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Tarauacá: Morador denuncia obra pública, e omissão de prefeitura e vereadores
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8 anos atrásem
A Unidade Básica de Saúde José Leôncio, localizada no bairro Copacabana, em Tarauacá, interior do Acre, foi inaugurada em 06/07/2014, pelo então Prefeito Rodrigo Damasceno Catão (PT). O ato foi bastante divulgado pela mídia local (veja aqui ou leia aqui).

Ao lado da Unidade de Saúde também foi construído um anexo, denominado “Academia de Saúde Comunitária”, que seria um espaço para as pessoas do bairro, principalmente idosas, praticarem atividade física.
A então gestão petista, tentou dignificar o espaço concedendo o nome de ‘Academia de Saúde Comunitária Maria Lima Aragão ‘Neném’, homenageando a mãe da petista Sr. Francisca Aragão Leite, e irmã do Sr. Sebastião Aragão e do Sobrinho Ezí Aragão, vereador pelo Partido dos Trabalhadores.
O espaço foi construído com apoio do então Senador Aníbal Diniz, que destinou o recurso através de emenda parlamentar oriunda do FNS, no valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais).
Na inauguração, ocorrida em 2014, estavam presentes o então prefeito Rodrigo Damasceno, o vice Chagas Batista (PCdoB), Deputado Estadual Jenilson Lopes (PCdoB), o Presidente da Câmara de Vereadores Ezi Aragão (PT), o Secretário Municipal de Saúde Carlos Tadeu, atualmente Presidente da Câmara de Vereadores (PCdoB), além de outros secretários municipais, familiares da homenageada e populares.
O MURO
O morador que denunciou o abandono, lamentou diante do muro, entre sua casa e o prédio.
À Reportagem do Acre.com.br o morador afirmou que nunca funcionou atividade nenhuma no local. O morador residente ao lado do anexo, afirmou ainda que o “muro mal construído pela Prefeitura de Tarauacá destruiu minha residência (…), toda minha casa está caindo, devido o muro que a prefeitura não soube construir, e arruinou minha casa”.
O morador disse que processará a Prefeitura por danos materiais.
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ABANDONO E USO COMO ‘BOCA DE FUMO’
Hoje, quatro anos depois, o espaço anexo à Unidade de Saúde José Leôncio, encontra-se abandonado, afirmaram os moradores.
Um dos moradores entrevistados pela Reportagem do Acre.com.br afirmou que no local, a noite, funciona uma ‘boca de fumo’, onde jovens consomem e vendem drogas.
O portão de entrada é fixado por um barbante. Não há cadeados, e o acesso ao interior do prédio, onde funcionaria a academia comunitária é livre.
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OMISSÃO DE VEREADORES E PREFEITURA
O vereador Lauro Benigno (PCdoB) visitou a Unidade de Saúde em 27/10/2017 (leia aqui). Entretanto, não visitou o prédio anexo chamado “Academia de Saúde Comunitária”, que encontra-se abandonado.
O atual Presidente da Câmara de Vereadores, Sr. Carlos Tadeu (PCdoB), foi o Secretário Municipal de Saúde, na época da inauguração da obra.
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O morador que fez a denúncia ao Portal Acre.com.br, mora ao lado do anexo, e afirmou que não há nenhuma obra em andamento para reativar o prédio onde nunca funcionou a dita academia comunitária.
A Reportagem do Acre.com.br conversou com alguns moradores da vizinhança, e afirmaram que a situação de abandono do anexo “Academia de Saúde Comunitária” é do conhecimento dos vereadores e da Prefeitura do Município.
Uma moradora residente ao lado do prédio afirmou que “aqui nunca funcionou academia nenhuma, foi R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) de dinheiro público jogado no lixo ou no bolso de alguém“.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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