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Mulher belga corre maratona todos os dias em 2024 em busca de recorde mundial | Notícias esportivas

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O homem de 55 anos correu 15.444 quilômetros (9.596 milhas) ao longo de um ano.

Finalmente parando no último dia de 2024, a ultramaratonista belga Hilde Dosogne sentiu que tinha feito o que precisava para bater o recorde mundial como a primeira mulher a correr uma maratona todos os dias do ano.

Cansado, mas aparentemente longe de estar exausto devido ao peso da incansável maratona, Dosogne emergiu da luz fria e cinzenta para cruzar a linha enquanto uma multidão de colegas corredores celebrava um feito extraordinário.

“Estou feliz que tenha acabado”, disse ela depois de cruzar a linha na terça-feira, deixando para trás a última queda de muitas quando colidiu com um espectador durante sua corrida final.

Além da recompensa pela sua perseverança em correr pelo menos 15.444 quilómetros (9.596 milhas) num único ano, a jovem de 55 anos também angariou cerca de 60.000 euros (62.438 dólares) em fundos para investigação do cancro da mama.

Agora vem o arquivamento de dados de GPS, evidências de fotos e vídeos e relatórios de testemunhas independentes que ela teve que coletar diariamente para atender aos requisitos da organização Guinness World Records. Se aprovado, o registro deverá ser oficialmente dela em cerca de três meses.

O jogador de 55 anos se juntaria a Hugo Farias, o brasileiro que detém o recorde masculino de 366 dias, alcançado em São Paulo, Brasil, no dia 28 de agosto de 2023.

Na categoria feminina, Dosogne estaria em uma liga própria, já que o recorde atual da australiana Erchana Murray-Bartlett é de 150 dias.

Uma coisa é certa: ela não quer que seu feito se torne um exemplo brilhante de vida saudável – mas sim de persistência pessoal, já que ela teve que lutar contra a gripe, a COVID-19, mais de uma dúzia de acidentes, bolhas e até bursite. No geral, porém, o cérebro sofreu a surra mais dura.

“O desgaste mental é mais difícil que o físico. Claro que, fisicamente, tudo tem que estar bem. Caso contrário, você não poderá correr quatro horas todos os dias. Mas foi mais mental estar na linha de largada todos os dias”, disse ela à agência de notícias Associated Press.

Dosogne conseguiu fazer a maioria de suas maratonas em um circuito plano em torno de um trecho de água, nos arredores da cidade universitária de Ghent, onde um forte vento contrário poderia ser seu competidor mais difícil.

Mesmo aí, disse ela, não correria quaisquer riscos estatísticos e, em vez dos 42,195 km (26,2 milhas) por dia, certificou-se de que a sua corrida era de 42,5 km (26,4 milhas) – apenas por medida de segurança.

Dosogne gostaria de ter esticado seus dias da mesma maneira.

Como bioengenheira em uma empresa química, ela começou especialmente cedo para poder participar de uma maratona todas as tardes. E como ela não conseguia correr em velocidade máxima todos os dias, ela manteve uma velocidade fácil de 10 km/h (6,2 mph), o que também permitiu que amigos e testemunhas corressem junto.

A única vez em que sua filha Lucie sentiu que poderia não sobreviver foi no dia em que caiu após 27 km (16,7 milhas), teve que ser levada ao pronto-socorro com um dedo deslocado e passou muito tempo lá para poder terminar. a maratona pelo regulamento. A solução? “Ela começou do zero de novo”, disse Lucie.

“Ainda está um pouco torto”, disse Dosogne.



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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