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Pelo 2º dia seguido, UTIs Covid de Rio Branco estão vazias: ‘sensação de dever cumprido’, diz gerente do Into
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Pelo segundo dia consecutivo, Rio Branco está com a ocupação dos leitos de UTI específicos para atender pacientes com Covid-19 zerada. Os dados, atualizados nesta terça-feira (2), são da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) e constam no Portal de Informações sobre o Combate à pandemia.
Rio Branco tem, ao todo, 50 UTIs Covid, sendo 10 no Pronto Socorro e 40 no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), onde funciona o Hospital de Campanha, e todas estão vazias desde segunda (1). O Acre tem um único paciente internado em UTI no município de Cruzeiro do Sul, interior do estado.
Ao comentar sobre o novo cenário, a gerente geral do Hospital de Campanha, Helen Freitas, se emocionou e relembrou dos momentos de pico da pandemia, quando a unidade chegou a ficar com 100% de lotação e pacientes em fila de espera.
“Como profissional de saúde, estive à frente tanto na primeira como na segunda onda, e para a gente que viu todo sofrimento dessas pessoas, hoje dá um certo alívio. É até emocionante falar. Sensação de dever cumprido, por tudo que a gente viu, por tudo que a gente fez, e pela esperança que temos de que a população consiga ficar bem, sem precisar de internação”, disse.
Ela informou ainda que nessa segunda (1), o pronto atendimento da unidade atendeu 24 pacientes com suspeita da doença e que nenhuma delas precisou ser internada.
“Para gente é muito gratificante. É um momento de muita felicidade e de dever cumprido. Mas, não podemos esquecer que ainda estamos vivenciando a pandemia.”
A profissional de saúde acredita que o atual cenário “mais confortável” da pandemia esteja ligado ao avanço da vacinação. Ela alertou que as pessoas continuem procurando as unidades para se imunizar contra a doença.
“O governo fez sua parte, trazendo a vacina, e a gente espera que a população assuma sua responsabilidade e se vacine, para que a gente mantenha o quadro atual. É um momento de muita felicidade e esperança que novos dias estão vindo, que vamos conseguir voltar à nossa rotina normal e que fique no passado todo esse sofrimento”, afirmou.
Há quase um mês, o pronto-socorro já não registra internações em UTIs pela doença. Já o Into-AC, não tem paciente internado pelo segundo dia consecutivo a contar por esta segunda.
Pandemia no Acre
O mês de novembro começou sem novos casos e óbitos. Com sete registros, o Acre fechou outubro com o menor número de mortes por Covid dos últimos 19 meses. O mês com o menor registro de óbitos no estado até então tinha sido agosto, com 15 casos.
Um levantamento do g1, baseado nos dados diários dos boletins divulgados pela Sesacre, mostra que foram 126 registros de casos novos da doença em outubro e sete mortes pela por Covid em setembro.
Embora o estado esteja em queda no número de casos desde julho, o mês de outubro fechou com 25% mais registros do que setembro, quando foram notificados 101 novos casos de Covid.
O Acre está em contaminação comunitária desde o dia 9 de abril, com uma taxa de incidência de 9.843,8 casos para cada 100 mil habitantes. A taxa de mortalidade em cada 100 mil habitantes é de 206 já a de letalidade – quantidade de mortos dentro dos números confirmados da doença – é de 2%.
Dos 70 leitos disponíveis na rede SUS em todo o Acre, um está ocupado. Com isso, a taxa de ocupação dos leitos se mantém em 1%. São 50 leitos em Rio Branco e 20 em Cruzeiro do Sul.
Vacinação
De acordo com informações do portal de transparência do governo, o Acre já recebeu 1.015.363 doses de vacinas e foram aplicadas 931.374 doses na população até esta segunda-feira (01), data da última atualização. Das doses, 549.850 pessoas tomaram a primeira dose, 356.192 a segunda, 12.077 a dose única e 6.248 a de reforço.
Segundo o governo, o número de doses aplicadas que consta no portal refere-se aos dados já inseridos no sistema do Ministério da Saúde, cujas atualizações são realizadas pelos municípios. Por isso, pode haver atraso nas informações.
Com informações de G1Acre
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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