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Na Colômbia, confrontos envolvendo o ELN deixam pelo menos 60 mortos, segundo autoridades

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Pessoas deslocadas pelos recentes confrontos entre grupos armados chegam ao município de Tibu, departamento Norte de Santander, Colômbia, em 18 de janeiro de 2025.

As autoridades colombianas anunciaram no sábado, 18 de janeiro, que intensificaram a ofensiva militar na região de Catatumbo (Nordeste), fronteira com a Venezuela, onde ocorreu um sangrento ataque dos guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) contra civis e dissidentes do Partido Revolucionário. As Forças Armadas da Colômbia (FARC) mataram pelo menos 60 pessoas desde quinta-feira, de acordo com um novo relatório.

“Neste momento, a situação é muito crítica nesta região do país”declarou o comandante do exército, general Luis Emilio Cardozo, discursando às tropas que se deslocavam para a serra do Catatumbo.

Os resultados dos confrontos envolvendo o ELN foi para “cerca de 60 mortos”anunciou sábado, no X, a Defensoria Pública da Colômbia. As vítimas “foram assassinados violentamente em Convencion, Abrego, Teorama, El Tarra, Hacari e Tibu”acrescentou. O balanço anterior das autoridades reportava 40 mortes.

Relembrando os piores momentos do conflito armado na Colômbia, os guerrilheiros do ELN atacaram na quinta-feira a população civil e confrontaram dissidentes dos ex-guerrilheiros das FARC em Catatumbo, informaram fontes oficiais.

“Eles tiraram pessoas de suas casas e as mataram de forma miserável, violando os direitos humanos. Cabe a nós, como exército nacional, estabilizar o território”disse o general Cardozo aos oficiais uniformizados, explicando que havia destacado 300 soldados adicionais para a região.

O processo de paz em crise constante

Após o ataque do ELN, o presidente colombiano Gustavo Petro suspendeu as negociações de paz com esta organizaçãoacusando-o de “crimes de guerra”. Petro iniciou negociações com o ELN no final de 2022, quando se tornou o primeiro presidente de esquerda da Colômbia. Mas o processo de paz está em constante crise, devido aos ataques rebeldes, às disputas com outros grupos armados e às diferenças entre as diferentes partes, que têm impedido a conclusão de acordos concretos.

Gustavo Petro, que chegou ao poder com o compromisso de procurar uma solução negociada para seis décadas de conflito armado, é desafiado por esta violência. Até então, as duas organizações rebeldes estavam envolvidas em negociações de paz paralelas com o governo. Houve um “ruptura, digamos, desta aliança” entre os dissidentes do ELN e das FARC que quebraram o acordo de paz de 2016, que “teve um impacto muito significativo na população civil”disse o general Cardozo em um vídeo transmitido pelo exército no X.

Catatumbo, símbolo da guerra interna

Este novo capítulo de violência em Catatumbo levou ao deslocamento de mais de 2.500 pessoas em direção a Tibu, disse no sábado o prefeito da cidade, Richar Claro. Com mais de 50 mil hectares de cultivos de coca, combustível para o longo conflito armado, Catatumbo é um símbolo da guerra interna que já fez mais de 9,5 milhões de vítimas em seis décadas.

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Os aldeões foram até evacuados de helicóptero e “Continuam a chegar pessoas deslocadas aos vários pontos de acolhimento” vítimas, informou uma fonte militar no local à Agence France-Presse.

A Colômbia participará na próxima semana de uma sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas, durante a qual apresentará um relatório sobre a “crimes de guerra” do ELN, segundo o ministro das Relações Exteriores, Luis Gilberto Murillo.

O mundo com AFP

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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