POLÍTICA
Na reta final da campanha, Nunes e Boulos reforçam…
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1 ano atrásem
Da Redação
Faltando cinco dias para o segundo turno das eleições, os candidatos à prefeitura de São Paulo apostaram em agendas com padrinhos de peso nesta terça-feira, 22. Pela primeira vez, o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), pôde contar com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro para eventos de campanha. Já seu adversário, Guilherme Boulos (PSOL), teve agendas com o vice-presidente, Geraldo Alckmin.
Nunes e Bolsonaro
Durante a tarde, Nunes participou de um almoço com Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e empresários em uma churrascaria no bairro do Morumbi. Ao discursar, Nunes agradeceu a Tarcísio, o padrinho político que mais se empenhou na sua campanha. “Quando eu dei uma caidinha na pesquisa, em agosto, foi quando Tarcísio entrou mais ainda na campanha. Fez até caminhadas. Então, Tarcísio, não tenha dúvida da minha eterna gratidão”, disse Nunes. Já à noite, Nunes, Bolsonaro e Tarcísio foram a um culto na Igreja Sara Nossa Terra, no bairro do Planalto Paulista, e jantaram em uma pizzaria próxima.
Apesar de oficialmente apoiar a candidatura de Nunes e de inclusive ter indicado seu vice na chapa, o Coronel Mello Araújo, o ex-presidente se manteve afastado da campanha do aliado em São Paulo e sustentou posição ambígua em relação a Pablo Marçal (PRTB), que embolou a disputa na capital paulista ao atrair votos da direita.
Boulos e Alckmin
Boulos participou de evento para discutir propostas com apoiadores no Teatro Gazeta, na Avenida Paulista. Por lá estavam Alckmin, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, e a vice na chapa do deputado, Marta Suplicy. Boulos e Alckmin também dividiram um sanduíche na tradicional Lanchonete do Estadão, no Centro.
Alckmin apoiou Tabata Amaral (PSB) no primeiro turno das eleições em São Paulo, mas anunciou que estaria ao lado de Boulos no segundo turno. A presença do principal padrinho de Boulos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na reta final da campanha é cercada de incertezas, ainda mais depois do acidente doméstico que o petista sofreu no último fim de semana. Petistas que integram a campanha de Boulos, porém, ainda apostam que Lula participará de um último ato na capital paulista na véspera da eleição.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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