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Mourão diz que Bolsonaro é vítima de “destruição d…

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Pedro Pupulim

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O senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) fez uma publicação em suas redes sociais, nesta quarta-feira, em que defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro das acusações de planejamento e participação de tentativa de golpe de Estado no âmbito das eleições de 2022. Segundo o general, Bolsonaro está sendo vítima de uma “destruição de reputação”. A declaração surge no contexto de retirada do sigilo, pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), do relatório final da PF que indicia 37 pessoas, além do ex-presidente.

“O presidente Bolsonaro não atuou fora dos preceitos constitucionais e sempre defendeu a liberdade. Seguem as narrativas e a destruição de reputações”, declarou.

Mourão também saiu em defesa do general da reserva Estevam Theóphilo. No relatório final da PF, o militar é apontado como alguém que lideraria tropas terrestres do Exército caso Bolsonaro assinasse o decreto presidencial que “autorizava” o golpe.

“Ao ver também o general Estevam Teóphilo indiciado porque foi a uma reunião com o presidente da República no dia 9 de dezembro… é desconhecer que o general Estevam Theóphilo é comandante de operações terrestres que não tem comando de tropa. Ele não comanda tropa nenhuma. Ele planeja as operações que são executadas pelos comandos militares de área”, disse.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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