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MP vai apurar caso de influenciadora do AC que fez piada capacitista com amigos na internet
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4 anos atrásem
Em nota, o Ministério Público do Acre (MP-AC) informou que está tomando as medidas cabíveis para apurar o caso da influenciadora digital Clícia Virgínia, de Rio Branco, que postou vídeos nos stories do Instagram em que aparece chamando os amigos de autistas em tom de brincadeira. A postagem recebeu muitas críticas na internet e a Associação Família Azul do Acre (Afac) repudiou a atitude.
“Ao tomar conhecimento das declarações da influenciadora digital, o Grupo de Trabalho na Defesa dos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (GT-TEA) oficiou a Promotoria Especializada de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência solicitando a apuração e acompanhamento para as medidas cabíveis ao caso”, destaca a nota.
Segundo o órgão, o ofício chama a atenção para o art. 88, da Lei 13.146/15, que tipifica como crime “praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência”.
As imagens foram publicadas na quarta-feira (9) e, após a repercussão negativa, a influencer, que tem 32,3 mil seguidores na rede social, deletou os stories. Mesmo assim, os vídeos foram compartilhados por pais de crianças autistas que ficaram revoltados com a situação. Ela não divulgou nenhuma nota se desculpando.
O g1 entrou em contato com a influenciadora no dia da polêmica e ela afirmou que repudia qualquer tipo de preconceito. ‘Eu estava em um momento de descontração com meu cunhado e esposo, me expressei mal, foi só isso, não houve xingamento, não houve nenhum tipo de preconceito, peço desculpa se ofendi alguém!”, afirmou.
Neste domingo (13), ao ser questionada sobre a investigação do MP, ela voltou a dizer que foi mal interpretada.
“Mais uma vez vou repetir, foi uma brincadeira infeliz. Peço perdão a quem me interpretou mal, eu repudio todo tipo de discriminação. Não foi minha intenção!”, reforçou.
O vídeo
Na sequência de vídeos, Clicia disse que está no supermercado e começa falando que o namorado tem vergonha dela por ser paraibana e depois aponta para os amigos e diz que são autistas.
“Vou falar uma coisa para vocês, ele fica dizendo que está com vergonha porque eu sou paraibana agora. Estou aqui com o Alisson, autista, outro autista e a minha irmã”, diz ela. Depois que a influenciadora aponta para a irmã, um dos homens ainda dispara: “mongoloide”. E o vídeo termina com várias risadas.
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Influenciadora digital do AC posta vídeo chamando amigos de autistas em tom de brincadeira e recebe críticas — Foto: Reprodução
Ao repostar o vídeo, a associação escreveu que “a pior coisa do mundo é tirar onda com algo que não conhece, não sabe a realidade das famílias, não sabe a real dor que é ser autista ou ter um autista em casa.”
Ao g1, a presidente da associação, Heloneida da Gama Pereira, disse que não se pode mais aceitar esse tipo de comentário ou atitude. Ela informou que a blogueira chegou a enviar uma mensagem pedindo desculpas, mas que alertou que é preciso ter consciência do que se faz.
“É muito ruim ver um vídeo desse, porque a gente vem lutando pela inclusão dos autistas na sociedade, que é tão discriminatória, especialmente quando se fala em autistas adultos. Aí, vem esse negócio pejorativo, chamando um de autista e outra de mongoloide, é muito triste. É uma situação muito difícil, dependendo do grau do autismo, abala a saúde mental da família toda. Então, esse tipo de atitude nos entristece e revolta. Nós queremos chamar atenção de que isso não é uma brincadeira, a gente não sabe a dor de cada mãe”, afirmou Heloneida.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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22 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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