ACRE
Militares dos EUA alteram registros de dispensados com ‘Não pergunte, não conte’ | Notícias LGBTQ
PUBLICADO
1 ano atrásem
O secretário de Defesa diz que a medida ajuda a “reparar os danos” causados pela política, que forçou os militares LGBTQ a esconderem as suas identidades.
Os militares dos Estados Unidos atualizaram os registos dos militares dispensados ao abrigo de uma antiga política anti-LGBTQ conhecida como “Não pergunte, não conte”, num esforço para fazer as pazes.
O secretário da Defesa, Lloyd Austin, disse na terça-feira que 851 militares que perderam seus cargos sob “Não pergunte, não conte” tiveram seu status alterado para “dispensa honrosa”.
Aqueles que receberam dispensas em categorias diferentes de “honrosas” muitas vezes perderam benefícios militares, que vão desde fundos educacionais, cuidados de saúde, pensões e outras formas de compensação.
“Corajoso Americanos LGBTQ há muito que se voluntariam para servir o país que amam. Algumas dessas tropas foram administrativamente separadas do serviço militar sob a agora revogada política ‘Não pergunte, não conte’”, disse o declaração lê.
“Sob a liderança do presidente (Joe) Biden, o Departamento de Defesa tomou medidas extraordinárias para reparar os danos causados por ‘Não pergunte, não conte’ e outras políticas a esses ex-membros do serviço.”
Sob @POTUS‘ liderança, o Departamento de Defesa tomou medidas extraordinárias para reparar os danos causados por “Não pergunte, não conte” e outras políticas a ex-membros do serviço que são LGBTQ +. Leia minha declaração completa: pic.twitter.com/3wbh8nI3pP
– Secretário de Defesa Lloyd J. Austin III (@SecDef) 15 de outubro de 2024
A mudança é o mais recente esforço para abordar o legado do política discriminatóriaque foi emitido pelo presidente democrata Bill Clinton em 1994.
A diretiva permitia que pessoas LGBTQ servissem nas forças armadas, desde que mantivessem suas identidades ocultas. Qualquer pessoa abertamente gay ou bissexual seria vulnerável à expulsão.
Clinton defendeu “Não pergunte, não conte” como uma alternativa à política militar anterior, que proibia totalmente a homossexualidade. O democrata esperava acabar com a proibição se fosse eleito presidente, mas não conseguiu, pois enfrentou forte resistência de líderes militares e membros do Congresso.
Isso acabou por levar ao surgimento do “Não pergunte, não conte”: os militares não eram obrigados a revelar a sua orientação sexual, nem os funcionários deveriam indagar.
Os críticos, no entanto, apontaram que a nova política era igualmente discriminatória. Foi finalmente revogado em 2011, permitindo que pessoas LGBTQ servissem abertamente nas forças armadas.
No entanto, cerca de 13.500 militares foram dispensados enquanto o “Não pergunte, não conte” estava em vigor.
A administração Biden tentou abordar a histórica discriminação anti-LGBTQ nas forças armadas, mesmo além de “Não pergunte, não conte”.
Em junho, Biden concedeu “perdões incondicionais” aos militares condenados ao abrigo do agora revogado Artigo 125 do Código Uniforme de Justiça Militar por sexo consensual.
Anteriormente, o Artigo 125 proibia a sodomia e outras “cópulas carnais não naturais com outra pessoa do mesmo sexo ou do sexo oposto”. Milhares de pessoas foram submetidas à corte marcial sob a lei.
O perdão de Biden, no entanto, ajudou alguns dos afetados a recuperar o acesso aos benefícios perdidos.
No caso de “Don’t Ask, Don’t Tell”, o Departamento de Defesa anunciou que revisaria proativamente os registros antigos em setembro de 2023.
“Após um ano de trabalho excepcional, os Conselhos de Revisão do Departamento Militar direcionaram alívio em 96,8% dos 851 casos que revisaram proativamente”, disse Austin.
No entanto, nem todos os 13.500 militares precisaram ter seus registros revisados, uma vez que alguns foram dispensados com honra, não serviram nas forças armadas por tempo suficiente para se qualificarem para certos benefícios ou foram dispensados de forma desonrosa por outros motivos.
Relacionado
ACRE
Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
18 horas atrásem
4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
![]()
Relacionado
ACRE
Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
Relacionado
A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.
Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.
A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:
Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.
Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.
Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.
A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.
Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.
Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE18 horas agoProfessora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
JUSTIÇA15 horas agoSexta Turma mantém condenação por estupro de vulnerável apesar de pedido do MP pela absolvição
CONDENAÇÃO15 horas agoEmpresas terão de indenizar pescadores prejudicados pela construção de hidrelétrica no Rio Madeira
JUSTIÇA15 horas agoPagamento retroativo a servidores transpostos do extinto território de Rondônia é tema de repetitivo
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login