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Motorista de aplicativo é mantido refém e resgatado após criminosos baterem carro durante perseguição no AC
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6 anos atrásem
Um motorista de aplicativo foi vítima de sequestro na tarde dessa terça-feira (29), em Rio Branco. O homem foi resgatado após os criminosos perderem o controle do veículo durante uma perseguição da polícia e baterem no muro de uma casa no bairro João Eduardo II, na região da Baixada da Sobral.
O motorista, que prefere não se identificar, contou ao G1 que foi chamado para atender uma corrida pelo aplicativo no bairro Aeroporto Velho. No local, dois homens entraram no carro e pediram que ele fosse até um outro lugar para buscar um amigo.
Nesse momento, ele disse que já percebeu que podia ser vítima de um assalto. Quando chegaram no local onde o terceiro homem estava, a dupla mostrou a arma e disse que era para o motorista ficar tranquilo que eles não iam fazer nada com ele.
“Eles disseram que iam só fazer uns assaltos e atrás de uns caras. Depois que esse amigo deles entrou no carro, eles mandaram que eu fosse até uma rua que era deserta e lá me colocaram no bagageiro e daí eu não pude saber para onde eles foram. Fiquei no bagageiro por cerca de uma hora, não sei por quais ruas andaram e nem se fizeram algum assalto”, lembrou.
Motorista de aplicativo há cerca de 4 meses, o profissional disse que essa foi a primeira vez que foi vítima de criminosos e afirmou que ainda não sabe se vai continuar trabalhando na área. O carro usado para o trabalho é alugado e com a batida, o veículo ficou muito danificado.
“Muito complicado, porque a gente não tem como escolher cliente, não tem como sair selecionando quem a gente quer levar ou não, então a gente fica muito refém disso, pelo fato da insegurança. Eu ainda não sei o que vou fazer, tem aí o prejuízo com o carro que vou ter que arcar, ainda vou levar na oficina para saber quanto vai ficar para arrumar”, disse o motorista.
A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência por volta das 17h. Ao visualizarem o veículo foi feita uma perseguição, que só parou no bairro João Eduardo II, após o carro que os bandidos estavam bater em um muro.
Uma arma artesanal do tipo escopeta, além de cartuchos e munições foram apreendidos. Dois homens foram presos e um adolescente de 16 anos apreendido. Todos foram levados para a Delegacia de Flagrantes.
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Motoristas de aplicativos fizeram protesto por mais segurança em ruas de Rio Branco — Foto: Tálita Sabrina/Rede Amazônica Acre
Protesto
Em julho deste ano, um grupo de motoristas de aplicativos se reuniu em frente ao Comando da Polícia Militar, em Rio Branco, exigindo mais segurança para a categoria. Na época, eles falaram que pelo menos dois profissionais tinham sido feitos reféns em poucos dias por membros de facção que usam o carro para cometer crimes.
A categoria chegou a pedir que a Segurança Pública olhasse as ocorrências que envolvem esses profissionais com mais cuidado e que reforçassem o policiamento em locais considerados mais perigosos.
O protesto ocorreu um dia após um motorista ser pego por quatro criminosos após receber um chamado pelo aplicativo. Assim como o ocorrido nesta terça, o profissional foi colocado no bagageiro do carro por cerca de três horas enquanto o grupo percorria a cidade em busca de praticar outros crimes.
Nesse caso também houve perseguição da polícia e o motorista acabou ferido. A perseguição só parou no bairro Apolônio Sales após o carro que os bandidos estavam bater no meio-fio.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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1 semana atrásem
6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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