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Morre John Prescott, ‘colosso’ do Partido Trabalhista – DW – 21/11/2024
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Grã-BretanhaO ex-vice-primeiro-ministro John Prescott, conhecido entre outras coisas pelo seu trabalho no Acordo sobre alterações climáticas do Protocolo de Quioto em 1997, morreu em uma casa de repouso, aos 86 anos, disse sua família na quinta-feira.
“Estamos profundamente tristes em informar que nosso amado marido, pai e avô, John Prescott, faleceu ontem (quarta-feira) aos 86 anos”, dizia um comunicado.
A família disse que Prescott “passou a vida tentando melhorar a vida dos outros, lutando pela justiça social e protegendo o meio ambiente”.
Prescott serviu como vice-primeiro-ministro para Tony Blair de 1997 a 2007 e é creditado por ter ajudado Blair a mover o Partido Trabalhista esquerdista em direção ao centro político, usando as suas credenciais de classe trabalhadora para apaziguar elementos de extrema esquerda.
Mais tarde, foi nomeado par vitalício e nomeado para a Câmara dos Lordes, a câmara alta do Parlamento, cargo que abandonou em julho devido a problemas de saúde, tendo sofrido um acidente vascular cerebral cinco anos antes, além de sofrer da doença de Alzheimer.
‘Dois Jags’ – e ‘dois jabs’
Prescott, nascido no País de Gales, trabalhou inicialmente como comissário de bordo e ativista sindical, tendo esta última ocupação levado à sua entrada na política.
Boxeador amador em sua juventude, ele era conhecido por seu caráter combativo e uma vez deu um soco em um homem que jogou um ovo nele no norte do País de Gales durante as eleições gerais de 2001.
Devido a esse incidente, seu apelido de “dois Jags” – uma referência ao fato de possuir dois carros Jaguar de luxo – foi opcionalmente alterado para “dois jabs”.
Na frente política interna, ele foi considerado um mediador entre Blair e o seu ministro das finanças, Gordon Brown.
Numa carta a Prescott em 2007, Blair disse que via o papel do seu vice como “acalmar colegas e resolver colegas e resolver problemas”.
“A mistura completamente única de charme e brutalidade de Prescott… ajudou você durante a década, manteve o governo unido e, acima de tudo, me divertiu muito. Tive a sorte de ter você como meu vice”, escreveu Blair.
Em comentários à BBC, Blair disse que ficou “arrasado” com a morte de Prescott e fez uma homenagem emocionada.
“Ele foi uma das pessoas mais talentosas que já encontrei na política, um dos mais comprometidos e leais, e definitivamente o mais incomum”, disse Blair.
Negociações climáticas
Prescott também recebeu muitos elogios pelo seu papel como líder das negociações da Grã-Bretanha para o Protocolo Internacional de Quioto de 1997 sobre alterações climáticas, onde trabalhou em estreita colaboração com Al Gore, o antigo vice-presidente dos EUA e um importante ambientalista.
Ao saber da morte de Prescott, Gore disse que ficaria “eternamente grato pelo seu compromisso (de Prescott) em resolver a crise climática”.
“Ele lutou arduamente para negociar o Protocolo de Quioto e foi um defensor inabalável da acção climática durante as décadas seguintes”, disse ele num comunicado.
Gordon Brown, sucessor de Blair como primeiro-ministro, chamou Prescott de “colosso” e “titã do movimento trabalhista”.
Ele disse que Prescott foi “provavelmente o primeiro ministro do governo a ver a importância do meio ambiente” e disse que o acordo de Kyoto de 1997 se deveu em grande parte ao “trabalho árduo de John com Al Gore”.
John Prescott deixa sua esposa Pauline e os filhos Johnathan e David.
tj/sms (Reuters, AFP, AP)
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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