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Missa e homenagens marcam Dia de Finados nos cemitérios de Rio Branco
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O movimento começou bem cedo, nesta terça-feira (2), Dia de Finados, nos cemitérios de Rio Branco. As pessoas homenagearam seus entes queridos, fizeram orações e tiveram momentos de reflexão.
Este ano, com o avanço da vacinação e a melhoria dos números de Covid-19, a tradicional missa no Cemitério São João Batista começou por volta das 8h e reuniu dezenas de fiéis.
O padre Manoel Costa falou que este dia é para relembrar e homenagear as pessoas que se foram desta vida e também para trazer uma mensagem de esperança.
“As pessoas que passaram pela nossa vida e que Deus colocou em nossas vidas são um dom. Elas cumpriram seus dias, cumpriram sua missão neste mundo e agora contemplam a face de Deus. E para aqueles que ficam permanece a saudade. Então, este é o momento de relembrar, recordar, valorizar, homenagear. Mas, ao mesmo tempo, é um momento de esperança, porque em Cristo Jesus a vida ultrapassa o limite da morte. Neste tempo de pandemia, em que a morte tem se feito tão presente na vida dos filhos de Deus, a certeza da fé é que a morte não é o fim da vida, e sim a passagem para uma vida nova, para uma vida eterna.”
Em 2020, a celebração chegou a ser cancelada por conta dos altos números de contaminação e mortes pela doença. Na época, a recomendação da gestão era de que as pessoas antecipassem a visita aos entes queridos sepultados nos locais e não deixassem para ir somente no dia 2 de novembro.
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Aposentada Teresinha de Jesus contou que todos os anos visita os túmulos dos parentes — Foto: Eldérico Silva/Rede Amazônica
‘Muita saudade’
A aposentada Teresinha de Jesus contou que todos os anos visita os túmulos dos parentes nesta data e lembrou com saudade do pai.
“Meu pai era uma pessoa muito querida, então, a gente vem todo ano, porque é uma coisa que a gente não esquece nunca, nossos entes queridos. Também tenho outros parentes que estão aqui enterrados. A gente sente muita saudade. Também sinto da minha mãezinha, fui criada sem ela, quando eu nasci, ela morreu. Então, é muita saudade mesmo. Mas, graças a Deus, estamos aqui e vivos”, disse.
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Professora aposentada Luiza de Brito se emociona ao lembrar da filha — Foto: Eldérico Silva/Rede Amazônica
A professora aposentada Luiza de Brito se emociona ao lembrar da filha e falou sobre a saudade dos entes queridos.
“Família é tudo. Saudade é uma eternidade, nunca passa. Quanto mais o tempo passa, mais saudade você sente. Minha filha era muito alegre, muito divertida. Ela estudava fora, ela morreu em uma ilha, estava no último ano de direito, até hoje não sabemos se foi um acidente ou se empurraram ela. Os amigos nunca esqueceram dela. Enquanto eu estiver vida, eu venho até aqui, vou preservar essa memória”, afirmou.
Rosimeira Rocha também esteve no Cemitério São João Batista. “Todos os anos eu venho, porque essa é uma tradição muito antiga que meus pais sempre me traziam quando era criança. Não tenho mais nenhum dos dois, mas sempre venho. No ano passado, apesar da pandemia, eu vim também. Até quando eu estiver viva, eu venho.”
Ela reclamou da organização do cemitério, porque disse que não tinha água na torneira e sabão para lavar as mãos.
“Fui lavar as mãos ali e infelizmente não tinha sabão e nem água, tive que lavar na caixa d’água. Em um momento desse de pandemia, era para ter pelo menos água para lavar as mãos. Só colocaram na entrada. Tem uma caixa ali aberta e as pessoas colocam a mão dentro. Infelizmente, deixaram a desejar nessa parte.”
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Cerca de 80 mil pessoas devem visitar cemitérios em Rio Branco no Dia de Finados — Foto: Eldérico Silva/Rede Amazônica
Expectativa
A expectativa, segundo a Secretaria Municipal de Zeladoria, é que cerca de 80 mil pessoas passem pelos quatro cemitérios públicos da cidade na data em que vão estar abertos das 7h às 17h.
Com a expectativa de um público maior, a Rua Rio de Janeiro, em frente ao Cemitério São João Batista, vai ficar fechada e os ambulantes que costumam ficar no local foram orientados a deixar espaço para estacionamento.
Jean Almeida, diretor da Zeladoria, disse que as equipes vão atuar para garantir o fluxo nos cemitérios e pede que as pessoas usem máscaras e sigam os protocolos de prevenção à Covid-19.
“O vírus não acabou ele continua circulando. Nós não vamos permitir pessoas sem máscaras. Nas entradas vai ter uma barreira sanitária, onde as pessoas vão estar com álcool”, explicou.
Diferente do ano passado, a tradicional missa está marcada para começar às 8h no Cemitério São João Batista.
Frota de ônibus
A Prefeitura de Rio Branco organizou a frota para atender pelo menos 30 mil pessoas neste feriado de Finados na capital acreana.
Ao todo, são 49 carros rodando na cidade nesta terça-feira (2) e mais quatro de reserva para atender qualquer problema com os que estão nas ruas.
O plano de operação do transporte público divulgado pela Superintendência de Transportes e Trânsito (RBTRans) coloca ainda que, caso haja demanda superior à oferta de transporte, as empresas devem providenciar a imediata entrada de carros em operação e avisar ao órgão.
Com informações de G1Acre
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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