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Na cúpula do G20 no Rio, Olaf Scholz busca aliados comerciais – DW – 17/11/2024

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Quando Olaf Scholz retorna para a Alemanha do G20 summit in Rio de JaneiroBrasil, na quarta-feira, o chanceler em crise poderia estar a regressar com algo verdadeiramente histórico: um acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul estados da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. Isto é, se ele conseguir fechar o acordo depois décadas de negociações.

“Este acordo de livre comércio seria libertador para a economia alemã. É quase impossível imaginar uma situação geopoliticamente mais difícil, temos de aproveitar esta oportunidade”, disse Volker Treier, líder de política externa da Câmara de Comércio e Indústria Alemã.

“No momento, a janela está aberta – você não pode negociar por 25 anos, não ter um acordo e ainda acreditar que pode simplesmente esticar o prazo como se fosse um chiclete. Se não for agora, quando?”

Economia alemã espera avanço

Treier conversou com a DW sobre uma recente pesquisa empresarial realizada pela Associação das Câmaras Europeias de Comércio e Indústria, em Bruxelas. O resultado, disse ele, foi “bastante sombrio”.

Diante de iminente protecionismo dos EUA sob a próxima administração TrumpTreier disse que o acordo UE-Mercosul seria um sinal importante para as empresas da UE e da Alemanha. Quando se trata de baterias, painéis solares, energia eólica e hidrogénio verde, a Europa, disse ele, poderia alcançar a sua transformação verde de forma mais rápida e sustentável com a ajuda de matérias-primas sul-americanas.

Acordo comercial UE-Mercosul: a história de dois criadores de gado

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Em troca, as empresas europeias deixariam de pagar 4 mil milhões de euros (4,2 mil milhões de dólares) em tarifas para exportar os seus produtos para os países do Mercosul, segundo Treier. “Já temos boas relações com o Mercosul, mas não há dinamismo real. Em parte, isso acontece porque os países do Mercosul estão a impor tarifas de 25-30% sobre produtos clássicos de exportação alemães, como automóveis, mas também produtos eletrónicos ou maquinados”, disse Treier.

Kaja Kallas, a nova chefe de relações exteriores da UE, expressou esses sentimentos. “Se não fizermos um acordo comercial com eles, então este vazio será preenchido pela China”, disse ela durante a sua audiência de confirmação perante o Parlamento Europeu esta semana. A China aumentou o seu investimento na região por um factor de 34 entre 2020 e 2022, e o primeiro megaporto controlado pelos chineses na América do Sul acaba de abrir para negócios em Chancay, Peru.

Caso o acordo não seja assinado no G20, os proponentes pretendem concluí-lo na cúpula do Mercosul que acontecerá em Montevidéu, Uruguai, no início de dezembro.

Opositores ao acordo UE-América do Sul reúnem forças

Ao mesmo tempo, a oposição ao acordo também está a ganhar força na Europa e América do Sul – e não vem apenas de ambientalistas. Os agricultores europeus estão furiosos, criticando a duplicidade de critérios e a concorrência desleal com os seus colegas sul-americanos.

Num apelo publicado no jornal diário francês O mundo, cerca de 600 parlamentares franceses pediram que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se abstivesse de assinar o acordo. Além disso, e potencialmente de forma mais ameaçadora, o primeiro-ministro francês, Michel Barnier, disse que Paris não concordaria com o acordo na sua forma actual.

“O acordo entre o Mercosul e a UE é muito mais vantajoso para a Europa do que para a América do Sul”, disse à DW Raul Montenegro, biólogo argentino e vencedor do prémio Right Livelihood em 2004. “Os principais perdedores num eventual acordo serão definitivamente diversidade biológica na América do Sul, bem como as pequenas e médias empresas e os pobres de ambas as regiões.”

Alemanha está “fortemente comprometida” com acordo UE-Mercosul: Scholz

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Brasil a caminho de se tornar um player global

Anfitrião do G20 Luiz Inacio Lula da Silvaque espera consagrar a luta contra a fome e mudanças climáticas no comunicado final da cimeira do Rio, enfrenta uma tarefa hercúlea no que diz respeito à interminável discussão sobre acordos de comércio livre, mas continua optimista.

“Nunca estive tão optimista em relação à UE-Mercosul”, disse o presidente brasileiro à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque, em Setembro. Lula está determinado a colocar o Brasil no papel de ator global em seu terceiro e provavelmente último mandato.

Essa é mais uma razão pela qual Treier, da Câmara Alemã de Comércio e Indústria, disse o tempo é passageiro.

“A autoconfiança está aumentando entre os países do Mercosul, da mesma forma que em todo o mundo. Sul Global. Estivemos na Índia há duas semanas e meia para a nossa conferência na Ásia e a mesma coisa está a acontecer lá: eles ainda estão dispostos a contactar-nos, mas as coisas não vão ficar assim para sempre”, disse ele.

Este artigo foi escrito originalmente em alemão.



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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