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Milícia aliada ao exército sudanês acusada de executar homens em Cartum | Sudão

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Zeinab Mohammed Salih in N’Djamena

Parentes e grupos de direitos humanos acusaram combatentes de uma força paramilitar islâmica alinhada com o exército sudanês de executar dezenas de jovens sob suspeita de cooperarem com as Forças de Apoio Rápido na área de Cartum.

Os supostos assassinatos ocorreram em setembro, depois que os combatentes cruzaram uma ponte sobre o rio Nilo para a cidade de Cartum, no norte, vindos da vizinha Omdurman, após semanas de tentativas.

Segundo a população local, os combatentes da brigada Al-Bara’ ibn Malik prendeu os homens no bairro de Halfaya. Eles disseram que alguns dos homens foram mortos imediatamente, enquanto outros foram levados sob custódia na base militar de Surkab, em Omdurman.

A grande área de Cartum consiste nas cidades de Cartum, Cartum Norte e Omdurman. A maior parte de Omdurman está sob controle do exército, mas partes do oeste da cidade são controladas pela RSF, uma força paramilitar. Nos últimos meses, o exército lançou uma campanha para tentar retomar territórios controlados pelas RSF em Cartum e Cartum Norte.

No dia dos alegados assassinatos, a população local disse que juristas islâmicos foram vistos viajando com o Al-Bara’ ibn Malik e emitindo fatwas para atirar e matar homens acusados ​​de cooperar com a RSF. As fatwas basearam-se nos testemunhos de dois homens que viviam na área e que alegadamente afirmaram que os homens estavam a cooperar com a RSF.

Mapa

Asmaa Mubarak* disse que um dos seus primos foi morto. Ela disse que o jovem de 18 anos e sua família imediata, que eram de Cartum Norte, fugiram para o sul, para a cidade de Wad Madani, quando a guerra entre o exército e a RSF estourou em abril de 2023. Mais tarde, eles retornaram ao Triângulo de Cartum. -área da cidade para morar com parentes em Omdurman.

De acordo com Mubarak, seu primo decidiu atravessar para Cartum Norte para proteger a casa da família de saqueadores ao saber que os combates haviam diminuído.

Ela disse: “O pai dele pediu-lhe que ficasse com eles, mas ele insistiu em voltar, dizendo-lhes que todos os seus colegas estavam lá guardando suas casas”. Mubarak também afirmou que o pai de seu primo foi informado pela população local que se ele tentasse entrar em Halfaya para recuperar o corpo de seu filho para o enterro, ele também seria morto.

Mubarak disse que a família decidiu dizer que seu primo morreu devido a uma bala perdida porque estava preocupada com o estigma social dos rumores de que ele estava trabalhando com a RSF.

Nuvens de fumaça sobem durante confrontos entre as Forças de Apoio Rápido e o exército em Cartum, em setembro. Fotografia: Reuters

Um refugiado sul-sudanês chamado John foi morto no mesmo dia, segundo Mubarak. “John cresceu na região e sua família não podia fugir do país, eles não tinham dinheiro para isso”, disse ela.. “O batalhão Al-Bara entrou e acusou-o de trabalhar também com a RSF. Ele foi chamado de escravo.”

Mubarak disse estar preocupada com as pessoas que vivem em Shambat, outro bairro no Norte de Cartum que poderia cair nas mãos do exército, a menos que “as pessoas interviessem para proteger aqueles que não podiam fugir, mas tinham de permanecer sob a mercê da RSF”.

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Outra mulher disse que um dos seus irmãos foi morto durante o avanço do exército para Halfaya e outro foi levado para a base de Surkab – ambos com base numa alegada cooperação com a RSF. A mulher disse que ambos eram civis e que não cooperaram com a RSF.

A Frente Democrática dos Advogados do Sudão, um grupo de direitos humanos, disse sobre os alegados assassinatos: “Pensamos que este é um claro crime de guerra e exigimos que seja aberta uma investigação abrangente para descobrir quem são os perpetradores e para rastrear aqueles que o cometeram. .”

Um porta-voz do escritório do alto comissário para os direitos humanos da ONU disse no mês passado que estava investigando relatos de que dezenas de civis haviam sido mortos na área metropolitana de Cartum. Acrescentaram que o especialista do comissário no Sudão, Radhouane Nouicer, levantou repetidamente preocupações sobre a protecção de civis junto das autoridades sudanesas.

A brigada Al-Bara’ ibn Malik está envolvida na guerra civil sudanesa desde o seu início. É liderado por jovens islâmicos que fizeram parte do movimento islâmico que governou o país durante 30 anos sob o ex-presidente Omar al-Bashir. Isto foi contactado para comentar as alegações de Cartum Norte.

O Brig Gen Nabil Abdallah, porta-voz do exército sudanês, disse que os soldados do exército não estiveram envolvidos em quaisquer alegadas execuções extrajudiciais em Cartum Norte. Ele também acusou Tagadum – uma coligação pró-poder civil que está envolvida em negociações de paz – de orquestrar uma campanha difamatória contra o exército e de fazer eco da propaganda da RSF.

A guerra entre a RSF e o exército regular, que eclodiu em abril de 2023ceifou a vida de dezenas de milhares de pessoas, milhões de deslocadose deixou o país do nordeste africano à beira da fome. O exército e a RSF foram acusados ​​de atacar civis no decorrer dos combates.

Na segunda-feira, um alto funcionário da ONU alertou que a comunidade internacional não conseguiu compreender a gravidade da crise. Os esforços diplomáticos “não são proporcionais às necessidades”, disse Mamadou Dian Balde, que coordena a resposta da agência da ONU para os refugiados à crise no Sudão. Ele disse à Agence France-Presse que não acha que o mundo perceba “a gravidade da crise sudanesa”, nem o seu impacto.

*Os nomes foram alterados



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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