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Na Martinica, mais uma noite de tensões, apesar do toque de recolher em vigor há duas semanas

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Nova violência eclodiu na Martinica, na noite de quinta-feira, 24 de outubro, para sexta-feira, 25 de outubro, informou a prefeitura “várias barricadas” em diferentes localidades da ilha e o roubo de um camião, duas semanas após o estabelecimento do recolher obrigatório noturno.

“Esta noite, novamente, os delinquentes continuaram a querer bloquear qualquer possibilidade de viajar no Norte do Caribe, montando várias barricadas em Saint-Joseph, Case-Pilote e Carbet, confrontando violentamente a gendarmaria”escreve a prefeitura desta ilha francesa nas Antilhas num comunicado de imprensa.

“Em Fort-de-France, o mesmo tipo de público roubou um caminhão que transportava materiais combustíveis na tentativa de atear fogo a um coquetel molotov perto do porto”continua a prefeitura, anunciando a prisão de uma pessoa.

Um acordo sobre preços considerado insuficiente

Na segunda-feira, o recolher obrigatório, em vigor desde 10 de outubro em todo o território, foi prolongado, das 00h00 às 05h00, até 28 de outubro. A tensão não diminuiu neste território insular de cerca de 350 mil habitantes, apesar do acordo assinado na semana passada entre os serviços do Estado, os eleitos locais e os agentes económicos para baixar os preços de milhares de produtos alimentares. “20% em média”.

Um acordo considerado insuficiente pelo Rally para a Proteção dos Povos e Recursos Afro-Caribenhos (RPPRAC), movimento por trás da mobilização lançada no início de setembro.

Na manhã de sexta-feira, em Paris, o presidente da coletividade territorial da Martinica (CTM), Serge Letchimy, encontrou-se com o primeiro-ministro, Michel Barnier. Senhor Letchimy “teve a confirmação de Michel Barnier de que o Estado está fazendo todo o possível para implementar o protocolo e reduzir os preços em 1é Janeiro de 2025 »deu as boas-vindas à CTM num comunicado de imprensa divulgado após a reunião em Matignon. O presidente da CTM apelou ainda “um projeto de lei de orientação que impulsiona um novo modelo de economia da Martinica”.

Diante da violência urbana, Serge Letchimy também solicitou a liberação por parte do Estado de um “envelope excepcional até 100 milhões de euros” para ajudar o “empresas de desastre”.

Quinta-feira, a prefeitura da Martinica reuniu atores econômicos que vieram testemunhar “da situação catastrófica em que se encontram as VSEs (empresas muito pequenas) Martinica após estes atos de delinquência e a cessação das atividades de lazer e turismo”de acordo com seu comunicado de imprensa.

Martinica: quem são os békés e porque estão associados ao elevado custo de vida? Entenda em três minutos

As tensões continuam muito elevadas na Martinica, apesar do acordo assinado na semana passada entre os serviços públicos, os governantes eleitos locais e os agentes económicos para reduzir os preços de milhares de produtos alimentares. Nesta crise como nas anteriores, a responsabilidade de uma parte da população é denunciada pelos manifestantes: os békés.

Como explicar isso? Esses descendentes de colonos que chegaram às Índias Ocidentais Francesas no século XVII hoje desfrutam de grande poder econômico. Controlam grande parte da importação-exportação, a maior parte do setor agroalimentar e uma parte significativa da distribuição em massa. Portanto, os martinicanos quase sempre têm que ir a uma de suas lojas para comprar muitos produtos de uso diário.

Esta situação de quase monopólio é denunciada por movimentos contra o elevado custo de vida, como foi o caso durante a greve de 2009. Acentua a divisão social que existe entre os martinicanos, descendentes de escravos e os békés, descendentes de colonos.

Neste vídeo, relembramos o passado colonial da Martinica e explicamos porque é que os békés são tão criticados hoje em dia.

Se quiser saber mais sobre o octroi due, um dos motivos que explicam as diferenças de preços entre a França e o exterior, convidamos você a ler o artigo abaixo.

“Entenda em três minutos”

Os vídeos explicativos que compõem a série “Entenda em três minutos” são produzidos pelo departamento de Vídeos Verticais da Mundo. Transmitidos principalmente em plataformas como TikTok, Snapchat, Instagram e Facebook, têm como objetivo contextualizar os grandes acontecimentos num formato curto e tornar as notícias acessíveis a todos.

O mundo com AFP

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Leia Mais: Le Monde

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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