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Milhares de aves marinhas mortas estão aparecendo nas praias da Austrália. Pesquisadores querem saber por quê | Ambiente

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Petra Stock

Milhares de cagarros estão mortos nas praias da costa leste australiana e os investigadores não têm certeza da causa e da escala destes “naufrágios” de aves marinhas.

A cada primavera, cerca de 20 metros de cagarras, também chamadas de yula ou aves de carneiro, voam 15 mil quilômetros de volta ao sul da Austrália, vindos do hemisfério norte. Desde o final de Outubro, cagarros mortos têm aparecido nas praias do sudeste de Queensland, seguidos de relatos semelhantes em Nova Gales do Sul e Victoria nas últimas semanas.

A doutora Lauren Roman, que pesquisa cagarras no Instituto de Estudos Marinhos e Antárticos da Universidade da Tasmânia, disse que entender quantas aves morreram e se foi um evento de mortalidade normal ou em massa era “complicado”.

Em grande número, estes eventos de mortalidade são chamados de naufrágios de aves marinhas, disse ela.

Os destroços de cagarras são conhecido por ocorrer durante sua migração anual, ela disse, mas os smartphones e as mídias sociais aumentaram a conscientização das pessoas.

“Há uma percepção de que os eventos de mortalidade estão a aumentar, mas é muito difícil dizer se esse é realmente o caso, ou apenas em função de uma maior consciencialização.

“Se eles estiverem bem no meio do Mar da Tasmânia, a centenas de quilômetros da costa, e houver um grande evento de mortalidade, não veremos isso.”

Mesmo uma pequena parte da população que morreu perto da costa poderia resultar em dezenas ou centenas de pessoas a aparecerem nas praias.

“Se há ou não mais mortalidade do que no passado é muito difícil de quantificar”, disse ela.

A pesquisadora do Adrift Lab, Jennifer Lavers, estimou que o número de aves marinhas adultas “levadas pela água, morrendo nas praias” estava na casa das “centenas ou milhares” este ano, com base em análises iniciais de cientistas cidadãos relatórios.

Os eventos de mortalidade em massa foram incomuns para aves marinhas com longa expectativa de vida e não “faziam sentido do ponto de vista evolutivo”, disse ela.

As aves que estavam chegando estavam emaciadas, disse Lavers, o que indicava que os animais estavam lutando para encontrar comida suficiente.

Roman disse que houve um evento significativo de mortalidade em massa em 2013, onde milhões de aves marinhas morreram. Os relatórios recentes não estavam na mesma escala.

Acredita-se que o evento de 2013 esteja associado a um evento de calor anormal no norte do Oceano Pacífico chamado “a bolha”.

“Sabemos que isso também causou uma cascata de mortalidade de aves marinhas no hemisfério norte, e as fases iniciais desse evento coincidiram com o momento em que as cagarras também estavam lá antes de iniciarem a sua migração”, disse Roman.

As autoridades disseram que a cepa altamente patogênica e transmissível da gripe H5N1 não foi detectada nas cagarras encontradas nas praias locais. Fotografia: Mary-Anne Lea

O Dr. Eric Woehler, que pesquisa aves marinhas há mais de quatro décadas, disse que os naufrágios das cagarras ocorriam frequentemente no outono, quando os jovens faziam o seu primeiro voo para norte, e ocasionalmente na primavera, quando as aves adultas regressavam. O momento, a duração e o número de aves vistas em eventos de mortalidade variaram de ano para ano, disse ele.

“Acreditamos que essas aves, em particular, não tinham comida suficiente e basicamente iniciaram a migração com reservas corporais insuficientes”, disse.

As cagarras vivem até mais de 40 anos, portanto a perda de adultos provavelmente teve um impacto maior na população em geral devido à perda do esforço reprodutivo, disse Woehler. As aves marinhas põem apenas um ovo por casal reprodutor, criando um filhote por ano.

A Tasmânia e as ilhas do Estreito de Bass eram um reduto da espécie.

As autoridades também estavam em alerta para a estirpe altamente patogénica e transmissível da gripe H5N1, mas esta ainda não tinha sido detectada na Austrália, nem nas cagarras encontradas nas praias locais.

Roman disse que os pesquisadores estão trabalhando duro para desvendar os fatores e implicações dos naufrágios.

Esses eventos podem ser dolorosos de se testemunhar, disse ela, mas as pessoas não deveriam ficar alarmadas ainda. “Se você encontrar um ou dois mortos, não me preocuparia muito com isso, porque isso é natural nesta época do ano.”

Os banhistas devem evitar tocar em pássaros mortos ou deixar seus animais de estimação interagirem com eles.

As pessoas poderiam entrar em contato com os cuidadores da vida selvagem se vissem aves vivas que parecessem estar em apuros e poderiam relatar um maior número de aves marinhas mortas à linha direta de encalhe de animais marinhos do seu estado.



Leia Mais: The Guardian

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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