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Mineiros presos no subsolo na África do Sul: Quais são as últimas novidades? | Notícias sobre mineração

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A polícia sul-africana prendeu esta semana um grupo de 14 pessoas que ressurgiu de uma mina de ouro que está no centro de uma situação tensa, impasse de semanas entre mineiros não autorizados e autoridades na cidade de Stilfontein, no noroeste.

Os homens foram presos na noite de domingo depois de saírem de um dos poços ou entradas da mina. Um adolescente estava entre eles e apresentava feridas visíveis.

Acredita-se que centenas – possivelmente milhares – de pessoas estejam escondido na vasta rede de túneis, sem alimentação ou água adequadas. Os mineiros têm medo de sair do esconderijo, pois enfrentam prisão ou deportação, disseram as autoridades.

A mineração ilegal de ouro é generalizada na África do Sul, que já foi um gigante da mineração. Milhares de pessoas procuram rotineiramente depósitos de ouro em minas abandonadas que já não são consideradas viáveis ​​ou seguras. Mais de mil milhões de dólares são perdidos anualmente em receitas devido à mineração ilegal, de acordo com o governo sul-africano.

As autoridades têm adoptado cada vez mais uma linha dura, reprimindo os mineiros, chamados “zama zamas”. A polícia está bloqueando os poços das minas, na tentativa de forçar a saída e prender os mineiros.

Aqui está o que você deve saber sobre a mineração ilegal na África do Sul e o impasse de Stilfontein:

Uma vista aérea de um poço de mina fechado onde mineiros não autorizados estão dentro é retratada em Stilfontein, África do Sul, quarta-feira, 13 de novembro de 2024 (AP Photo)

O que é a mineração ilegal na África do Sul?

Os mineiros informais têm vasculhado durante décadas minas de ouro sul-africanas, outrora funcionais, à procura de depósitos de ouro ou outros depósitos de metais preciosos. Os locais estão oficialmente fechados ou tiveram a mineração interrompida por serem considerados inseguros ou inviáveis.

Zama zamas operam em cerca de 6.000 minas desativadas, algumas das quais têm túneis ou poços conectados. No passado, as empresas de mineração cavaram túneis verticais no subsolo para alcançar o ouro. Mineiros não autorizados viajam para esses poços antigos, muitas vezes instáveis, e usam materiais básicos como picaretas e baldes para extrair minério de ouro.

Os mineiros tendem a permanecer nas minas por longos períodos, às vezes durante meses, procurando encontrar ouro e ganhar dinheiro. Eles contam com a ajuda de empreiteiros externos que os contratam mediante o pagamento de uma taxa. Esses empreiteiros também fornecem aos mineiros alimentos, água, cigarros e outros itens, baixando-os ao solo. Existe toda uma economia subterrânea, com alimentos e bons preços vendidos a preços altíssimos.

O ilegal o comércio é controlado por sindicatos criminosos que lutam entre si em guerras de gangues ou atacam a polícia. A maioria dos zama zamas, porém, são migrantes indocumentados do Zimbabué, Lesoto e Moçambique, e acredita-se que muitos sejam explorados pelas gangues.

Membros de gangues mantêm alguns mineiros sob a mira de armas nas minas e em alguns casos os forçam a procurar ouro, de acordo com relatos ao longo dos anos. Eles também forçam os mineiros a pagar pela comida e pela água no subsolo.

O que levou ao impasse atual?

Em Dezembro passado, a polícia e os militares da África do Sul lançaram conjuntamente a operação “Fechar o Buraco” ou “Vala Umgodi” em Zulu. A estratégia envolve fechar poços ou entradas, cortar provisões do exterior e forçar os mineiros a sair do solo.

Em Setembro, a polícia cercou o local em Stilfontein, incluindo os poços 10 (também chamados Margaret) e 11, que ficam a aproximadamente três a cinco quilómetros (1,9 – 3,1 milhas) um do outro na superfície.

As autoridades impediram que comida ou água fossem lançadas na mina durante vários dias e também impediram que trabalhadores voluntários de emergência tivessem acesso aos mineiros presos. Familiares e membros da comunidade reuniram-se em torno do local, implorando por uma missão oficial de resgate, mas as autoridades não concordaram com ela.

No entanto, cerca de duas semanas depois, uma decisão judicial forçado a polícia a permitir que os membros da comunidade enviassem alimentos e puxassem alguns homens do Poço 11 com cordas.

Foi um processo lento e demorou até uma hora para puxar uma pessoa. A missão de resgate voluntário foi interrompida depois que um cadáver foi enviado. Cerca de 12 pessoas foram detidas, no total. As autoridades também não permitiram o fornecimento de mais alimentos.

As autoridades acreditam que os dois poços estão conectados e juntos abrigam entre 350 e 400 mineiros. No entanto, um membro voluntário da comunidade, que foi baixado para um dos poços há duas semanas, disse até 4.000 pessoas estão no subsolo.

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Parentes e amigos aguardam notícias perto de uma mina de ouro reformada onde mineradores não autorizados estão presos em Stilfontein, África do Sul, sexta-feira, 15 de novembro de 2024 (Denis Farrell/AP)

O que aconteceu no domingo?

Um adolescente e outros 13 homens estavam entre os que saíram do Poço 10 na noite de domingo. As autoridades afirmam que os homens tentaram “fugir” quando viram que a polícia estava estacionada no local.

Todos os repatriados pareciam visivelmente desgrenhados e alguns tinham ferimentos no corpo. Eles levaram uma semana para rastejar pelos túneis e sair do poço, disseram os homens ao repórter da Al Jazeera Malcolm Webb, que estava no local.

Os homens disseram às autoridades policiais que havia 10 guardas fortemente armados do Lesoto vigiando cerca de 700 pessoas escondidas no subsolo.

“Quando quis sair fui ameaçado com uma arma. As pessoas estão morrendo de fome lá embaixo porque os patrões não querem que as pessoas saiam”, disse um homem à Al Jazeera.

Os homens disseram que aqueles que deixaram para trás estavam em condições muito piores porque não tinham comida nem água.

“Eles estão à beira da morte… alguns já estão mortos. Dentro de uma ou duas semanas, será desastroso lá embaixo”, disse o homem.

No entanto, os agentes da polícia acreditam que os mineiros podem emergir voluntariamente e não estão em situação de perigo forçado.

“O simples fato de eles terem conseguido sair só mostra que não havia ninguém preso”, disse o porta-voz da polícia, Athlende Mathe, aos repórteres.

O governo está planejando uma missão de resgate?

Sim, o governo substituiu o grupo de voluntários que retirava pessoas de um dos poços da mina. Essa missão foi interrompida quando um cadáver foi enviado. Não está claro como o homem morreu.

As autoridades dizem que agora estão analisando as diferentes possibilidades de uma evacuação assistida. No domingo, uma equipe colocou câmeras e monitores em um dos poços para avaliar o número de pessoas ali e os níveis de segurança do poço. No entanto, os resultados ainda estão sendo processados.

Um dos principais receios citados pelas autoridades é que os sindicatos criminosos clandestinos possam estar armados, o que representaria um perigo para as equipas de resgate do governo.

As autoridades também afirmam que a mina pode conter gases venenosos, representando outro risco para as equipes de resgate oficiais.

Um plano que as autoridades provinciais estão a considerar é enviar uma jaula para dentro da mina para trazer algumas pessoas de cada vez para a superfície. No entanto, a segurança de tal operação ainda está sendo avaliada.

Na segunda-feira, um Tribunal Superior de Pretória rejeitou um pedido do grupo da sociedade civil, Sociedade para Proteger a Nossa Constituição, que procurava forçar as autoridades a permitir o envio de mais fornecimentos aos mineiros.

As autoridades policiais saudaram a decisão e reiteraram que os mineiros não estão presos, mas recusam-se a sair para evitar a prisão.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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