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Mesmo com aulas, restaurante da Ufac anuncia recesso de 14 dias e estudantes reclamam: ‘cadê o planejamento?’

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Mesmo com aulas marcadas até a próxima semana, o Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, anunciou que entra em recesso de fim de ano na próxima segunda-feira (19) até o dia 1º de janeiro de 2023.

O anúncio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) foi publicado nas páginas oficiais do RU e da Ufac e gerou uma série de críticas por parte dos estudantes. Isso porque as aulas seguem até o dia 23 de dezembro, segundo calendário acadêmico, e eles alegam que não vão ter condições de comer com o restaurante fechado.

Uma das justificativas, segundo a Proaes, é que com o bloqueio de valores anunciado pelo Ministério da Educação, a Ufac está impedida de empenhar gêneros alimentícios, o que acarreta o comprometimento da entrega de alimentos pelas empresas.

A refeição no Restaurante Universitário custa R$ 1, tanto café da manhã, como almoço e janta. Com o recesso, os estudantes teriam que fazer essas refeições em quiosques pela Ufac, o que custaria muito mais.

No comunicado, a pró-reitoria afirma ainda que durante o recesso vão ser feitos serviços de manutenção no prédio do restaurante. O g1 entrou em contato com a Ufac para saber se, após a repercussão negativa, a medida será revista, e foi informado que a instituição vai se manifestar ainda neste sábado (17) por meio de nota.

Nas redes sociais, estudantes criticaram recesso do RU uma semana antes do recesso acadêmico — Foto: Reprodução

Nas redes sociais, estudantes criticaram recesso do RU uma semana antes do recesso acadêmico — Foto: Reprodução

Nas redes sociais, um dos acadêmicos criticou o recesso do local uma semana antes do recesso dos estudantes. “Parem as atividades acadêmicas também então. Cadê o planejamento de vocês que não viram isso? RU entrando de recesso uma semana antes do recesso acadêmico? Vocês não enxergam isso?”, publicou.

“Quem vai ter todo dia quase 30 reais por dia para gastar no quiosque com café e almoço e, às vezes, quem fica direto, com a janta?”, questionou outra estudante.

Os acadêmicos também lançaram um formulário para apresentar um requerimento pela suspensão das aulas em função do fechamento do restaurante.

Segundo a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, as atividades do RU vão ser suspensas nesse período pelos seguintes motivos:

  • Foi destinada emenda parlamentar para manutenção da estrutura física do RU, que propiciará a melhoria do espaço. A primeira fase da execução da emenda precisa ocorrer no ano corrente, caso contrário haverá atraso na segunda fase e grande risco de perda dos recursos orçamentários destinados para tal;
  • Como é sabido, com o bloqueio do saldo para realização de empenhos, a Ufac está impedida de empenhar gêneros alimentícios, o que acarreta o comprometimento da entrega de alimentos pelas empresas;
  • Em relação ao recurso financeiro do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), recentemente desbloqueado, a Proaes informa que este foi utilizado em sua integralidade para pagamento de bolsas e auxílios.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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