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Nenhuma ameaça à segurança causada por relatos de avistamentos de drones, afirmam agências federais dos EUA | Notícias da Aviação
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As agências emitem uma declaração conjunta em resposta a mais de 5.000 avistamentos de drones relatados nas últimas semanas.
O governo dos Estados Unidos afirma que não há ameaça à segurança nacional ou à segurança pública devido aos relatos de avistamentos de drones misteriosos que suscitaram preocupação pública em algumas partes do país.
“Não identificamos nada anômalo e não avaliamos a atividade até o momento para apresentar um risco à segurança nacional ou à segurança pública no espaço aéreo civil em Nova Jersey ou em outros estados do nordeste”, disse o Departamento de Segurança Interna, o Departamento de Defesa, o FBI e a Administração Federal de Aviação (FAA) disseram em um declaração conjunta na terça-feira.
Moradores de vários estados do Nordeste relataram voos de drones não identificados, um fenómeno que suscitou preocupações sobre um possível envolvimento estrangeiro, bem como acusações de encobrimento do governo dos EUA.
A declaração conjunta disse que o FBI recebeu denúncias de mais de 5.000 avistamentos de drones nas últimas semanas, com cerca de 100 pistas geradas. O governo enviou “tecnologia avançada de detecção” às regiões afetadas, incluindo observadores visuais treinados.
“Tendo examinado de perto os dados técnicos e dicas de cidadãos preocupados, avaliamos que os avistamentos até o momento incluem uma combinação de drones comerciais legais, drones amadores e drones policiais, bem como aeronaves tripuladas de asa fixa, helicópteros e estrelas erroneamente relatados como drones”, disseram eles.
A declaração apontou que existem mais de 1 milhão de drones legalmente registrados na FAA nos EUA e que existem milhares de drones comerciais, amadores e policiais legalmente no céu em qualquer dia.
Mas imagens de vídeo filmadas por residentes locais de aeronaves aparentemente não identificadas no céu noturno continuaram a inundar as redes sociais com avistamentos relatados em estados como Nova Iorque, Nova Jersey, Maryland e Virgínia.
Alguns observadores disseram que parecem maiores do que aqueles normalmente usados para fins recreativos. Outros especularam que poderiam ser OVNIs (objetos voadores não identificados) do espaço ou aviões espiões da China ou do Irã.
Ei, você não vai acreditar, mas os drones estão de volta esta noite em Nova Jersey. Com o Flight Radar 24 ativado, não há tráfego aéreo nem remotamente próximo nesta direção neste horário. pic.twitter.com/GD8gd37eMB
-Paul Gerke (@PaulGerke) 14 de dezembro de 2024
Drones também foram visto perto de três bases militares na Grã-Bretanha, mas não foram identificados como hostis, disse a Força Aérea dos EUA.
Os drones no nordeste dos EUA foram avistados perto do campo de golfe do presidente eleito Donald Trump, na cidade de Bedminster, Nova Jersey, e do Picatinny Arsenal, uma instalação militar de pesquisa e fabricação dos EUA também em Nova Jersey.
É legal pilotar drones, mas existem regulamentos da FAA que limitam o seu tamanho e peso, bem como onde podem voar para proteger a aviação civil e as instalações governamentais.
Trump pediu maior transparência governamental sobre os drones na segunda-feira, acrescentando que o governo dos EUA “sabe o que está acontecendo”.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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