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Moon adicionado à lista de locais culturais ameaçados pela primeira vez | A lua

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Lanre Bakare Arts and culture correspondent

A lua foi colocada numa lista de locais patrimoniais ameaçados, devido ao receio de potenciais saques e destruição causados ​​por viagens comerciais planeadas.

O Fundo Mundial de MonumentosA lista de observação do WMF geralmente inclui locais culturais vulneráveis ​​na Terra. A seleção deste ano – a primeira desde 2022 – inclui Qhapaq Ñan, um sistema rodoviário andino pré-hispânico. Antakya, na Turquia, e a península de Noto, no Japão, que foram danificadas por terremotos, também entraram na lista.

Bénédicte de Montlaur, presidente e executivo-chefe do WMF, disse que a Lua foi incluída entre os 25 locais devido aos “riscos crescentes em meio à aceleração das atividades lunares”, que foram, na opinião do WMF, “realizadas sem protocolos de preservação adequados”.

Na quarta-feira, a SpaceX lançou dois módulos lunares para conduzir pesquisas para missões futuras. Apenas cinco países – EUA, China, Índia, Japão e a antiga União Soviética – pousaram veículos na Lua com sucesso desde a década de 1960.

Viagens privadas à superfície lunar são esperadas após a missão Artemis III da Nasa, agora agendado para meados de 2027faz o primeiro pouso tripulado desde o início dos anos 1970. Estas visitas e outras missões financiadas pelo governo são a principal causa de preocupação para o WMF. Há uma preocupação especial com o facto de os turistas perturbarem locais como as pegadas deixadas por Neil Armstrong e Buzz Aldrin.

“Pela primeira vez, a Lua é incluída… para reflectir a necessidade urgente de reconhecer e preservar os artefactos que testemunham os primeiros passos da humanidade para além da Terra – um momento decisivo na nossa história partilhada”, disse Montlaur.

“Itens como a câmera que capturou o pouso na Lua na televisão; um disco memorial deixado pelos astronautas Armstrong e Aldrin; e centenas de outros objetos são emblemáticos deste legado… a inclusão da Lua sublinha a necessidade universal de estratégias proativas e cooperativas para proteger o património – seja na Terra ou fora dela – que reflitam e protejam a nossa narrativa coletiva.”

Um forte em São Sebastião, Ilha de Moçambique, que foi declarado património mundial da Unesco em 1991. Fotografia: Imago/Alamy

Montlaur disse ao Jornal de Arte que em meio a uma nova era de exploração espacial, era importante estabelecer mecanismos internacionais para proteger a paisagem cultural da Lua.

Ela acrescentou: “A salvaguarda do património lunar evitará que os danos provocados pela aceleração das atividades privadas e governamentais no espaço, garantindo que estes artefactos perduram para as gerações futuras”.

A grande maioria da lista é composta por locais que se encontram em zonas de conflito, como a Ucrânia e Gaza, ou em risco devido à crise climática.

A costa Swahili da África, que inclui locais como a Cidade Velha de Lamu, no Quênia; O Forte Jesus, no Quénia, está listado, tal como a Ilha de Moçambique, que está ameaçada pela erosão costeira. O WMF também acrescentou “o tecido urbano histórico de Gaza”, que foi devastado pela guerra com Israel.

Existem também locais que a organização considera que poderiam beneficiar de um turismo mais sustentável, como os mosteiros ortodoxos do Vale do Drino, na Albânia; ao mesmo tempo que assinala que a sobrelotação noutros locais, como as grutas budistas chinesas de Maijishan e Yungang, os está a colocar em risco.

A lista de 2022 incluía pinturas rupestres pré-históricas do parque estadual de Monte Alegre, na Amazônia brasileira, das ruínas astecas de Teotihuacán, no México, e do sítio arqueológico pré-colombiano Garcia Pasture, no Texas.



Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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