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Milhares vão às ruas em todo país para apoiar Bolsonaro e seu governo

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Ao menos 12 estados e o Distrito Federal registraram neste domingo (26) atos em favor do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Os grupos que tomam as ruas defendem propostas como reformas ministeriais e da previdência, além do pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro.
Até 12h30 (Brasília) já haviam começado atos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Acre, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso e Paraná, além do Distrito Federal.
No Rio, orla de Copacabana é palco dos manifestantes
No Rio de Janeiro, por volta das 11h (Brasília) milhares de pessoas tomavam a orla de Copacabana no ato em apoio ao presidente, que se espalhou por sete quarteirões da Avenida Atlântica. Os manifestantes usavam, em maioria, roupas com as cores e a bandeira do Brasil.
Na altura do posto 5, diversos carros de som se concentraram, assim como na região da rua Xavier da Silveira. Em seus primeiros momentos, o ato em favor do presidente no Rio de Janeiro acontecia de maneira pacífica.
Além do ato na capital, ainda foram registrados atos em Resende, Volta Redonda e Três Rios no sul do Estado. No interior, ainda de manhã, manifestantes se reuniram próximos à Igreja Nossa Senhora do Rosário, no BR 101.
Já no Norte Fluminense, pessoas se reuniram em Macaé, cerca de 5 mil, e em Campos dos Goytacazes, cerca de 200. Os atos ocorreram pela manhã.
Enquanto grupos de direita se reuniam na manhã deste domingo (26) na praia de Copacabana para manifestar apoio a Jair Bolsonaro (PSL), o presidente compareceu a um culto na Igreja Batista Atitude, no Recreio dos Bandeirantes.
Bolsonaro está no Rio desde sábado (25), quando desembarcou na cidade para ir à cerimônia de casamento do seu filho, o deputado federal Carlos Bolsonaro (PSL-SP).
O presidente chegou à igreja por volta de 11h. Foi muito aplaudido por cerca de 3.800 fiéis. O culto foi ministrado pelo pastor Josué Valandro Júnior, líder da igreja frequentada pela primeira-dama Michelle Bolsonaro.
“A nossa bandeira jamais será vermelha”, cantaram, em uma referência ao PT.
Em Brasília, manifestantes exibem cartazes de apoio à reforma da Previdência
Muitos dos apoiadores vestem camisas da seleção brasileira e trazem cartazes em apoio à reforma da Previdência e ao projeto de lei de endurecimento de penas do ministro Sergio Moro, o chamado pacote anticrime.
O centrão também é um dos alvos dos manifestantes. De um dos carros de som em frente ao Congresso, um dos organizadores do ato gritou: “Fora centrão, bando de ladrão.”
Outro manifestante trouxe uma faixa acusando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de “boicote” às reformas do governo Bolsonaro.
“Maia & centrão & esquerdistas & MBL boicotam as reformas de crescimento do Brasil”, diz a faixa.
Em Belo Horizonte, manifestantes criticam STF e centrão
“Se gritar pega centrão, não fica um meu irmão”, “não é corte, é contingência”, “Brasil acima de tudo, STF abaixo de todos” e “respeitem meu presidente” são algumas das frases nas faixas exibidas na praça da Liberdade, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
Manifestantes já enchiam o local antes mesmo do horário marcado para o protesto a favor do governo de Jair Bolsonaro (PSL).
Em um carro de som, um organizador diz que o ato começaria às 10h30 e que os manifestantes farão uma contagem até 17. Na hora do 13 (número do PT), a ordem é que fiquem todos calados. Na hora do 17, os manifestantes soltarão balões verde e amarelo.
Camisetas do Brasil e com as cores verde e amarelo são a marca do protesto até aqui. As bandeiras do Brasil aparecem na forma tradicional, mas também estão sendo vendidas com escudos dos times de futebol Cruzeiro e Atlético-MG.
O ato a favor do governo Bolsonaro terminou com a saída dos carros de som, por volta das 13h30. Manifestantes queriam seguir, mas do alto do carro de som avisaram que o tempo contratado havia terminado.
Segundo organizadores, cerca de 30 mil pessoas se reuniram na praça da Liberdade neste domingo (26). A Polícia Militar não passa estimativas.
Com o começo da dispersão, alguns carros seguiram dando voltas na praça. Um deles liderou uma multidão ao som do hino nacional -tocado vários vezes durante o ato.
Outro, alternava músicas conhecidas da época de campanha como “O mito chegou” com “Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Moro”, no tom de cantos de estádios de futebol.
Ao fim do ato, alguns manifestantes seguem na praça da Liberdade.
Em Belém, PM estima 15 mil manifestantes
A Polícia Militar estimou entre 10 mil a 15 mil os manifestantes que foram às ruas em Belém em ato a favor do presidente Jair Bolsonaro. A frente Endireita Pará, responsável pela organização do protesto, disse que 20 mil teriam participado.
Após concentração na Escadinha do Comércio, os participantes percorreram por três horas as avenidas Presidente Vargas, Nazaré e Doca de Souza Franco, no Umarizal, onde o ato dispersou, por volta das 12h30.
O ato não teve registros de ocorrências ou confrontos. Durante a caminhada, os participantes oraram e cantaram o Hino Nacional e o jingle da campanha de Bolsonaro à presidência.
Em cartazes caseiros, faixas pintadas e plotagens, mensagens davam apoio à Reforma da Previdência, às políticas anticrime de Sérgio Moro e também pediam apoio do Congresso Nacional às propostas de Bolsonaro.

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