no exílio, um lugar onde ele poderia servir os pratos de sua terra natal para aqueles que os apreciariam.
Durante o Ramadã, essa missão assume um significado ainda maior: dando.

“Teria sido ótimo se eu pudesse hospedar um IFTAR gratuito para todos os necessitados, como os que eu cresci vendo na Síria”, diz Ibrahim, referindo-se a uma tradição secular no Oriente Médio, onde os banquetes são montados nas ruas para oferecer comida grátis para transeuntes que quebram seu ramadã rápido.
“Mas isso seria difícil aqui, já que a pobreza é generalizada e somos apenas um pequeno negócio”, acrescenta.
“Em vez disso, durante o Ramadã, tentamos não afastar ninguém”, diz ele, explicando que o restaurante serve refeições gratuitas para os necessitados durante o mês sagrado. “É sobre comunidade e ajudar o mais rápido possível”, diz ele.
Quase um quarto dos 124 milhões de pessoas da Etiópia vivem abaixo da linha de pobreza.
Um gosto de generosidade de casa
Enquanto o Adhan ecoa de uma mesquita próxima, sinalizando o fim do jejum, Ibrahim começa a receber os clientes.
Entre eles está Zeynab Mohammed, mãe de quatro filhos da Síria que chegou à Etiópia no ano passado, depois de fugir de Cartum em meio a uma guerra civil contínua do Sudão. Desde que se estabelece em Addis Ababa, ela tentou ganhar a vida vendendo perfume caseiro nas ruas.
Fechando os olhos brevemente em oração, ela se aproxima de um fragrimento Shawarma de frango com batatas fritas.

“A vida aqui não é fácil”, diz Zeynab em silêncio. “Mas momentos como esse me lembram o lar. A generosidade, as refeições compartilhadas – é algo que carregamos conosco da Síria, e ainda está vivo aqui.”
Sentado ao lado dela está Salem Berhanu, um amigo etíope e rosto familiar no bairro. Berhanu costuma se juntar aos recém -chegados em restaurantes locais, ocasionalmente pagando por sua comida quando ele pode. Ele é bem conhecido entre as crianças locais que se reúnem ao seu redor, conversando em amárico.
Berhanu diz que gosta de ver sírios na Etiópia. “É lindo, especialmente durante o Ramadã, porque nos dá a chance de conhecer novas pessoas e ter conversas significativas”, diz ele.
Enquanto muitos sírios dizem que se sentiram bem -vindos na Etiópia, os desafios permanecem imensos.
Em uma mesa próxima, outro refugiado sírio, Aisha Abdul, lembra seus primeiros anos no país. Ela chegou a Addis Ababa após uma perigosa viagem de ônibus do Sudão, durante a qual se escondeu de combatentes que às vezes atacavam comboios.
Três anos atrás, ela e outros fiéis em uma mesquita local em Bole Michael foram convidados para um IFtar apresentado pelo primeiro -ministro da Etiópia Abiy Ahmed – um momento que, para ela, parecia uma tábua de salvação após anos de deslocamento.
Agora, ela vende carvão perfumado ao lado de outros refugiados sírios, geralmente em paradas de trânsito e pontos de encontro lotados.

Em um dia médio, ela diz, ganha cerca de US $ 5, embora em bons dias, ela ganha mais com a ajuda de seus filhos.
“A Etiópia é um país muito acolhedor, e as pessoas são maravilhosas. Mas também pode parecer um beco sem saída”, diz ela. “Não há ajuda, e encontrar um emprego é difícil, muitos de nós acabam fazendo um trabalho humilhante apenas para sobreviver”.
Gratidão em uma nova terra
Em Bethel, um bairro mais calmo e mais rico dos arredores ocidentais de Addis Abeba, uma dançarina aérea inflada com um bigode grosso de marca registrada e uma fez vermelha sinaliza que Syriana, outro restaurante sírio popular, está aberto.
No interior, bandejas de kunafa crocantes e cheias de creme e baklava ensinada a xarope estão em exibição e, como as abordagens de Eid al-Fitr para marcar o fim do Ramadã, biscoitos e biscoitos tradicionalmente assados para a ocasião foram adicionados, mantendo vivos os costumes sírios de longa data.
Os clientes etíopes, principalmente jovens, se reúnem em mesas redondas. Muitos foram atraídos lá pelo canal Tiktok do proprietário de 21 anos, Ahmed Abdulkader, que transformou os negócios de sua família em um local procurado.
Durante o Ramadã, no entanto, Syriana também recebe visitantes menos afortunados.

“Doamos tudo o que podemos, incluindo refeições em todo o Ramadã para qualquer pessoa necessitada”, diz Abdulkader à Al Jazeera, explicando que eles confiam no boca a boca para identificar aqueles que podem precisar de ajuda. “Tentamos ser bons cidadãos e ajudar o mais que pudermos”, acrescenta.
Enquanto milhares de refugiados sírios em todo o mundo voltaram para casa com a queda do regime do ex-presidente Bashar al-Assad em 8 de dezembro, Abdulkader-como Ibrahim-passou a pensar na Etiópia como em casa.
Fluente em amárico, Abdulkader chegou à Etiópia aos oito anos de idade, logo após o início da guerra na Síria. Ele freqüentou a escola na Etiópia, aprendeu o idioma e se adaptou ao seu país adotado. Graças à sua presença nas mídias sociais, ele se tornou uma espécie de nome familiar, e sua família está pensando em expandir para outras partes de Addis Abeba.
Enquanto os sírios se tornaram conhecidos por suas contribuições para as cenas culinárias no Egito, Líbia, Jordânia e outros lugares, aqueles que se estabeleceram na Etiópia tiveram que superar barreiras linguísticas e gostos locais desconhecidos.
Grato pelo sucesso de sua família, Abdulkader diz que este mês oferece a ele a chance de refletir e retribuir.
“O Ramadã me permite conectar com meus clientes em nível pessoal e oferecer comida a qualquer pessoa, independentemente de sua capacidade de pagar”, diz ele.
Esta peça foi publicada em colaboração com Egab.
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Ufac sedia encontro nacional de estudantes de Nutrição — Universidade Federal do Acre
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30 de outubro de 2026A Ufac sedia, a partir desta sexta-feira, 30, até domingo, 1, no campus-sede, a Reunião de Órgãos da Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição (Enen) e o 13º Encontro Nacional de Centros e Diretorias Acadêmicas de Nutrição (Roneban). Realizado pela primeira vez no Acre, o encontro reúne estudantes de diferentes instituições do país.
A solenidade de abertura teve a participação do reitor Josimar Ferreira. Ele destacou o apoio institucional às iniciativas estudantis, a participação dos acadêmicos nas discussões sobre os rumos da universidade e disse que a gestão tem priorizado o diálogo com a comunidade acadêmica e o fortalecimento dos espaços de representação dos estudantes.
Josimar também abordou a ampliação do quadro docente e a criação de condições para a oferta de pós-graduação em Nutrição, além de ressaltar a importância estratégica da nutrição para a Amazônia, considerando as possibilidades de pesquisa sobre alimentação regional e políticas públicas.
A programação inclui apresentação de trabalhos científicos, mesas de debate, rodas de conversa, oficinas, atividades formativas e espaços de deliberação e integração estudantil. Os trabalhos são apresentados nas modalidades de resumo simples, resumo expandido e relato de experiência.
As apresentações contemplam nutrição clínica, alimentação coletiva, saúde coletiva, ensino, pesquisa, extensão e movimento estudantil. Entre os temas estão o Sistema Único de Saúde, a segurança alimentar e nutricional, a educação, a ciência e os desafios da formação profissional. O encontro também busca fortalecer a articulação entre centros e diretórios acadêmicos e ampliar a participação estudantil nas discussões sobre políticas relacionadas à nutrição.
A presidente do Centro Acadêmico de Nutrição Josué de Castro (Canutri), Érica de Paiva, destacou a importância de receber um encontro nacional no Acre e de aproximar os estudantes, especialmente os calouros, das discussões do movimento estudantil. Ela também ressaltou o papel do Canutri na representação dos alunos e na interlocução com a coordenação do curso para encaminhar suas demandas.
A representante da região Norte na reunião da Enen, Lauane Rodrigues Saraiva, destacou a dimensão nacional da entidade, que, segundo relatou, atua em diferentes estados a cada ano. Lauane defendeu o fortalecimento da representação estudantil nas diversas regiões do país e a participação de acadêmicos de instituições públicas e privadas. “O movimento estudantil não é só da rede pública, é de todos os estudantes.”
Formação e participação
A pró-reitora de Graduação, Danila Torres, destacou que a participação nas entidades estudantis contribui para uma formação que vai além dos conhecimentos técnicos adquiridos em sala de aula.
“A universidade é muito diversa, não é só ensino, pesquisa e extensão. Ela é política, é social, precisa dessa referência.” Segundo Danila, as experiências de organização e representação estudantil contribuem para o amadurecimento acadêmico e para a formação de profissionais mais preparados para o mercado de trabalho.
A coordenadora do curso de Nutrição da Ufac, Flávia Santos Batista Dias, reforçou a importância do protagonismo estudantil e da participação dos acadêmicos em espaços de discussão e construção coletiva. “A universidade não é só um campo de formação, mas também de desenvolvimento do senso crítico, da discussão crítica, da participação social, desse protagonismo estudantil juntamente com as entidades.”
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Ufac promove recepção de alunos ingressantes no 2º semestre — Universidade Federal do Acre
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30 de outubro de 2026A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, promoveu, nessa quinta-feira, 29, e nesta sexta-feira, 30, a recepção dos estudantes que ingressam no segundo semestre letivo de 2026, dos cursos de Nutrição, Música, Jornalismo, Filosofia, Medicina, Engenharia Florestal, Engenharia Elétrica, Saúde Coletiva e Letras/Espanhol. A programação ocorreu nas salas de aula, com acolhimento musical, dinâmicas de entrosamento e espaços de diálogo aberto sobre as expectativas e os desafios da vida universitária.
Os discentes receberam o kit estudantil da Ufac, com personalizações exclusivas de acordo com a identidade de cada curso, desenvolvidas por veteranos. O evento também abriu espaço para a participação de estudantes indígenas, promovendo debates sobre interculturalidade, inclusão e valorização da diversidade no ambiente universitário.
O reitor Josimar Ferreira destacou o programa Reitoria de Portas Abertas, que visa garantir uma escuta qualificada para aproximar os alunos das demandas acadêmicas. “É um dia feliz de entender que o sonho deles de chegar à universidade virou realidade e que o nosso papel enquanto gestão é cultivar esse sonho, oportunizando a assistência estudantil, uma alimentação mais adequada e salas de aula apropriadas ao ensino-aprendizado.”
A pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli, disse que o momento é um marco fundamental no percurso acadêmico dos ingressantes. “Recebemos esses estudantes mostrando que eles enfrentaram muitos desafios para chegar até aqui, conquistaram com mérito sua vaga e agora podem contar com toda a estrutura da universidade, com as pró-reitorias e com a administração superior para concluir o curso.”
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac celebra Dia do Servidor com entrega de crachás institucionais — Universidade Federal do Acre
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30 de outubro de 2026A Ufac entregou crachás institucionais nessa quinta-feira, 29, durante a comemoração do Dia do Servidor Público (28 de outubro), no Teatro Universitário, campus-sede. Seis servidores com mais tempo de casa, das diferentes categorias profissionais da universidade, receberam os documentos de forma simbólica.
A Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep) escolheu os homenageados pelo critério de antiguidade. A iniciativa buscou reconhecer a trajetória dos trabalhadores e apresentar os novos documentos de identificação como símbolo de pertencimento à instituição.
Entre os técnico-administrativos, foram homenageados Maria Perpétua Socorro Noronha Mendonça, servidora desde 1978, e Carlos Araújo de Assis, desde 1979. No magistério superior, os representantes foram os professores Lindinalva Messias do Nascimento Chaves, docente desde 1980, e Manoel Coracy Saboia Dias, desde 1989. Os docentes do ensino básico, técnico e tecnológico foram representados pelos professores Simone Delgado Tojal, desde 2004, e Arivaldo d’Ávila de Oliveira, desde 2012.
“Hoje é um dia histórico. Comemoramos o Dia do Servidor e, ao mesmo tempo, a conquista do nosso adicional de fronteira. É uma comemoração em dose dupla”, disse o reitor Josimar Ferreira. Ele se referiu à medida provisória n.º 1.375/2026, aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado nos dias 27 e 28, que inclui docentes e técnico-administrativos das instituições federais de ensino entre os beneficiários do adicional, pago a servidores em localidades estratégicas, como municípios da Amazônia Legal. O texto aguarda sanção presidencial.
Segundo o reitor, a medida reconhece a necessidade de fixar profissionais em regiões de fronteira e de difícil acesso, como o Acre. “A partir de agora, vamos atrair muitos servidores interessados em vir para a Amazônia, em especial para as regiões de fronteira, já que esse adicional fortalece a permanência e a fixação de profissionais”, afirmou.
Para o técnico-administrativo em educação Gilvan Martins do Nascimento, a data também é uma oportunidade de reconhecer o trabalho feito diariamente pelos profissionais da universidade. Ele destacou a satisfação de contribuir com a instituição e com a comunidade universitária. “Sou muito grato por poder servir sempre, da melhor forma possível.”
A programação teve recepção aos servidores, café da manhã, exibição de vídeo em homenagem aos trabalhadores da instituição, pronunciamentos de representantes da comunidade universitária e sorteios. Também participaram da comemoração integrantes da gestão superior da Ufac e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do 3º Grau do Acre.
Galeria de fotos Dia do Servidor Público, 2026: campus Floresta
Galeria de fotos Dia do Servidor Público, 2026: campus-sede (1)
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