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Metade dos enfermeiros referem ser vítimas de violência sexista e sexual no contexto da sua prática

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Metade dos enfermeiros referem ter sido vítimas de violência sexista e sexual (VSG) no contexto da sua prática, sendo o agressor um paciente, um cuidador, um visitante ou um superior hierárquico, segundo um inquérito da Ordem dos Enfermeiros publicado quarta-feira, 11 de dezembro. .

Questionado na sequência de #MeTooHopital, onda de depoimentos que ocorreu na primavera no setor saúde21 mil enfermeiros – 12% homens –, funcionários públicos, privados ou liberais, constituindo uma coorte “bastante representativo” da profissão, respondeu de 13 a 29 de setembro, declarou a presidente da ordem, Sylvaine Mazière-Tauran, em entrevista coletiva.

Entre eles, 49% dos entrevistados, ou 53% das mulheres e 24% dos homens, afirmaram já ter sido vítimas de pelo menos um tipo de VSG, com alguns relatando vários. Assim, 39% dos entrevistados sofreram “pensamentos inadequados”21% de “ultrajes sexistas” (propostas ultrajantes, comentários homofóbicos, zombarias, etc.), 4% de agressões sexuais e 0,13% de estupros. Quatro em cada dez afirmam ter sofrido atos de violência “repetidamente” e 6% “regularmente”.

A grande maioria das vítimas acusa outro profissional de saúde (47% dos inquiridos, várias respostas possíveis) ou um paciente (60%), mas pode ser um visitante (26%), outro enfermeiro (15%) ou um administrativo (3%). ) ou gerente direto (14%).

Os fatos muitas vezes tiveram impacto na saúde e na vida íntima. Provocaram um sentimento de insegurança no trabalho (37% dos inquiridos), modificaram a relação com o trabalho, nomeadamente em termos de motivação ou absentismo (14%) ou mesmo provocaram uma mudança de atividade (12%).

Apenas 2% apresentaram reclamação

Após a VSG, 38% das vítimas declaram “não ter tomado nenhuma atitude” principalmente por “medo de repercussões” em sua carreira ou “para não ser ouvido”. Apenas 2% apresentaram reclamação. A maioria das vítimas sente que não conhece suficientemente os seus direitos e os passos a tomar.

Depois de um “#MeToo saúde mais focada no hospital”a investigação mostra que “profissionais liberais também são vítimas” e deve ser levado em conta, sublinhou Mmeu Mazière-Tauran.

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A ordem dos enfermeiros oferece diversas medidas, incluindo formação para todos os profissionais de enfermagem e administrativos, a partir dos estudos. Pretende realizar uma campanha de informação junto dos enfermeiros sobre os seus direitos. Desde 2023, as vítimas podem denunciar factos online nos seus “espaço profissional ordinal”, então ser acompanhado por “Referentes VSS”.

O despacho pretende também melhorar a coordenação com os serviços policiais e de justiça, instituindo “sistemas de declaração simplificados próximos do terreno”modificar o código de ética para permitir que um enfermeiro “retirar” monitorar um paciente em caso de perigo, ou mesmo reforçar sanções administrativas, incluindo “preventivo”contra os autores.

“Temos que acabar com este tipo de cultura” rifle, sexualizado, “que persiste na imagem da enfermeira”concluiu o presidente, deplorando uma “desrespeito à profissão” sob o manto do humor que “não faz ninguém rir”.

O mundo com AFP

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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