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Neste dia de protesto, Belgrado é um barril de pó, mas igualmente importante é como o presidente reage – agora e amanhã | Brent Sadler

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Neste dia de protesto, Belgrado é um barril de pó, mas igualmente importante é como o presidente reage - agora e amanhã | Brent Sadler

Brent Sadler

Das ruas de Belgrado, as rachaduras no Presidente Aleksandar Vučić’s Grip autoritário de quase uma década no poder tornou -se impossível de ignorar. Após mais de quatro meses de protestos liderados por estudantes amplamente pacíficos, a frustração com o regime parece ter atingido o ponto de ruptura.

O país está se preparando para um maciço protesto antigovernamental hoje, enquanto milhares de estudantes e cidadãos se preparam para se preparar contra o governo sérvio. Muitos residentes descrevem o capital como sentindo -se “em cerco”, com as autoridades implementando medidas extremas que os críticos argumentam que foram projetados para intimidar e impedir que as pessoas participem da demonstração.

A empresa ferroviária estadual, Srbijavoz, abruptamente suspendeu todos os serviços de trem entre cidadescitando ameaças de bombas anônimas como o motivo oficial. Também houve relatos de ônibus entre cidades para Belgrado sendo cancelados, e até os rumores de que tratores e caminhões agrícolas foram implantados para barrar as principais estradas que levam à capital. Essas medidas sem precedentes provocaram críticas, com muitas pessoas argumentando que o governo está essencialmente trancando Belgrado na tentativa de suprimir o movimento de protesto.

Apesar desses esforços, os comboios de estudantes e apoiadores de toda a Sérvia estão encontrando maneiras alternativas de alcançar Belgrado. Muitos grupos, sem se deixar abater com as táticas do governo, estabeleceram dias de antecedência a pé ou de bicicleta, determinados a fazer parte do que eles esperam ser uma manifestação histórica.

Ao mesmo tempo, os diplomatas ocidentais estão pedindo à liderança da Sérvia para garantir que o protesto permaneça pacífico e que a segurança dos participantes seja garantida, alertando que qualquer tentativa de suprimir as manifestações pode escalar tensões domesticamente e internacionalmente.

Em forte contraste com os apelos dos diplomatas para a calma, Vučić e seu governo estão emoldurando a reunião de 15 de março como um barril de pó pronto para explodir. Durante dias, as autoridades têm ameaçadoramente avisou que os confrontos são inevitáveismesmo sugerindo que os manifestantes possam atacar a polícia ou tentar invadir violentamente o parlamento.

Essa bateria implacável da retórica alarmista do governo tem sido usada para justificar uma resposta pesada, com uma forte presença policial e medidas de segurança preventivas circulando Belgrado. Essas ações servem não apenas para aumentar as tensões, mas também para enviar uma mensagem clara de intimidação, pintando os manifestantes como uma ameaça à estabilidade nacional, enquanto reforçava a narrativa de controle do governo.

O gatilho para tudo isso foi o colapso mortalno final do ano passado, de um dossel de concreto na estação ferroviária principal reformada em Novi Sad, 80 quilômetros a noroeste de Belgrado, que matou 15 pessoas. O trágico incidente provocou protestos em massa em toda a Sérvia, tornando -se um símbolo de algo muito mais profundo: um sistema em que a corrupção, a ineficiência e o cronismo político estão profundamente arraigados.

Embora as reivindicações de corrupção desenfreada sejam difundidas, elas geralmente são difíceis de provar, com os críticos apontando para contratos governamentais opacos, patrocínio político e falta de transparência como sinais preocupantes. No entanto, o judiciário é amplamente visto como comprometido, a imprensa está sob constante ataque e a sociedade civil enfrenta assédio. Nesse ambiente, os protestos não são mais apenas queixas específicas – eles representam um apelo desesperado por um futuro livre do aperto dos autocratas e de seus companheiros.

‘O presidente da Sérvia, Aleksandar Vučić, uma vez visto como intocável, agora enfrenta um desafio genuíno à sua autoridade.’ Fotografia: Andrej Čukić / EPA

A erupção inesperada da indignação dos estudantes não é apenas um único incidente – reflete a profunda frustração de uma geração que se sente abandonada e traída pela mesma elite política que mantém poder por muito tempo. O que estamos testemunhando agora é uma onda sem precedentes de oposição nova, amplificada através do uso criativo das mídias sociais e da bola de neve pelas cidades e vilas da Sérvia.

A escala e a persistência desses protestos sinalizam que o país está em uma encruzilhada, com Vučić, uma vez visto como intocável, agora enfrentando um genuíno desafio à sua autoridade. No entanto, apesar da agitação generalizada, o Ocidente continua a cortejar o controverso líder da Sérvia sob a bandeira de manter o país no “caminho da UE”. E talvez por uma boa razão.

Por mais que exista para criticar o governo de Vučić, não há alternativa clara ou viável, caso sua liderança vacilar. A oposição política é fragmentada, muitas vezes mais focada em disputas do que apresentar uma visão coesa para o futuro.

No entanto, a UE continua a se envolver com Vučić como se ele fosse um parceiro razoável, ignorando questões críticas que deveriam levantar alarmes. Vira os olhos aos seus laços estreitos com Vladimir Putin, o crescente estrangulamento econômico chinês na infraestrutura sérvia e o fato de que a gigante energética da Sérvia, NIS, permanece de propriedade da maioria dos interesses russos – Apesar das supostas sanções da UE.

Essa aparente contradição na política da UE levanta questões sobre o verdadeiro compromisso do bloco com seus valores e sua estratégia de longo prazo na região, principalmente quando as alianças pragmáticas parecem ter precedência sobre os ideais de governança democrática e estabilidade geopolítica.

De um lado, o comportamento e o bloqueio do governo sérvio projetam uma atmosfera de turbulência iminente. Por outro lado, os manifestantes-reforçados pelo apoio moral do exterior-são firmes em seu compromisso com a não-violência.

Muitas pessoas em Belgrado esperam que o dia se desdobre pacificamente, desafiando as previsões sinistras da violência. Mas, dado o acúmulo tenso, todos os olhos estarão assistindo como as autoridades respondem e se a liberdade de montagem é mantida na prática.

Embora o relacionamento da Sérvia com Moscou possa ser visto como parte dos esforços para equilibrar seus laços históricos com Rússia Com aspirações para a participação na UE e na OTAN, também levanta questões sobre as verdadeiras prioridades da liderança. Sob o governo de Vučić, a Sérvia viu tendências autoritárias crescentes. Essas ações apenas aprofundam suspeitas sobre suas prioridades e intenções de longo prazo. Se a história nos ensinou alguma coisa, é que os Balcãs geralmente levam a consequências não intencionais e de longo alcance.

  • Brent Sadler é um ex-jornalista da CNN e fundador da afiliada da CNN 24 horas no canal de notícias N1, com sede em Belgrado, Sérvia

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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