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Milei usa Mercosul para novo ataque de seu governo

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Milei usa Mercosul para novo ataque de seu governo

Matheus Leitão

O machistoide presidente da Argentina, Javier Milei, resolveu jogar suas mãos preconceituosas contra mulheres dos países membros do Mercosul, seguindo a sistemática política de desrespeito que faz em seu país.

Depois de extinguir o Ministério das Mulheres, desmantelar os programas de Estado sobre violência de gênero e dar ordens para que haja a eliminação do conceito legal de feminicídio, Milei iniciou movimento semelhante na organização intergovernamental sul-americana.

Segundo revela o jornalista Jamil Chade, nesta quinta, 20, a Argentina, que preside o Mercosul no primeiro semestre de 2025, congelou trâmites tradicionais do bloco, como a reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher da organização que acontecem neste período.

Não há sinalização de que a reunião irá acontecer. Na verdade, tudo indica, segundo diplomatas ouvidos pela coluna, que Milei fará esse atropelo nos outros países membros do Mercosul.

Isso mostra como a extrema-direita age de forma organizada ao redor do mundo. Basta lembrar que Donald Trump tem feito movimentos políticos semelhantes nos Estados Unidos, assim como, em alguns momentos de seu governo, também agiu Jair Bolsonaro.

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Em meio a esse quadro desolador, o presidente Lula erra ao não conseguir fazer uma postura de contraponto aos líderes ultradireitistas. É pior do que isso: o petista tem feito declarações machistas e misóginas reiteradamente em seu terceiro mandato.

O mês do Dia Internacional da Mulher neste 2025, celebrado no último 8 de março, tem um significado ainda mais importante do que os de anos anteriores. Mais do que nunca é preciso resistir, denunciar e condenar práticas de violência de gênero.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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