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Ney Latorraca: amigo de capivaras e gosto pelos flashes – 26/12/2024 – Celebridades

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Cleo Guimarães

Rio de Janeiro

Quando havia um evento cultural no Rio —premiações de cinema ou de teatro, principalmente—, era quase certo que Ney Latorraca seria uma das primeiras pessoas a chegar. “Assim os fotógrafos me pegam com calma, fazem fotos boas. Não fica aquela correria”, explicou, certa vez.

Ney gostava de ver sua foto estampada no jornal e nas revistas. Analógico (ma non troppo), curtia também matéria em sites, mas era no papel que ele gostava mesmo de aparecer. Não raro, enviava por WhatsApp opções de fotos que achava boas para ajudar a ilustrar uma futura reportagem.

O WhatsApp era um meio de comunicação que o ator, morto aos 80 anos, na manhã desta quinta-feira (26), de sepse pulmonar, utilizava com frequência. Emojis, muitos emojis acompanhavam suas mensagens (ele usava bastante as mãos em prece). Mas falar pelo telefone, fixo ou o celular … Aí era um caso sério.

“Amo um telefone. Gosto de ouvir a voz das pessoas. Todo dia antes de dormir anoto o nome de uns três amigos para eu ligar no dia seguinte. Recentemente falei com Miguel Falabella, Maria Padilha, Marcos Nanini, Fernanda Montenegro… Eles atendem e eu falo: ‘Liguei pra dizer que estou com saudades…’. Todo mundo gosta disso”, contou, durante o período mais duro do confinamento por causa da pandemia.

O isolamento em seu apartamento, na Lagoa, zona sul do Rio (que ele deixou em testamento para ser doado a uma instituição de caridade) o obrigou a suspender suas caminhadas diárias em torno do espelho d’água, um dos cartões postais da cidade. Ney andava bastante por ali. Por prazer, para cuidar da saúde, e também para encontrar o grupo de capivaras que mora na área. “São minhas amigas”, dizia, muitas vezes mostrando fotos recentes de algumas delas.

Na pandemia, ficou em casa —e mesmo assim, sempre de máscara. Passava os dias vendo jogos de vôlei e futebol na TV, telefonando para os amigos e andando de um lado para o outro, para se exercitar. De vez em quando, dava um mergulho na piscina. “Sou grupo de risco, meu amor. Fico aqui no meu apartamento numa boa”, diz.

Para não ficar parado, à toa, chegava a dar cinco mil passos todos os dias dentro de casa. Usava um aplicativo do celular para fazer a contagem e concluiu que era o equivalente a uma caminhada de 3,5 quilômetros. “O que é metade de uma volta na Lagoa”, concluiu.

Politicamente, contava que levantou algumas bandeiras, e se orgulhava delas. Mas não de todas. Esteve presente no levante dos artistas pelas Diretas, fez peças transgressoras de Plinio Marcos durante a ditadura, mas… “fiz campanha pelo Aécio, né?”, ponderou.

“Fui para Belo Horizonte e conheci um espaço cultural criado pela irmã dele, fiquei encantado. Eu vi aquilo e pensei: ‘Essas pessoas são maravilhosas, sérias’. Aí vieram aquelas bombas. Pensa em como eu fiquei. Mas não tenho o dom de adivinhar. Essa bandeira eu me arrependo de ter levantado. Também fiz parte do “Morobloco” (grupo de artistas que apoiava publicamente o então juiz Sérgio Moro, na época do impeachment de Dilma Rousseff). Me arrependi de novo. Mas sempre fui tucano”.



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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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